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12 fotos que retratam o ato pró-democracia e antifascista em São Paulo

PM interveio com bombas de gás e balas de borracha no ato organizado por torcidas contra Bolsonaro. PM foi acusada de reprimir apenas um dos lados – corporação nega.

Um ato em favor da democracia e antifascismo realizado na tarde deste domingo (31) em São Paulo terminou em confusão, com a Polícia Militar utilizando bombas para dispersar os manifestantes.

Andre Penner / AP
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A manifestação teve inicio por volta das 12h, com concentração no vão do MASP. A Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, liderou o ato, que contou com a participação de torcidas de outros clubes, todos sob o grito de "democracia!".

Torcida antifascista da Gaviões agora na Paulista enfrentando os fascistas bolsonaristas

Andre Lucas / Andre Lucas/picture-alliance/dpa / AP Images

Torcida corintiana em protesto neste domingo (31).

Andre Lucas / Andre Lucas/picture-alliance/dpa / AP Images

Torcedores de Corinthians e Palmeiras em protesto neste domingo (31)

Nos últimos domingos, a Avenida Paulista se tornou palco de manifestações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra as medidas de isolamento social adotadas pelo governador de São Paulo João Doria (PSDB).

Segundo relatos, em certo momento, manifestantes pró-democracia e defensores do presidente se encontraram, o que gerou conflitos e troca de agressões. A PM fez um cordão isolando os dois atos.

Com a escalada de tensão, por volta das 15h, a Polícia Militar interveio no ato pró-democracia, utilizando bombas e balas de borracha.

Andre Lucas / Andre Lucas/picture-alliance/dpa / AP Images
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Nelson Almeida / Getty Images
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Manifestante contra o governo Bolsonaro em protesto neste domingo (31).

Um integrante da Gaviões da Fiel, Danilo Pássaro, 27, disse ao jornal Folha de S.Paulo que a confusão começou quando os torcedores, que se preparavam para deixar o local, foram provocados.

“A polícia passou escoltando um grupo com camisetas de organizações neonazistas e outro com fardas de militares, dando simbolismo de intervenção militar. Passaram bem no meio da nossa manifestação quando estávamos indo embora. Isso iniciou o tumulto, e a polícia começou a atirar bombas e balas de borracha", afirmou ele ao jornal.

O coronel da Polícia Militar, Camilo Batista, disse que que conflito começou porque portadores de bandeiras neonazistas investiram contra manifestantes anti-Bolsonaro.

Andre Lucas / Andre Lucas/picture-alliance/dpa / AP Images

No Tiwtter, tinha gente apontando pro fato da repressão ao ato pró-democracia...

Por princípio, a polícia deveria proteger quem protesta pela democracia.

Aparentemente, pedir democracia no Brasil é mais grave do que pedir a intervenção militar.

intervir na PF pode, enaltecer golpe militar pode, pedir democracia e justiça não. que mundo é esse que a gente vive

... e preocupada com o clima em que estamos vivendo.

A liberdade de manifestação é sagrada, mas eu estou achando muito estranha essa união de torcidas organizadas. Não parecem pacifistas a favor da Democracia, como a imprensa está pregando. O clima não está bom.

Gente, o pior a fazer agora é empurrar a polícia para o colo dos inimigos da democracia. Sabemos que essa é a tendência e é isso o que querem os bolsonaristas. A violência e o caos jogam a favor da extrema-direita. Os democratas precisam construir pontes, inclusive com a polícia.

Também via Twitter, Doria afirmou que a PM agiu para manter a integridade física dos manifestantes "dos dois lados".

A Policia Militar de São Paulo agiu hoje para manter a integridade física dos manifestantes, na Avenida Paulista. Dos dois lados. A presença da PM evitou o confronto e as prováveis vítimas deste embate. Todos têm direito de se manifestar, mas ninguém tem direito de agredir.

No Rio de Janeiro, também houve confusão entre manifestantes pró e contra o presidente Bolsonaro. A Polícia Militar também interveio para dispersar os manifestantes.

Bruna Prado / Getty Images
Bruna Prado / Getty Images



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