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Odebrecht cria cenário de incertezas e retarda decisão sobre sucessor de Renan

Com ninguém sabendo o dia de amanhã, senadores decidem deixar para a última semana de janeiro as discussões sobre o comando da Casa em 2017

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O clima de instabilidade causado pela delação da Odebrecht levou o Senado a retardar a decisão sobre quem será o sucessor de Renan Calheiros (PMDB-AL).

Eunício Oliveira (PMDB-CE) ainda é o favorito na disputa pela presidência do Senado, mas os senadores resolveram dar tempo ao tempo e só vão discutir a composição da próxima Mesa Diretora na última semana de janeiro.

Como foi revelado pelo BuzzFeed, Eunício é o “Índio”, que junto com Romero Jucá, o “Caju”, e Renan Calheiros, o “Justiça", teriam atendido a interesses da companhia em troca de dinheiro, conforme a delação de Cláudio Melo Filho, o ex-executivo do conglomerado que lidava com os políticos do Congresso.

Apesar das revelações, Renan tenta fazer de Eunício seu sucessor, mas a oposição e parte do PMDB busca um nome para fazer frente aos caciques, chamuscados pela delação.

Seja oposição ou seja governo, um acordo tácito entre os senadores definiu o seguinte: com ninguém sabendo o dia de amanhã (e nem quem vai ser o próximo a ser chamuscado), o melhor é deixar para a última semana de janeiro as discussões sobre a Mesa Diretora.

Até lá, acreditam, já se saberá quem está mais ou menos envolvido com a Odebrecht.

Enquanto o tempo corre, e a oposição busca em nome para enfrentar Renan e Eunício, opositores sonham com o apoio, até mesmo, da governista Simone Tebet (PMDB-MS), que era nome certo para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Cargo que Renan Calheiros já falou que é dele.

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Severino Motta é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

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