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Exemplos que mostram que as garotas adolescentes NUNCA devem ser subestimadas

Jovens mulheres que fizeram história.

publicado

1. Sybil Ludington, que cavalgou quase 65 quilômetros alertando as pessoas sobre um ataque britânico quando tinha 16 anos.

Em 1777, tropas britânicas atacaram uma cidade de Connecticut perto da casa de Sybil, durante Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775 - 1783). O pai dela, um coronel, então pediu que a jovem cavalgasse a noite toda para reunir todos os seus soldados enquanto ele se preparava para a batalha. Em uma viagem de quase 65 quilômetros pela floresta escura, ela também fez com que as pessoas das cidades soubessem da batalha iminente. Graças à ela, quase todos os soldados de seu pai estavam juntos e prontos para a batalha ao amanhecer.
commons.wikimedia.org

Em 1777, tropas britânicas atacaram uma cidade de Connecticut perto da casa de Sybil, durante Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775 - 1783).

O pai dela, um coronel, então pediu que a jovem cavalgasse a noite toda para reunir todos os seus soldados enquanto ele se preparava para a batalha.

Em uma viagem de quase 65 quilômetros pela floresta escura, ela também fez com que as pessoas das cidades soubessem da batalha iminente.

Graças à ela, quase todos os soldados de seu pai estavam juntos e prontos para a batalha ao amanhecer.

2. Betsey Metcalf, ativista antiescravagista que, aos 12 anos (pré-adolescente!), deu início à indústria norte-americana de chapéus de palha.

Chapéus de palha eram muito importantes no final dos anos 1700, e Metcalf teve um enorme papel nisso. Em 1798, época em que os chapéus eram importados da Inglaterra e muito caros, Metcalf descobriu como trançar a palha e criar chapéus feitos a mão. Seu modelo se tornou tão popular que ela acabou ensinando outras mulheres a fazê-los para que pudessem trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro.
Rhode Island Historical Society

Chapéus de palha eram muito importantes no final dos anos 1700, e Metcalf teve um enorme papel nisso.

Em 1798, época em que os chapéus eram importados da Inglaterra e muito caros, Metcalf descobriu como trançar a palha e criar chapéus feitos a mão. Seu modelo se tornou tão popular que ela acabou ensinando outras mulheres a fazê-los para que pudessem trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro.

3. Caresse Crosby que, aos 19 anos, inventou o sutiã moderno.

U.S. Patent Office, Keystone Features / Getty Images

Usar sutiã nem sempre é confortável, mas é graças à invenção de Crosby que a gente não precisa mais usar um espartilho de barbatana de baleia como roupa íntima.

Determinada a encontrar um jeito melhor de levantar os seios para um baile de debutantes, em 1910, Crosby usou dois lenços de seda, um cordão, uma fita rosa, agulha e linha para criar um protótipo de sutiã que acabou atraindo muita atenção.

Ela patenteou seu projeto quatro anos depois e abriu uma empresa para fabricar seus modernos sutiãs. Lá, ela contratava apenas mulheres e criou sutiãs sem arame, um material muito escasso durante a Primeira Guerra Mundial, quando o Conselho de Indústrias de Guerra dos EUA precisava de metal para construir navios de guerra.

Crosby acabou fechando a empresa e vendendo sua patente, mas seu legado continua em todo o mundo.

4. As Garotas do Rádio, que tiveram sucesso em sua luta por leis trabalhistas, mesmo com os terríveis efeitos colaterais da radiação.

Nos anos 1910, muitas adolescentes e mulheres jovens trabalhavam com uma substância luminescente à base de rádio — e, sem que elas soubessem, letal — para pintar mostradores de relógio. As chamadas "Garotas do Rádio", sem saber, punham o rádio tóxico na boca e no rosto, o que acabava provocando tumores, queda de dentes e, em alguns casos, a perda de mandíbulas inteiras. Enquanto seus corpos eram destruídos de forma lenta e dolorosa, elas começaram uma luta para responsabilizar seus empregadores pelos danos à sua saúde. Seus esforços resultaram na criação da Occupational Safety and Health Administration (Administração de Segurança e Saúde Ocupacional, órgão do governo federal americano que regula as condições de segurança do trabalho). Antes da criação desse órgão, 14 mil pessoas morriam no trabalho nos EUA todos os anos. Atualmente, são pouco mais de 4.500.Leia mais em: A história esquecida das "radium girls", cujas mortes salvaram as vidas de milhares de trabalhadores
Getty Images

Nos anos 1910, muitas adolescentes e mulheres jovens trabalhavam com uma substância luminescente à base de rádio — e, sem que elas soubessem, letal — para pintar mostradores de relógio. As chamadas "Garotas do Rádio", sem saber, punham o rádio tóxico na boca e no rosto, o que acabava provocando tumores, queda de dentes e, em alguns casos, a perda de mandíbulas inteiras.

Enquanto seus corpos eram destruídos de forma lenta e dolorosa, elas começaram uma luta para responsabilizar seus empregadores pelos danos à sua saúde.

Seus esforços resultaram na criação da Occupational Safety and Health Administration (Administração de Segurança e Saúde Ocupacional, órgão do governo federal americano que regula as condições de segurança do trabalho). Antes da criação desse órgão, 14 mil pessoas morriam no trabalho nos EUA todos os anos. Atualmente, são pouco mais de 4.500.

Leia mais em: A história esquecida das "radium girls", cujas mortes salvaram as vidas de milhares de trabalhadores

5. Anne Frank, que, em seu 13º aniversário, iniciou o diário que ajudou a expor os horrores da perseguição nazista e do Holocausto.

Frank ganhou seu diário pouco antes de ela e sua família irem para um esconderijo em Amsterdã em 1942. Nele, ela escreveu sobre os perigos de se esconder dos nazistas, assim como os pensamentos de qualquer adolescente: paixões por garotos, brigas com a irmã e seu sonho de ser jornalista. Depois que seu pai, Otto, único sobrevivente dos oito judeus que se esconderam na casa, publicou o diário — que já foi traduzido para 70 idiomas — sua sinceridade e suas percepções abriram os olhos das pessoas para o Holocausto e para como a perseguição e o genocídio afetaram as pessoas comuns. Otto também criou a Fundação Anne Frank em nome de sua filha, que combate o antissemitismo e o racismo em todo o mundo.
Getty Images

Frank ganhou seu diário pouco antes de ela e sua família irem para um esconderijo em Amsterdã em 1942.

Nele, ela escreveu sobre os perigos de se esconder dos nazistas, assim como os pensamentos de qualquer adolescente: paixões por garotos, brigas com a irmã e seu sonho de ser jornalista.

Depois que seu pai, Otto, único sobrevivente dos oito judeus que se esconderam na casa, publicou o diário — que já foi traduzido para 70 idiomas — sua sinceridade e suas percepções abriram os olhos das pessoas para o Holocausto e para como a perseguição e o genocídio afetaram as pessoas comuns.

Otto também criou a Fundação Anne Frank em nome de sua filha, que combate o antissemitismo e o racismo em todo o mundo.

6. O 1077º Regimento Antiaéreo, um grupo de voluntárias que destruiu tanques alemães na Batalha de Stalingrado, mesmo mal tendo terminado o ensino médio.

Essas corajosas adolescentes soviéticas viram os tanques nazistas entrando em Stalingrado em 1942 e resolveram tomar uma atitude. Mesmo não tendo recebido treinamento para combate, elas conseguiram destruir 83 tanques e abater 14 aeronaves nazistas, entre outras coisas. Ao fazer isso, detiveram por alguns dias as tropas inimigas que se aproximavam. Os alemães não perceberam que estavam lutando contra as jovens até, infelizmente, vencerem o regimento durante batalha.
Getty Images

Essas corajosas adolescentes soviéticas viram os tanques nazistas entrando em Stalingrado em 1942 e resolveram tomar uma atitude.

Mesmo não tendo recebido treinamento para combate, elas conseguiram destruir 83 tanques e abater 14 aeronaves nazistas, entre outras coisas. Ao fazer isso, detiveram por alguns dias as tropas inimigas que se aproximavam.

Os alemães não perceberam que estavam lutando contra as jovens até, infelizmente, vencerem o regimento durante batalha.

7. O chamado Little Rock Nine, grupo de estudantes que desafiou a segregação racial praticada em uma escola secundária do Arkansas (EUA).

Minnijean Brown, Elizabeth Eckford, Ernest Green, Thelma Mothershed, Melba Patillo, Gloria Ray, Terrence Roberts, Jefferson Thomas e Carlotta Walls estavam prontos para iniciar o ensino médio na Little Rock Central High School em setembro de 1957, três anos depois do caso Brown contra o Conselho de Educação. O grupo de adolescentes colocou suas vidas em risco para obter um ensino igualitário, recebendo aconselhamento sobre o que fazer se a situação se tornasse hostil, o que realmente ocorreu. Homens da Guarda Nacional do Arkansas, empunhando armas, bloquearam a entrada dos estudantes, o que resultou em um impasse de três semanas que só terminou quando o então presidente americano Eisenhower enviou tropas federais para escoltá-los.Mesmo assim, os adolescentes se depararam com a violência: cuspiram em Eckford, atiraram ácido nos olhos de Patillo e todos foram insultados. Brown chegou a ser expulsa da escola por tentar revidar a violência. Mesmo em meio a uma paralisação escolar e intimidações contínuas, todos acabaram se formando no ensino médio, contra todas as probabilidades. Todo o grupo recebeu a Medalha de Ouro do Congresso americano em 1998 como homenagem pelo seu "heroísmo altruísta".Veja também: 29 fotos perturbadoras de quando a segregação racial era permitida nos EUA
Getty Images

Minnijean Brown, Elizabeth Eckford, Ernest Green, Thelma Mothershed, Melba Patillo, Gloria Ray, Terrence Roberts, Jefferson Thomas e Carlotta Walls estavam prontos para iniciar o ensino médio na Little Rock Central High School em setembro de 1957, três anos depois do caso Brown contra o Conselho de Educação.

O grupo de adolescentes colocou suas vidas em risco para obter um ensino igualitário, recebendo aconselhamento sobre o que fazer se a situação se tornasse hostil, o que realmente ocorreu. Homens da Guarda Nacional do Arkansas, empunhando armas, bloquearam a entrada dos estudantes, o que resultou em um impasse de três semanas que só terminou quando o então presidente americano Eisenhower enviou tropas federais para escoltá-los.

Mesmo assim, os adolescentes se depararam com a violência: cuspiram em Eckford, atiraram ácido nos olhos de Patillo e todos foram insultados. Brown chegou a ser expulsa da escola por tentar revidar a violência.

Mesmo em meio a uma paralisação escolar e intimidações contínuas, todos acabaram se formando no ensino médio, contra todas as probabilidades.

Todo o grupo recebeu a Medalha de Ouro do Congresso americano em 1998 como homenagem pelo seu "heroísmo altruísta".

Veja também: 29 fotos perturbadoras de quando a segregação racial era permitida nos EUA

8. Malala Yousafzai, que aos 15 anos sobreviveu a uma tentativa de assassinato pelo Talibã por defender a educação das mulheres.

Quando Malala tinha apenas 11 anos, o Talibã iniciou ataques à sua escola no Paquistão. Isso a inspirou a fazer um discurso: "Como o Talibã ousa tirar meu direito básico à educação?", que acabou gerando uma coluna anônima regular no site da BBC. Apesar das ameaças de morte, ela continuou a frequentar a escola — até ser baleada pelo Talibã no caminho de volta da escola para casa, em 2012. Depois de se recuperar, sua defesa dos direitos humanos e da educação só aumentou. Ela fundou a ONG Malala Fund, que trabalha para garantir o direito das meninas a um mínimo de 12 anos de ensino de qualidade. Além disso, escreveu o livro "Eu sou Malala" e se tornou a mais jovem ganhadora de um prêmio Nobel, aos 17 anos.
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Quando Malala tinha apenas 11 anos, o Talibã iniciou ataques à sua escola no Paquistão. Isso a inspirou a fazer um discurso: "Como o Talibã ousa tirar meu direito básico à educação?", que acabou gerando uma coluna anônima regular no site da BBC. Apesar das ameaças de morte, ela continuou a frequentar a escola — até ser baleada pelo Talibã no caminho de volta da escola para casa, em 2012.

Depois de se recuperar, sua defesa dos direitos humanos e da educação só aumentou. Ela fundou a ONG Malala Fund, que trabalha para garantir o direito das meninas a um mínimo de 12 anos de ensino de qualidade. Além disso, escreveu o livro "Eu sou Malala" e se tornou a mais jovem ganhadora de um prêmio Nobel, aos 17 anos.

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Este post foi traduzido do inglês.