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Harry Potter deu mais aulas sobre nossa sociedade atual do que você imagina

Não tem ninguém TROUXA nesses livros, não.

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Um estudo divulgado no último mês de julho no Estados Unidos, pela publicação "PS: Political Science and Politics", apontou que pessoas que leem Harry Potter tendem a não gostar da postura e das ideias propagadas por Donald Trump, o candidato republicano a presidência do país.

Segundo o estudo, quem lê os livros do bruxo mais famoso da literatura mundial vê claramente ligações entre Trump e Voldemort, o vilão da história. As pessoas ligam o político ao vilão pelas ideias discriminatórias e de poder para uma parte específica da população.

Harry Potter, assim, ganha mais um indício de que fala da sociedade em que vivemos tão bem quanto (ou melhor) do que qualquer analista social e político. Quer ver?

Meritocracia: sim ou não?

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Uma das discussões atuais, principalmente no Brasil, é se meritocracia é um sistema justo. Em Harry Potter, há dois lados: existe, de fato, quem vem de uma parte menos favorecida da população e que, com estudo, cresce. Hermione, por exemplo. Mas também há quem viva da fama e do dinheiro da família e tenha mais chances na vida simplesmente por isso. Não é, Draco Malfoy?

Chegar ao poder nem sempre é mérito

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O Ministério da Magia - ou seja, quem comandava o mundo bruxo na história - não tinha eleições. Assim, não era uma democracia. Os bruxos não necessariamente eram comandados por alguém que respeitavam/queriam.

Segregação e preconceito

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Apesar de não saberem nem como funciona um telefone (corujas como melhor meio de comunicação? Sério?), os bruxos chamavam as pessoas comuns de TROUXAS. Claro, a tradução para o português ajuda no comentário, mas é inegável que havia preconceito. É só ver como os bruxos de "sangue puro", com ascendência apenas de quem possuía magia, chamavam as pessoas descendentes de trouxas de "sangue ruim". Na sociedade, basicamente eram os "ricos" que não gostavam dos "pobres".

A alienação começa pela escola

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Em "Harry Potter e a Ordem da Fênix", chega ao mundo bruxo Dolores Umbridge, funcionária do Ministério da Magia que se torna diretora de Hogwarts, após deposição (ou impeachment) de Dumbledore, sem motivos justificáveis. Ela começa a cercear o direito dos estudantes, criando série de regras e sendo sádica com os alunos que delas discordam. Pratica tortura e não aceita debates sobre as ideias que defende. Os alunos, por fim, se rebelam.

No Brasil, há em diversos Estados movimentos de ocupação de escolas por parte dos alunos, se rebelando contra medidas impostas sem debate com os mesmos. Coincidência?

A mídia nem sempre é imparcial

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O Profeta Diário, principal jornal do mundo mágico de HP, chegou ao ponto de fazer campanha contra Harry e Dumbledore por estes afirmarem que Voldemort havia voltado, assim jogando a população contra a dupla. Só que eles estavam certos. Uma das maneiras em que o jornal se baseava era a criação de manchetes sensacionalistas. Algo diferente da mídia real?

As pessoas são influenciadas pela bolha que as cercam

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Há quem ache que um jovem que vive em um favela, em família pobre com a violência o cercando no dia a dia não tem o direito de crescer revoltado com o mundo. Mas qual outra visão de vida que ele tem? Em Harry Potter, os personagens são frutos da bolha em que estão. Voldemort só cresceu revoltado após ser abandonado em um orfanato e rejeitado por ser diferente. Resta à sociedade conseguir mostrar ao jovem que ele pode ser diferente.

Estar em um grupo dá sensação de poder

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Nenhum dos membros dos Comensais da Morte tinha coragem de assumir que era um longe de seu grupo, longe de Voldemort. Perto do líder, de seus iguais, eles tinham a sensação de poder. Fora, ficavam amuados. São como, por exemplo, membros de torcidas violentas, ou pessoas que agridem outras em protestos políticos. Dificilmente as brigas noticiadas são individuais. Usualmente, estar em grupo libera o pior das pessoas, pela sensação de aprovação dos próximos.

Todos merecem direitos iguais

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Por que os elfos são tratados como escravos nos livros? Por que Rony, por exemplo, não entende a luta de Hermione por direitos iguais à uma raça diferente? Por que as pessoas na sociedade real têm medo de quem não está no mesmo círculo social? Por que elas não lutam por direitos para todos, por programas sociais?

Amor ou violência?

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No mundo de HP, há quem lute para chegar ao poder utilizando o feitiço da morte, Avada Kedavra, e matando qualquer um que se poste à sua frente. E há quem lute na base do amor, do direito à todos. Na sociedade, há cada vez mais notícias de pessoas que não aceitam ideologias diferentes e optam pela violência, pela agressão. E há quem tente o debate, a conversa. Nos livros, há um lado certo. Por que na sociedade seguimos em dúvida?

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