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Do Carnaval de rua ao Municipal, veja mudanças anunciadas hoje em São Paulo

Blocos vão se apresentar durante três semanas, com limitação de horário por bairro. No teatro, economia será com a programação.

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O prefeito de São Paulo, João Doria, e o secretário de Cultura, André Sturm, anunciaram nesta quinta-feira mudanças no Theatro Municipal de São Paulo e no Carnaval de rua, que agora terá limitação de horário.

Cleber Papa, que tem longa experiência em direção de óperas, é o novo diretor do Municipal. O maestro Roberto Minczuk foi confirmado como regente da Orquestra Sinfônica Municipal; e o bailarino e coreógrafo Ismael Ivo vai comandar o Balé da Cidade de São Paulo.

Para o anúncio dos nomes, todos vestiram o "uniforme Doria", paletó sem gravata, à exceção de Ismael, que chegou engravatado.

Carnaval de rua

O Carnaval nas ruas da cidade deve ser 40% maior do que no ano passado, chegando a quase 500 blocos, segundo avaliação de Sturm.

A exibição dos blocos se estenderá por três semanas, começando uma semana antes do Carnaval oficial (que tem início na sexta, 24 de fevereiro) mas com limitação de horário para encerramento festa na rua. Cada prefeitura regional vai discutir com a Secretaria o horário de encerramento dos blocos em seus bairros. Segundo a Secretaria, essa discussão vai envolver os responsáveis pelos blocos e ainda não foi concluída.

Publicidade

O secretário quer que empresas privadas patrocinem algo em torno de R$ 10 milhões em infraestrutura. Esse patrocínio deverá ser feito de forma direta, sem que os recursos sejam repassados para a Prefeitura.

A ideia é criar quatro pontos de dispersão dos blocos. Em Pinheiros, um dos pontos será no Largo da Batata. As festas de rua serão mantidas na Vila Madalena, na Vila Mariana e no Centro, onde ocorre a apresentação de bloco como o do Baixo Augusta.


Só se exibirão os blocos que se cadastraram até o final do ano passado para participar da edição de Carnaval 2017.

Bibliotecas

André Sturm anunciou que será criado um programa para ocupar com atividades de artes as 52 bibliotecas públicas da cidade, entre elas a Mário de Andrade, no Centro. Segundo ele, o "Biblioteca Viva" manterá esses equipamentos abertos aos finais de semana com atividades culturais dos chamados corpos estáveis do Municipal (as orquestras, coros e o balé).


Músicos, cantores e bailarinos

Segundo Cleber Papa, o novo diretor do Municipal, não haverá corte de pessoal para diminuir as despesas do Teatro, cujo orçamento será contingenciado em 25%, partindo de uma base inferior ao aprovado no ano passado (R$ 119 milhões). Os cortes serão feitos na programação, evitando grandes produções e as despesas com contratações de músicos estrangeiros.

Fiscalização

Depois da denúncia de desvios e má gestão de recursos no Municipal, que somam prejuízos de R$ 18 milhões, André Sturm afirmou que vai criar um grupo de acompanhamento do trabalho da Fundação do Theatro Municipal, a Organização Social (OS) que administra o local. Ele presidirá a fundação.

Maestro

O maestro Roberto Minczuk, que será diretor artístico e regente da Orquestra Sinfônica, não teve seu salário divulgado pela prefeitura, mas ganhará menos que o ex-diretor John Neschling, cujo salário era de R$ 150 mil. Segundo o secretário de Cultura, Minczuk ganhará "menos da metade" e um valor de mercado. O contrato ainda não foi assinado.

Orquestra pop e "informal"

Minczuk quer usar trilhas sonoras de filmes, desenhos e videogames para atrair o público jovem. Quer mesclar a apresentação dessas composições com grandes peças clássicas.

O Municipal vai criar também os "concertos informais", nome dado por Doria para pequenos concertos em diversas regiões da cidade, com repertório mais acessível e até os músicos sem a tradicional casaca.












Tatiana Farah é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ela pelo email tatiana.farah@buzzfeed.com.

Contact Tatiana Farah at Tatiana.Farah@buzzfeed.com.

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