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Estes clássicos do cinema seriam assim se seus personagens fossem LGBT

E se o casal de Titanic fossem duas mulheres?

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youtube.com / Via youtu.be

Quase todo mundo cresceu apaixonado por alguns filmes que transformaram vidas e pelos quais as pessoas guardam carinho mesmo depois de adultas. Mas para pessoas homossexuais, bissexuais ou transgêneros, sempre foi difícil ou quase impossível encontrar um filme convencional que mostrasse uma apresentação autêntica da comunidade LGBT.

Em 2014-15, a Universidade da Califórnia conduziu um estudo sobre filmes e também séries da TV aberta, da TV a cabo e dos canais digitais. Este estudo descobriu que apenas 2% dos 11.194 personagens com falas eram lésbicas, gays ou bissexuais.

Os filmes LGBT que existem geralmente são comédias, e não retratam relacionamentos saudáveis ou pais do mesmo sexo.

Portanto, o BuzzFeed se juntou a Sherbet Birdie, Audrey & Him e The Wardrobe, reuniu um grupo de pessoas LGBT e recriou alguns filmes nostálgicos. Só que, desta vez, nossas estrelas LGBT estavam sob os holofotes.

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Tania Safi (Edward Mãos de Tesoura) - "Eu adoro filmes e todos os tipos de romance no cinema, então acho que é possível se identificar com filmes românticos hetero. Mas não há nada como assistir a duas mulheres se apaixonarem nas telas. Eu consigo sentir o que elas sentem, me conectar com os altos e baixos, e tomar parte nas experiências como se elas estivessem acontecendo comigo. É realmente um sopro de ar fresco."

"Hoje foi como se eu realizasse um sonho!"

Jemima Skelley (Kim) - "Se há uma lésbica feminina em um filme, que gosta de usar maquiagem e vestidos, elas geralmente são bi ou são só uma garota da faculdade falando uma frase'. Para ser sincera, isso faz com que eu me sinta mal. É como se me dissessem que eu não sou uma lésbica 'de verdade'."

“Assistir a filmes LGBT quando eu era jovem me deu um senso de pertencimento — eles fizeram com que eu me sentisse menos sozinha e isso era extremamente reconfortante.”

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Kael Murray (Daisy Buchanan) - "Eu vi alguns filmes horríveis, simplesmente porque havia um personagem LGBT neles. Seria legal viver numa época em que a representação LGBT fosse equilibrada com a representação hetero no cinema convencional! Mas eu acho que esse tempo vai chegar."

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Anna Boydell (Jack Dawson) - "Na maioria dos filmes com lésbicas, ser homossexual geralmente é uma luta ou no final a personagem termina ao lado de um homem. Eu adoraria ver um filme em que ser lésbica fosse apenas um aspecto do personagem, não o destaque inteiro do filme. E ela não precisaria de um homem para salvá-la de uma vida de "luta lésbica".

Corinne Goode (Rose DeWitt Bukater) - Ver uma personagem homossexual na tela é um momento unicórnio. Eu e minha esposa sempre cutucamos uma à outra no cinema com uma cara de 'é uma de nós'."

"Minha mulher é uma grande fã de filmes românticos, então foi uma experiência muito legal recriar a cena do voo no Titanic com ela. Foi legal participar da fantasia de que esse filme poderia ter uma história de amor igualmente forte se tivesse sido baseado em duas mulheres."

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Brad Martin (Edward Cullen) - "Como um homem cisgênero branco, eu sou provavelmente muito mais representado do que outras pessoas da minha comunidade. Mas frequentemente o papel gay é relegado a um personagem de segundo plano, um ajudante, um alívio cômico, em vez de ser um personagem tridimensional de carne e osso."

Gary Paramanathan (Edward Lewis) - "Tudo o que eu lembro dos filmes a que assisti enquanto crescia eram as caricaturas LGBT, comediantes interpretando personagens gays. Nós não éramos pessoas de verdade capazes de amar. Na melhor das hipóteses, éramos um parceiro que dava apoio. E os filmes LGBT que existem são todos sobre homens brancos, predominantemente jovens brancos gays mais masculinos."

Jerico Mandybur (Vivian Ward) - "Como bissexual (com descendência mista), eu raramente me vejo representado na cultura convencional. Minha experiência é largamente a de ausência de bissexuais quando se trata de representação em filmes, ou, se elas existem, são retratados como promíscuas e descuidadas ou eróticas e fluídas. Raramente são retratadas como pessoas comuns, com empregos e dívidas. Personagens bissexuais geralmente são aqueles que surgem na história para causar problema."

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“Outro dia eu li em alguma lugar que ‘Se você não pode ver alguma coisa, você não pode ser aquilo.'”

Sonia Tsai (Danny) - "Eu estava nervosa no início, mas depois entrei no personagem. Eu realmente tentei canalizar a leveza do John Travolta, mas não sei se fiz juz aos quadris dele."

Makayla Otford (Sandy) - "A Netflix precisa resolver uns problemas! Você viu as opções deles? São risíveis."

Kadeem Alphanso (Romeu) - "Há muito pouca evidência para 'homens gays negros' na mídia convencional. Frequentemente, se há um personagem gay negro, ele é excessivamente feminino e caricatural. Sempre a rainha do gueto, espalhafatosa, estalando os dedos e falando de moda. Não há absolutamente nada de errado com esse tipo de rainha, mas seria bom ver mais variedade na forma como "negro" e "gay" são mostrados na mídia convencional."

“Eu espero que um negro gay jovem veja esse vídeo e diga ‘É permitido que eu ame. Eu poderia ser uma estrela de cinema.’”

Hilary Conroy (Frances Baby Houseman) - "Como uma pessoa bi namorando uma pessoa trans, eu raramente vejo minha identidade representada no cinema convencional de maneira realista e positiva. A falta de representação de pessoas como eu e minha parceira pode fazer com que você se sinta isolado."

"Vestir e recriar Ritmo Quente foi muito divertido. Eu também gostei muito dos papéis invertidos. Minha parceira é uma gata e poderia dar uma chanca ao Swayze qualquer dia."

Jax Wearing (Johnny Castle) - "Como uma pessoa transgênero, eu nunca vi minha identidade representada na mídia convencional a não ser apresentada como uma piada ou aberração. Filmes LGBT me reconhecem e me dão um lugar no mundo. Isso é importante especialmente para os jovens, que estão crescendo e podem estar lutando com a questão da diversidade."

"Nossa comunidade LGBT é linda, forte e única. Há muito mais que podemos experimentar como parte desse projetos que têm boas chances de nos mostrar às massas."

“Existe um sentimento de ver alguém na televisão e poder dizer ‘Aquela pessoa é igual a mim, eu sou aquela pessoa, eu posso me identificar com alguém no mundo.’”

Samuel Leighton-Dore (Allie Hamilton) - "Como um homem gay, eu definitivamente sinto que há representações da minha identidade refletidas no cinema (embora talvez não no convencional). No entanto, elas geralmente chegam na forma de personagens artificiais, sem nuances reais, profundidade e originalidade."

"Seu eu pudesse, eu criaria um mundo onde as histórias LGBT não fossem tão definidas por adversidade, dor e luta; onde cineastas gays tivessem a confiança de explorar lados mais sutis da sexualidade sob uma luz otimista, de uma maneira que celebrasse a simplicidade amor."

“Hoje eu me lembrei de como nossa comunidade é bonita. É uma perda para todos não ter nossos lindos rostos e histórias na mídia tradicional.”

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