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Delação da Odebrecht é usada para PF para investigar alvos ligados a senadores do PMDB e PT

Sétima fase autorizada pelo Supremo, a operação Satélite investiga operadores ligados a senadores. Sobrinho do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), é um dos alvos.

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A delação da Odebrecht ainda nem serviu para abrir inquéritos, mas já foi usada para a Lava Jato investigar intermediários suspeitos de receber dinheiro para políticos. Batizada de operação Satélite, a Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira 14 mandados em de busca e apreensão.

Os mandados foram cumpridos em Pernambuco (5), Rio de Janeiro (3), Bahia (2) e Alagoas (2), além de Brasília. O objetivo da operação é colher provas que corroborem a delação de executivos da Odebrecht e de outras empresas que também fizeram colaboração com a Lava Jato.

Um dos alvos, por exemplo, é Ricardo Augusto, sobrinho do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Ele mora em Brasília e preside a Confederal, empresa ligada ao senador.

Eunício Oliveira aparece na lista da Odebrecht com R$ 2,1 milhões, com o apelido "Índio".

Outros investigados na operação Satélite são ligados ao senador Valdir Raupp (PMDB-RO), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Humberto Costa (PT-PE).

A operação foi deflagrada a pedido da Procuradoria-Geral da República. Os acordos dos executivos da Odebrecht foram homologados pelo STF em janeiro deste ano, mas ainda não é possível divulgar detalhes sobre os procedimentos porque os termos de depoimentos estão em segredo de Justiça.
Esta é a 7ª fase vez que o Supremo autoriza um desdobramento da Lava Jato mirando no envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro junto ao STF. Outras três foram realizadas em 2015, duas em 2016 e uma em fevereiro deste ano.

Filipe Coutinho é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

Contact Filipe Coutinho at filipe.coutinho@buzzfeed.com.

Severino Motta é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

Contact Severino Motta at severino.motta@BuzzFeed.com.

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