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Doria, ainda desconhecido, tem dia de galã em Santo Amaro

Candidato tucano à Prefeitura de São Paulo foi assediado por eleitoras em comércio popular, entrou em sacristia de igreja e visitou bandejão. "É o Russomanno?", perguntaram alguns.

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Foi com pinta de galã que João Doria (PSDB) passou a manhã desta quarta-feira pelo comércio popular de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.

“Gostei do perfume do senhor”, disse uma eleitora mais ousada, ao candidato que chegou a ficar sem graça.

“Meu coração disparou”, disse outra.

O BuzzFeed Brasil perguntou qual o perfume, mas Doria, apresentador de TV e empresário, desconversou: “Nem sei. Eu sempre passo um".

Sem timidez, entrou em algumas lojas de calcinhas, sorriu para as vendedoras, beijou as mãos das mulheres, deu beijos nos rostos, apertou as mãos dos homens. Esperto, não pediu votos porque a lei eleitoral ainda não permite.



De tênis Osklen bege sem meias, calça preta justa, suéter preto sobre uma camisa branca, Doria caminhava cercado de tucanos e de um cabo eleitoral que conhecia praticamente todos os comerciantes e os chamava pelos nomes. “Se você tiver tempo, ficamos aqui uma semana para eu te apresentar todo mundo”, gabou-se ele.


Uma mulher nordestina interrompe a marcha do candidato. Ele para calmamente, põe a mão no ombro dela. Para buscar cumplicidade, conta que é filho de baiano.

“E o senhor trabalha na zona leste?”

“Não. Trabalho na zona oeste”, responde o candidato, que declarou um patrimônio de R$ 180 milhões, provavelmente o candidato mais rico do país.

“Mas ele é de televisão”, socorre o vereador Natalini, do PV.

Nas lojas, ainda desconhecido, Doria foi apresentado como “futuro prefeito de São Paulo”.

Alguns eleitores perguntaram se era Russomanno, o candidato do PRB.

Houve também quem aproveitasse a caminhada para reclamar dos políticos, de corrupção, de inflação e de “tudo isso aí”.

Doria parou na igreja da Matriz, conversou, entrou na sacristia para conversar rapidamente com os religiosos e seguiu para o restaurante Bom Prato, onde o almoço custa R$ 1.

Considerou que furar fila não era um “bom gesto” [palavras dele] e deixou de comer a feijoada.

Mas cumprimentou as pessoas e mexeu nas panelas.

O BuzzFeed Brasil está acompanhando as agendas dos candidatos a prefeito de São Paulo.


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