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Além de cerveja, Itaipava também "fabricava" dinheiro vivo para caixa 2 da Odebrecht

Sem cash para fazer todos os pagamentos de seu setor de propina, a construtora pegava os reais da cervejaria e trocava por dólares no exterior.

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Sem cash para fazer todos os pagamentos de seu setor de propina, a construtora pegava os reais da cervejaria e trocava por dólares no exterior.

Além do chamado caixa 3 - quando a Odebrecht pedia para o Grupo Petrópolis (Cervejaria Itaipava), fazer doações de campanha que depois seriam reembolsadas, a empreiteira também usou a fabricante de bebidas como uma espécie de cambista.

De acordo com delatores, a Odebrecht precisava de dinheiro vivo para fazer o pagamento de suas propinas, mas nem sempre havia o suficiente em caixa. Ai veio a ideia: quem vende cerveja costuma ter bastante papel moeda em mãos.

Veja o depoimento do ex-funcionário do departamento de propinas da Odebrecht Luiz Eduardo Soares.

Mais que doações: Odebrecht diz que tinha dinheiro no exterior e a cervejaria com muito dinheiro vivo vindo dos bar… https://t.co/8COVlZ9Rwh

Segundo os delatores da Odebrecht, criou-se uma parceria. A empreiteira recorria aos reais da cervejaria e depois depositava o montante em dólares no Antígua Overseas Bank.



Severino Motta é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

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Filipe Coutinho é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

Contact Filipe Coutinho at filipe.coutinho@buzzfeed.com.

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