10 curiosidades sobre a comida brasileira que vão te fazer dizer "rapaz"

    Há mais de 2.000 sinônimos para cachaça, "a palavra com mais sinônimos da língua portuguesa e, provavelmente, de qualquer outra língua".

    1. As primeiras pessoas que escreveram sobre a feijoada, no século 19, disseram que ela tinha um "aspecto repugnante" e de "graxa".

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    Padre Carapuceiro, em 1840: "Nas famílias onde se desconhece a verdadeira gastronomia, onde se tomam regabofes, é prática usual e comezinha converter em feijoada os fragmentos do jantar da véspera, ao que chamam enterro dos ossos [...] Lançam-se em uma grande panela ou caldeirão restos de perus, de leitões assados, fatacões de toucinho e de presunto, além disto bons vassalhos de carne seca vulgo ceará, tudo vai de mistura com o indispensável feijão: fica tudo reduzido a uma graxa!"

    Oscar Comettant, em 1860: "Este alimento compõe-se de carne salgada, seca ao sol, de feijões pretos, pequenos, mas muito bons, de toucinho, e para coadunar tudo, d’uma farinha muito grossa, que se faz com a raiz da mandioca. Da mistura d’estes ingredientes forma-se uma espécie de papas escuras, d’um aspecto repugnante, mas d’um gosto assaz agradável."

    2. De origens chinesa e japonesa, o pastel de feira é descendente do guioza e do rolinho primavera.

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    Ele ganhou popularidade na década de 1940, quando imigrantes japoneses, que não queriam ser reconhecidos no Brasil por causa do apoio do país ao Eixo na Segunda Guerra Mundial, se fizeram passar por chineses e adotaram alguns de seus hábitos, como a comercialização de pastéis, conta Marcelo Duarte.

    3. O brigadeiro foi criado em 1946 para a campanha do brigadeiro Eduardo Gomes à presidência da República, mas ele foi derrotado.

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    O docinho foi inventado por um grupo de mulheres em São Paulo, que o serviam em festas de apoio à candidatura. O brigadeiro (o doce, não o Eduardo) acabou se popularizando no Brasil inteiro, mas quem ganhou a eleição foi outro militar, o general Eurico Gaspar Dutra.

    4. O cupim, corte típico do churrasco brasileiro, vem da corcova do zebu, raça de boi predominante no país.

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    Cerca de 80% dos rebanho bovino brasileiro é composto por cruzamentos ou raças zebuínas. Ou seja: bois de outras raças geralmente não têm cupim.

    5. Em meados de 2017, sabe-se lá por que diabos, o pão de queijo virou uma febre na imprensa internacional.

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    Só entre junho e julho daquele ano saíram matérias e receitas no jornal britânico "Guardian", no Munchies (site de comida da Vice) e na "Bon Appétit" (a revista sobre comida mais famosa dos Estados Unidos).

    6. Esta plantação não é daquilo que você está pensando. É de mandioca.

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    Calma, Denarc! Ah, e a mandioca não aparece na foto porque é uma raiz (disso você sabia, né?).

    7. Nativa do Brasil, a jabuticaba é uma das poucas frutas que nascem direto no tronco da árvore.

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    Apesar de ter virado metáfora para tudo que "só acontece no Brasil", ela também pode ser encontrada em países como Argentina e México.

    8. Existem mais de 2.000 sinônimos para cachaça, "sendo, com certeza, a palavra com mais sinônimos da língua portuguesa e, provavelmente, de qualquer outra língua".

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    Quem diz isso é o autor do livro "Todos os Nomes da Cachaça", Messias S.Cavalcante. Alguns exemplos: abençoada, água-benta, água-que-passarinho-não-bebe, arrebenta-peito, assovio-de-cobra, danada, dengosa, desmancha-samba, engasga-gato, gasolina de garrafa, levanta-velho, mamãe-sacode, queima-goela, uma que matou o guarda, vinho de cana.

    9. O açaí dá numa palmeira da qual se pode extrair também — você adivinhou — palmito.

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    E não é qualquer palmito, não. O palmito do açaizeiro é praticamente tão bom quanto o da famosa palmeira juçara, planta nativa da Mata Atlântica que corre risco de extinção — é preciso derrubar uma juçara inteira para obter um vidro e meio de palmito.

    10. O famoso pé de maracujá em formato de pinto foi estudado por pesquisadores da Embrapa. "É bem grande, é bem grosso mesmo", afirmou um deles.

    Reprodução / Honório Moreira/OIMP/D.A Press. / Via g1.globo.com

    "Chega a ter entre 15 e 20 centímetros de comprimento. Não há motivo para que o maracujá não seja consumido por causa do formato, mas também não sabemos como é por dentro", disse à época, ao G1, Marcelo Cavallari, pesquisador de recursos genéticos vegetais da Embrapa.

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