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17 artistas mulheres da história que provavelmente você não conhecia

Sempre houve mulheres artistas, só que historicamente elas receberam menos atenção.

publicado

1. Sarah Paxton Ball Dodson (1847–1906)

Sarah Dodson era americana. O pai dela era contra a ideia de mulheres artistas, apesar do claro e precoce talento da filha. Por isso, o treinamento formal de Dodson nas artes só começou após a morte de seu pai.
Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Sarah Dodson era americana. O pai dela era contra a ideia de mulheres artistas, apesar do claro e precoce talento da filha. Por isso, o treinamento formal de Dodson nas artes só começou após a morte de seu pai.

2. Alma Thomas (1891–1978)

Frances Young Tang Museum, Michael Fischer

Alma Thomas, americana, passou a maior parte de sua vida como educadora de artes plásticas e não se dedicou totalmente à pintura até os 60 anos. Ela foi aclamada no final de sua vida e, em 1972, aos 88 anos, tornou-se a primeira afro-americana a conseguir uma exposição solo no Whitney Museum of American Art.

3. Marie-Guillemine Benoist (1768–1826)

Marie-Guillemine Benoist foi um pintora francesa. A obra acima, "Portrait d'une négresse", foi exibida seis anos após a abolição da escravidão no país e rapidamente se tornou um símbolo da emancipação das mulheres e dos direitos da população negra. Benoist era uma pintora popular e chegou a abrir uma escola de arte para mulheres. Tragicamente, sua carreira foi abreviada durante a Restauração Bourbon, e em face do crescente conservadorismo europeu, ela parou de pintar e fechou sua escola de arte.
Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Marie-Guillemine Benoist foi um pintora francesa.

A obra acima, "Portrait d'une négresse", foi exibida seis anos após a abolição da escravidão no país e rapidamente se tornou um símbolo da emancipação das mulheres e dos direitos da população negra.

Benoist era uma pintora popular e chegou a abrir uma escola de arte para mulheres.

Tragicamente, sua carreira foi abreviada durante a Restauração Bourbon, e em face do crescente conservadorismo europeu, ela parou de pintar e fechou sua escola de arte.

4. Phoebe Anna Traquair (1852–1936)

Phoebe Anna Traquair era irlandesa e foi muito influente no movimento Arts and Crafts da Escócia durante o final do século 19 e início do século 20. Este movimento valorizava as habilidades criativas e decorativas tradicionais, como marcenaria, bordado e tapeçaria, e buscava inspiração na estética medieval. As duas imagens acima são enormes obras de arte bordadas conhecidas como "The Progress of a Soul", feitas entre 1895-1902.
Creative Commons / Via nationalgalleries.org

Phoebe Anna Traquair era irlandesa e foi muito influente no movimento Arts and Crafts da Escócia durante o final do século 19 e início do século 20. Este movimento valorizava as habilidades criativas e decorativas tradicionais, como marcenaria, bordado e tapeçaria, e buscava inspiração na estética medieval. As duas imagens acima são enormes obras de arte bordadas conhecidas como "The Progress of a Soul", feitas entre 1895-1902.

5. Mary Cassatt (1844–1926)

Creative Commons / Via en.wikipedia.org, Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Mary Cassatt foi uma pintora americana e uma veemente defensora dos direitos das mulheres, tendo feito campanha pelo sufrágio feminino. Embora seu trabalho não fizesse nenhuma declaração política explícita, sempre havia uma insinuação de uma vida íntima mais profunda em seus temas predominantemente femininos.

6. Rachel Ruysch (1664–1750)

Rachel Ruysch foi uma pintora de natureza-morta muito influente e teve uma carreira de sucesso ao longo de seis décadas. Ela foi internacionalmente conhecida durante sua vida e tinha seu próprio estilo característico.
Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Rachel Ruysch foi uma pintora de natureza-morta muito influente e teve uma carreira de sucesso ao longo de seis décadas. Ela foi internacionalmente conhecida durante sua vida e tinha seu próprio estilo característico.

7. Zinaida Serebriakova (1884–1967)

Zinaida Serebriakova nasceu em uma proeminente família de artistas russos e, durante a maior parte de sua juventude, produziu pinturas otimistas e ousadas, capturando a beleza da paisagem russa e das pessoas que a habitavam. No entanto, com a Revolução de Outubro, em 1917, seu marido morreu e ela perdeu sua fonte de renda. Ela acabou sendo contratada para criar uma obra de arte em Paris, em 1924, e não foi autorizada a retornar para a União Soviética, para onde nunca mais voltou. Suas obras não foram exibidas no país até 1966, quando foram recebidas com muitos elogios.
Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Zinaida Serebriakova nasceu em uma proeminente família de artistas russos e, durante a maior parte de sua juventude, produziu pinturas otimistas e ousadas, capturando a beleza da paisagem russa e das pessoas que a habitavam. No entanto, com a Revolução de Outubro, em 1917, seu marido morreu e ela perdeu sua fonte de renda.

Ela acabou sendo contratada para criar uma obra de arte em Paris, em 1924, e não foi autorizada a retornar para a União Soviética, para onde nunca mais voltou. Suas obras não foram exibidas no país até 1966, quando foram recebidas com muitos elogios.

8. Sophie Gengembre Anderson (1823–1903)

Creative Commons / Via en.wikipedia.org, Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Sophie Gengembre Anderson foi uma artista britânica nascida na França. Ela foi muito bem-sucedida comercialmente durante sua vida, e sua pintura "No Walk Today" (à direita) foi vendida por £ 1 milhão em 2008.

9. Maria van Oosterwijck (1630–1693)

Maria van Oosterwijck foi uma influente pintora holandesa especializada em pinturas de natureza-morta de flores. Seu estúdio ficava em frente ao de Willem van Aelst, outro influente pintor de flores holandês, que a cortejava. Ele a pediu em casamento, e não querendo ofendê-lo ao rejeitá-lo imediatamente, ela disse que só se casaria com ele se ele pintasse todos os dias durante um ano. Da janela de seu estúdio, ela conseguia ver van Aeist em seu cavalete e deixava uma marca no parapeito da janela toda vez que ele perdia um dia de pintura. Depois que o ano passou, van Aeist viu a grande quantidade de marcas no parapeito da janela dela e admitiu a derrota; ela permaneceu solteira e muito bem-sucedida como artista ao longo de sua vida.
Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Maria van Oosterwijck foi uma influente pintora holandesa especializada em pinturas de natureza-morta de flores. Seu estúdio ficava em frente ao de Willem van Aelst, outro influente pintor de flores holandês, que a cortejava. Ele a pediu em casamento, e não querendo ofendê-lo ao rejeitá-lo imediatamente, ela disse que só se casaria com ele se ele pintasse todos os dias durante um ano. Da janela de seu estúdio, ela conseguia ver van Aeist em seu cavalete e deixava uma marca no parapeito da janela toda vez que ele perdia um dia de pintura. Depois que o ano passou, van Aeist viu a grande quantidade de marcas no parapeito da janela dela e admitiu a derrota; ela permaneceu solteira e muito bem-sucedida como artista ao longo de sua vida.

10. Louise Abbéma (1853–1927)

Creative Commons / Via en.wikipedia.org, Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Louise Abbéma foi uma artista francesa que nasceu em uma família nobre e bem relacionada. Seu primeiro trabalho que recebeu reconhecimento público foi um retrato de sua amiga de longa data e atriz, Sarah Bernhardt, que alguns especulam que também tenha sido sua amante.

11. Marie Laurencin (1883–1956)

wikiart.org, Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Marie Laurencin foi uma artista francesa e uma das poucas pintoras cubistas mulheres. Seu trabalho foi influenciado por outros pintores de vanguarda da época, mas ela se diferenciava por seu foco em temas femininos e uma abordagem única da abstração.

12. Madeleine Jeanne Lemaire (1845–1928)

Madeleine Jeanne Lemaire foi uma pintora francesa. Ela foi muito bem-sucedida comercialmente, principalmente em relação às suas pinturas de flores — tanto que ela ficou conhecida como a "Imperatriz das Rosas".
Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Madeleine Jeanne Lemaire foi uma pintora francesa. Ela foi muito bem-sucedida comercialmente, principalmente em relação às suas pinturas de flores — tanto que ela ficou conhecida como a "Imperatriz das Rosas".

13. Henriette Browne (1829 – 1901)

Nascida Sophie de Bouteiller, ela assumiu o pseudônimo de Henriette Browne para manter uma separação entre sua vida pessoal e profissional — era considerado impróprio que uma mulher fosse artista na época. Ela viajou muito por grande parte do norte da África, já que seu marido era um diplomata. Suas pinturas documentam muito do que ela viu em suas viagens.
Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Nascida Sophie de Bouteiller, ela assumiu o pseudônimo de Henriette Browne para manter uma separação entre sua vida pessoal e profissional — era considerado impróprio que uma mulher fosse artista na época. Ela viajou muito por grande parte do norte da África, já que seu marido era um diplomata. Suas pinturas documentam muito do que ela viu em suas viagens.

14. Evelyn De Morgan (1855–1919)

Creative Commons / Via en.wikipedia.org, Creative Commons / Via en.wikipedia.org

Evelyn De Morgan foi uma pintora inglesa influenciada pelo movimento Pré-Rafaelita. Ela dava vazão a temas ambiciosos e cerebrais que exibiam espiritualidade e admiração pela mitologia e pelo fantástico.

15. Julia Beck (1853–1935)

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16. Florine Stettheimer (1871–1944)

Florine Stettheimer foi uma pintora americana que só conquistou reconhecimento após sua morte. De família rica, pode continuar pintando como um interesse puramente privado. Sua posição privilegiada é evidenciada em suas pinturas, que muitas vezes retratam eventos da sociedade. Embora ela quisesse que todas as suas pinturas fossem destruídas após sua morte, não foi o que ocorreu, e houve retrospectivas de seu trabalho no MOMA e no ICA Boston.

17. Dame Laura Knight (1877–1970)

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A pintura acima, "Self Portrait With Nude", provocou controvérsias ao ser exibida pela primeira vez, em 1913, e ofendeu muitos críticos. No entanto, a obra foi uma afirmação política e radical — uma artista mulher ousou se apresentar exatamente assim, uma artista em primeiro lugar, em suas roupas diárias, pintando seu tema. Ela se apresentou da mesma forma que os artistas homens se apresentaram em seus autorretratos durante séculos, em vez de em suas melhores roupas, em uma pose lisonjeira que é facilmente digerível por um público patriarcal. Ela foi a primeira mulher a ser eleita como membro pleno da Academia Real Inglesa, em 1936.

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A tradução deste post (original em inglês) foi editada por Luísa Pessoa.