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Os 19 melhores filmes de terror de 2016 que vale a pena rever em 2017

Monstros, bruxas e muito terror psicológico.

publicado

Diretor: Nicolas Pesce
Roteirista:
Nicolas Pesce

É uma bênção que "The Eyes of My Mother" seja em preto e branco, porque, se fosse colorido, seria quase impossível suportar sua violência. No entanto, da maneira como é apresentado, é tudo meio bonito, de uma maneira de revirar o estômago. Quando sua mãe (Diana Agostini) é assassinada, a fixação precoce da jovem Francisca (interpretada por Olivia Bond quando criança) por dissecação e cirurgias se transforma em uma obsessão sombria. Quando chega à idade adulta, Francisca (interpretada por Kika Magalhaes quando adulta) já deixou seus impulsos evoluírem para um comportamento psicótico. Há um método na loucura de Francisca, mas "The Eyes of My Mother" não está muito interessado em chegar a uma conclusão satisfatória. É mais uma exploração de temas, um art house indie com muito arranca-olho.

Diretor: Jim Hansen
Roteiristas: Jim Hansen e Jeffery Self

Na maioria dos casos, "você está me matando" (título traduzido do filme) é apenas um eufemismo para "você é muito engraçado". É isso que torna o nome desta comédia de terror tão adequado: É um slasher onde as vítimas nem parecem não se dar conta de que um serial killer de verdade as está perseguindo. Os espectadores sabem que Joe (Matthew McKelligon) está falando muito sério quando confessa um assassinato após o outro, muito antes de seu novo namorado George (Jeffery Self) perceber que algo está errado, o que contribui para uma boa comédia. Apesar disso, "You're Killing Me" também é uma sátira sombria sobre autocentramento e dissimulação, duas qualidades compartilhadas por todos os personagens, exceto pelo psicopata.

Diretor: Mickey Keating
Roteirista: Mickey Keating

"Carnage Park" começa como um suspense policial bastante simples: Vivian (Ashley Bell) se vê tomada como refém por dois ladrões em fuga. Após uma intervenção surpresa de um atirador — revelado mais tarde como sendo o alegre homicida Wyatt Moss (Pat Healy) — Vivian percebe que está em uma situação muito mais difícil, e o filme entra no mundo sangrento do terror. O autor de sucesso Mickey Keating (que esteve na lista do ano passado com "Pod") é adepto da mudança de gênero, e sua afeição por surpreender seus espectadores mantém seus filmes modernos. No papel, "Carnage Park" — em última análise, um jogo de gato e rato entre um assassino e sua suposta vítima — pode parecer familiar, mas tudo sobre a forma como ele se desenrola é arrojado e distinto. Keating, como seus personagens, ainda é difícil de definir.

Diretor: Ali Abbasi
Roteiristas: Ali Abbasi e Maren Louise Käehne

A gravidez é um assunto para o qual o terror retorna com frequência, e com uma boa razão — há algo inerentemente aterrorizante em ter outro ser humano crescendo dentro de você. "Shelley", do cineasta dinamarquês Ali Abbasi, aborda algumas metáforas familiares na exploração da ansiedade paranoica da gravidez. O casal sem filhos Louise (Ellen Dorrit Petersen) e Kasper (Peter Christoffersen) parece ter as melhores intenções quando pede que a governanta romena Elena (Cosmina Stratan) seja a barriga de aluguel deles em troca do dinheiro que ela precisa para voltar para casa, mas há uma ameaçadora verdade oculta nessa troca. Isso só aumenta depois que Elena engravida e começa a exibir os horríveis sintomas corporais de uma infecção parasitária. "Shelley" oferece poucas respostas concretas quando se trata da causa da aparente possessão, mas sua conclusão desagradável é bem merecida.

Diretor: Fede Alvarez
Roteiristas: Fede Alvarez e Rodo Sayagues

Parte do que faz "O Homem nas Trevas" ser um filme de terror tão bem-sucedido e moderno é a forma pela qual ele subverte algumas das metáforas mais comuns. Diferente dos suspenses de invasão doméstica padrão (tipo "Os Estranhos" ou "Uma Noite de Crime"), são os protagonistas que invadem a casa. Quando Rocky (Jane Levy), Alex (Dylan Minnette) e Money (Daniel Zovatto) invadem a casa de um cego (Stephen Lang), eles esperam um assalto fácil. Em vez disso, eles descobrem que o homem não apenas está longe de ser desamparado, como também é completamente perturbado. Ele é outra reviravolta inteligente sobre a ligação entre deficiência e vitimização — "Hush", que também foi lançado em 2016, faz o mesmo trabalho com uma Final Girl surda. Mas a medida real da eficácia de "O Homem nas Trevas" é o quão insuportavelmente tenso ele é. Fede Alvarez é um mestre do suspense moderno.

Diretor: Na Hong-jin
Roteirista: Na Hong-jin

"O Lamento" é um estranho e espalhafatoso épico de duas horas e meia sobre um policial, Jong-goo (Kwak Do-won), investigando uma série de estranhas doenças e mortes enquanto tenta salvar sua filha, Hyo-jin (Kim Hwan-hee), de ter um destino semelhante. A trama não é difícil de acompanhar — há um velho suspeito, uma jovem misteriosa, um xamã com motivos questionáveis — mas beira à exaustão. Isso facilmente poderia ser algo contra "O Lamento", mas este é o tipo de filme que funciona melhor quando você se entrega totalmente. É esse caos e essa incerteza onipresente que, em última instância, fazem de "O Lamento" um filme de terror tão memorável. Cada passo (ou passo em falso) que Jong-goo dá o deixa mais próximo da realidade, e estamos junto com ele.

Diretores: Radio Silence, Roxanne Benjamin, David Bruckner e Patrick Horvath
Roteiristas: Matt Bettinelli-Olpin, Roxanne Benjamin, Susan Burke, David Bruckner, Patrick Horvath e Dallas Hallam

Parece um pouco injusto chamar "Southbound" de filme de antologia. Sim, essencialmente é uma série de curtas-metragens com uma história envolvente, cada uma com seu próprio conjunto de roteiristas e diretores, mas esses contos estão muito mais entrelaçados do que a designação do gênero poderia sugerir. (Compare-o, por exemplo, com a série "V/H/S", onde o único elo entre os curtas é que eles são filmes perdidos.) O universo compartilhado de "Southbound" — cada história começa quando outra termina — é o que eleva seus capítulos individuais, que são assustadores, mas de alguma forma abertos. Visto como um todo, o filme se baseia em um poderoso senso de pavor, que é sublinhado por uma sequência final que torna clara a ideia narrativa de "Southbound". Esses personagens estão condenados, presos em um ciclo interminável de culpa e punição severa, e esse senso de futilidade e déjà vu inquietante é mais assustador do que qualquer uma de suas histórias separadas.

Diretor: Sophia Takal
Roteirista: Lawrence Michael Levine

Aqueles que se apaixonaram pelo charme nerd de Mackenzie Davis no episódio "San Junipero", de "Black Mirror", serão pegos de surpresa por sua atuação emocionantemente desequilibrada em "Always Shine". Sua transformação de dócil e explorada para dominante e sexualmente agressiva é o centro deste suspense psicológico sobre identidade. Tudo se desenrola na competição nada amigável entre duas aspirantes à atrizes, Anna, de Davis, e sua melhor amiga mais bem-sucedida, Beth (Caitlin FitzGerald). "Always Shine" compartilha um DNA bastante óbvio com "Mulher Solteira Procura..." e "Cidade dos Sonhos", mas se mantém por conta própria graças à direção confiante de Sophia Takal e à força de suas protagonistas, cuja rivalidade transita de mero desconforto à vida e morte.

Diretor: Perry Blackshear
Roteirista: Perry Blackshear

A questão central de "They Look Like People" é simples: Wyatt (MacLeod Andrews) está enlouquecendo ou todos à sua volta estão se transformando em criaturas malignas em busca da destruição da humanidade? Mas, além dessa resposta, há uma questão mais importante: o velho amigo de Wyatt, Christian (Evan Dumouchel), pode salvá-lo de si mesmo? É fascinante assistir a esta mudança de filme de terror paranoico padrão de "Os Invasores de Corpos" — todo mundo é um hospedeiro! — ao terror mais fundamentado e com o qual podemos nos identificar de um homem perturbado perdendo o contato com a realidade. O clímax, no qual Wyatt luta com seus demônios enquanto a vida de Christian está na balança, é quase insuportável. Sem revelar demais, o monstro em sua própria cabeça se mostra muito mais assustador do que qualquer ameaça externa.

Diretor: Carles Torrens
Roteirista: Jeremy Slater

É difícil falar sobre "Pet" sem falar sobre a reviravolta principal que mina completamente tudo o que veio antes dela. É uma ideia brilhante que transforma o filme que você achava que estava assistindo em outra coisa completamente diferente. Dominic Monaghan estrela como Seth, um solitário problemático que parece perigosamente obcecado por uma bela estranha chamada Holly (Ksenia Solo). Quando ele a tranca em uma jaula, você acha que sabe como as coisas vão se desenrolar, o que faz o soco no estômago do que realmente está acontecendo atingi-lo muito mais forte. Mesmo antes disso, a dinâmica entre Monaghan e Solo faz com que a visualização seja convincente. "Pet" pode ser difícil de assistir para quem está cansado de filmes de terror sobre homens assustadores exercendo controle sobre mulheres inocentes. Mas se você der uma chance, encontrará uma narrativa muito mais complexa e recompensadora.

Diretor: Yeon Sang-ho
Roteirista: Park Joo-suk

Seok-woo (Gong Yoo) é um pai ausente cujos planos de levar sua filha, Soo-an (Kim Soo-an), para visitar sua mãe descarrilham quando seu trem é invadido por zumbis. Não, nós realmente não precisamos de outro filme de zumbis, mas, se mais filmes do gênero fossem tão bons quanto "Invasão Zumbi", não haveria motivo para queixas. O filme faz muito do que "The Walking Dead" queria poder fazer, equilibrando o drama sutil dos personagens com partes sangrentas e pesadas de zumbis que impulsionam a ação. É ousado quando precisa ser e sombrio quando o momento exige; "Invasão Zumbi" nunca esquece que, em seu centro, está a história de um pai lutando para se conectar com sua filha (e, você sabe, protegê-la de hordas de mortos-vivos).

Diretor: Babak Anvari
Roteirista: Babak Anvari

Muito parecida com "O Babadook", a relação fraturada entre uma mãe e uma filha está intimamente alinhada com uma presença demoníaca em "Sob a Sombra". Na Teerã dos anos 1980 devastada pela guerra, Shideh (Narges Rashidi) está começando a aceitar suas ambições médicas frustradas ao tentar entender o comportamento estranho de sua filha, Dorsa (Avin Manshadi). "Sob a Sombra" oferece um olhar aguçado sobre o papel das mulheres no Irã pós-revolucionário, e Shideh é uma personagem envolvente e plenamente realizada no coração da história. Também é, novamente como "O Babadook", completamente aterrorizante. A entidade que hostiliza a família aqui — que é identificada como um Djinn, ajustando-se ao cenário — oferece muitos sustos pelo caminho. Isso é muito impressionante se pensarmos que Shideh e Dorsa também estão procurando abrigo contra bombas caindo, um medo mais realista e compreensível.

Diretor: Dan Trachtenberg
Roteiristas: Josh Campbell, Matt Stuecken, Damien Chazelle

Sim, existe algum tipo de ligação temática entre este filme e o filme de 2008, "Cloverfield: Monstro". Mas, mesmo que "Rua Cloverfield, 10" seja uma sequência espiritual (o que quer que isso signifique), é mais um filme de terror contido e claustrofóbico do que o caos destruidor de cidade do filme anterior. Depois de estar em um acidente de carro, Michelle (Mary Elizabeth Winstead) acorda e descobre que está sendo mantida prisioneira ao lado de Emmett (John Gallagher Jr.). O captor deles, Howard (John Goodman), afirma que está apenas tentando protegê-los do ar tóxico do lado de fora, que é resultado de um ataque químico. Mas, quanto mais Michelle é forçada a ficar, mais ela duvida da história de Howard. Goodman é o destaque aqui, criando um vilão imponente, mas ambíguo.

Diretor: Bryan Bertino
Roteirista: Bryan Bertino

"The Monster" tem algumas semelhanças com "O Babadook" e "Sob a Sombra", pois também trata de uma mãe e uma filha lutando contra uma força externa maligna enquanto tentam melhorar o próprio relacionamento difícil. Mas o que distingue "The Monster", entre outras coisas, é que chamar a relação entre Kathy (Zoe Kazan) e sua filha, Lizzy (Ella Ballentine), de "difícil" é um tremendo eufemismo. Kathy é uma dependente química problemática que tem pouco interesse em sua filha; em um flashback, ela bate em Lizzy por aparentemente esconder suas drogas. Isso contribui para uma dinâmica ainda mais interessante, embora dolorosa, quando as duas juntam forças contra a besta que ataca o carro delas tarde da noite. O desejo de Kathy proteger sua filha não retrata suas transgressões passadas, mas contribui para uma visualização convincente.

Diretor: Jeremy Saulnier
Roteirista: Jeremy Saulnier

Nem todo mundo considera "Sala Verde" um filme de terror, mas o suspense interminável de Jeremy Saulnier é tenso e tem sangue o suficiente para habilitar sua inclusão aqui. A banda de punk Ain't Rights — Pat (Anton Yelchin), Sam (Alia Shawkat), Reece (Joe Cole) e Tiger (Callum Turner) — está no lugar errado, na hora errada, quando testemunha as consequências de um assassinato em um clube neonazista na qual acidentalmente foi tocar. Presos na sala verde do título, os membros da banda têm de descobrir como escapar sem serem picados até a morte por um facão ou levar um tiro na cabeça. Nem é necessário dizer que a rota de saída deles não é fácil. O que torna "Sala Verde" impressionante é como ele mantém a calma e o senso de humor ao lado de algumas chocantes explosões de violência. Às vezes, ele anda na linha da comédia de terror.

Diretor: Jaume Collet-Serra
Roteirista: Anthony Jaswinski

Se a premissa "Blake Lively versus um tubarão" não deixa você animado, "Águas Rasas" pode não ser o filme para você. Sim, há algum contexto e alguns outros personagens que aparecem brevemente com o único propósito de se tornar isca de tubarão, mas a maior parte de "Águas Rasas" trata de Nancy, de Lively, encalhada em uma rocha no meio da água após um ataque de tubarão, tentando descobrir como parar de sangrar até a morte e retornar com segurança para a costa. Parece bobo chamar "Águas Rasas" de comedido — e se você já testemunhou o extravagante confronto em sua conclusão, você entende porquê. Mas é fortemente focado, e é isso que faz dele um prazer do início ao fim: É Nancy, seu adversário tubarão, e a aparência ocasional de um pássaro chamado Steven Seagull. Sem mencionar o estresse de será-que-ela-vai-conseguir.

Diretor: Robert Eggers
Roteirista: Robert Eggers

O mistério de "A Bruxa" facilmente poderia ter sido A bruxa é real ou ela é apenas o produto de medos puritanos e da ansiedade sobre o desconhecido? No entanto, o filme se revela logo no início, mostrando que é o primeiro: a primeira coisa que a bruxa (Bathsheba Garnett) faz é assassinar um bebê, então é claro que a ameaça é muito real. Mas, para a família no centro de "A Bruxa", o perigo parece estar vindo de dentro. A filha mais velha, Thomasin (Anya Taylor-Joy), logo é questionada por seu aparente vínculo com as forças das trevas. É raro um filme de terror explorar esse período de tempo e misturar os maiores temores temáticos do tempo com uma manifestação mais literal. Taylor-Joy tem uma excelente atuação como uma jovem injustamente visada pela superstição, enquanto também conta com o poder destrutivo de uma verdadeira força sobrenatural.

Diretor: Karyn Kusama
Roteirista: Phil Hay e Matt Manfredi

Los Angeles se apega a qualquer nova moda, quer seja uma nova forma de ioga, algum tipo de smoothie ou o mais recente culto à morte. Pelo menos, essa é a impressão que Will (Logan Marshall-Green) tem quando comparece a um jantar promovido por sua ex-mulher, Eden (Tammy Blanchard), e seu novo marido, David (Michiel Huisman). Quer os receios de Will sejam racionais ou completamente loucos, há algo inegavelmente estranho na reunião desde o começo. Karyn Kusama faz um excelente trabalho elevando a tensão, criando a impressão de que coisas muito ruins estão acontecendo, mesmo quando tudo que o público vê é um grupo de pessoas sentadas em torno de uma mesa batendo papo. Quando "O Convite" dá uma virada, abraçando completamente sua identidade de terror, é a progressão natural de uma hora de escalada. O clímax frenético acaba parecendo uma libertação necessária.

Diretor: Trey Edward Shults
Roteirista: Trey Edward Shults

Sim, com certeza. "Krisha" é um drama familiar, mas também é um impressionante filme de terror psicológico. No papel, pode não parecer isso. A homônima Krisha (Krisha Fairchild) é uma dependente química na casa dos sessenta anos que tenta se reconectar com a família no Dia de Ação de Graças — e depois tem uma recaída. Difícil. É o tipo de assunto que poderia, em teoria, acabar no Lifetime. Em vez disso, Trey Edward Shults optou por filmar e editar sua obra como um filme de monstro. Até mesmo a trilha sonora é puro terror. Não há um monstro de verdade aqui, embora você possa relacioná-lo com Krisha ou seu vício incapacitante, ambos os quais espreitam nas sombras (Krisha literalmente) até que se revelam e aterrorizam a todos em seu caminho. Houve filmes mais assustadores do que "Krisha" neste ano, mas, quando se trata do terror em seus termos mais básicos, "Krisha" é imbatível.

Este post foi traduzido do inglês.

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