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Ato contra reformas de Temer reuniu milhares e só teve confusão bem no final

"O Temer não vai ser candidato mais a nada, por isso meu cartaz é para o Rodrigo Maia, que manipula a Câmara", disse a manifestante Mercedes Lopes, 63.

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Milhares de pessoas caminharam do largo da Batata até a rua em que fica a casa do presidente Michel Temer (PMDB), em São Paulo, durante a manifestação desta sexta-feira (28), dia em que as centrais sindicais promoveram uma greve geral.

Os manifestantes gritaram contra a reforma trabalhista — que a Câmara aprovou — e da Previdência propostas pelo governo.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos, estimou o público em 70 mil pessoas. A Polícia Militar não divulgou sua contagem.

Os principais alvos foram Temer e o Congresso. Manifestantes e políticos que discursaram no carro de som pediram que a eleição de 2018 seja antecipada para outubro deste ano.

Nas falas, líderes de esquerda criticaram pontos específicos das reformas, como o tempo mínimo de aposentadoria proposto e a prevalência de acordos trabalhistas sobre a lei.

Mercedes Lopes, 63: "O Temer não vai ser candidato mais a nada, por isso meu cartaz é para o Rodrigo Maia, que mani… https://t.co/0Pu95JOuhx

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Após enfrentar forte oposição para votar a reforma trabalhista na Câmara, o governo agora luta para garantir a aprovação da mudança na Previdência — que, por ser uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), necessita de mais votos.

O ato ocorreu tranquilamente pela maior parte do tempo.

"Depois de tanto trabalhar, aposentar", gritam os manifestantes

Os grupos anarquistas, que incluíam black blocs, eram minoria entre os presentes. Somavam algumas dezenas.

Eles criticaram os políticos presentes, como os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), que subiram no carro de som para discursar.

Atrás do protesto, anarquistas cantam "Greve geral não é palanque eleitoral". Na frente da manifestação o grito é "… https://t.co/EnbuEErzy2

Quando os black blocs entraram em ação, destruindo agências e uma concessionária, a Polícia Militar não interveio de imediato.

Os manifestantes não chegaram à casa de Temer, mas quase.

O carro de som parou a duas quadras de lá, fora da barreira que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência instalou no local no ano passado, e cercado de policiais.

Já na dispersão, a PM jogou bombas de gás e black blocs avançaram, causando correria e muito tumulto. Pessoas ficaram no fogo cruzado, e houve mais quebra-quebra.

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Tatiana Farah / BuzzFeed

Nesta sexta (28), em toda a Grande São Paulo, 21 pessoas foram presas em manifestações, segundo a Polícia Militar.

Alexandre Aragão é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ele pelo email alexandre.aragao@buzzfeed.com

Contact Alexandre Aragão at alexandre.aragao@buzzfeed.com.

Tatiana Farah é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ela pelo email tatiana.farah@buzzfeed.com.

Contact Tatiana Farah at Tatiana.Farah@buzzfeed.com.

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