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Ato contra reformas de Temer reuniu milhares e só teve confusão bem no final

"O Temer não vai ser candidato mais a nada, por isso meu cartaz é para o Rodrigo Maia, que manipula a Câmara", disse a manifestante Mercedes Lopes, 63.

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Milhares de pessoas caminharam do largo da Batata até a rua em que fica a casa do presidente Michel Temer (PMDB), em São Paulo, durante a manifestação desta sexta-feira (28), dia em que as centrais sindicais promoveram uma greve geral.

Os manifestantes gritaram contra a reforma trabalhista — que a Câmara aprovou — e da Previdência propostas pelo governo.

Alexandre Aragão / BuzzFeed

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos, estimou o público em 70 mil pessoas. A Polícia Militar não divulgou sua contagem.

Os principais alvos foram Temer e o Congresso. Manifestantes e políticos que discursaram no carro de som pediram que a eleição de 2018 seja antecipada para outubro deste ano.

Nas falas, líderes de esquerda criticaram pontos específicos das reformas, como o tempo mínimo de aposentadoria proposto e a prevalência de acordos trabalhistas sobre a lei.

Mercedes Lopes, 63: "O Temer não vai ser candidato mais a nada, por isso meu cartaz é para o Rodrigo Maia, que mani… https://t.co/0Pu95JOuhx

Alexandre Aragão / BuzzFeed

Após enfrentar forte oposição para votar a reforma trabalhista na Câmara, o governo agora luta para garantir a aprovação da mudança na Previdência — que, por ser uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), necessita de mais votos.

O ato ocorreu tranquilamente pela maior parte do tempo.

"Depois de tanto trabalhar, aposentar", gritam os manifestantes

Alexandre Aragão / BuzzFeed

Os grupos anarquistas, que incluíam black blocs, eram minoria entre os presentes. Somavam algumas dezenas.

Eles criticaram os políticos presentes, como os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), que subiram no carro de som para discursar.

Atrás do protesto, anarquistas cantam "Greve geral não é palanque eleitoral". Na frente da manifestação o grito é "… https://t.co/EnbuEErzy2

Tatiana Farah / BuzzFeed

Quando os black blocs entraram em ação, destruindo agências e uma concessionária, a Polícia Militar não interveio de imediato.

Tatiana Farah / BuzzFeed

Os manifestantes não chegaram à casa de Temer, mas quase.

O carro de som parou a duas quadras de lá, fora da barreira que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência instalou no local no ano passado, e cercado de policiais.

Alexandre Aragão / BuzzFeed

Já na dispersão, a PM jogou bombas de gás e black blocs avançaram, causando correria e muito tumulto. Pessoas ficaram no fogo cruzado, e houve mais quebra-quebra.

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Nesta sexta (28), em toda a Grande São Paulo, 21 pessoas foram presas em manifestações, segundo a Polícia Militar.

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Alexandre Aragão é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ele pelo email alexandre.aragao@buzzfeed.com

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Tatiana Farah é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ela pelo email tatiana.farah@buzzfeed.com.

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