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Um jovem muçulmano deu a melhor resposta a um discurso de ódio

Ele fez a única coisa que podia no momento: dançar.

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Americanos muçulmanos de Los Angeles (EUA) celebraram o Eid al-Fitr — um importante feriado muçulmano que marca o fim do mês sagrado do Ramadã — com um festival Eid de dois dias com comidas, jogos, entretenimento e espetáculos musicais.

Mas na manhã de sábado, três homens apareceram para protestar contra o evento, com cartazes que diziam: "O Islã é uma religião de sangue e assassinato."

Bigotry and ignorance @ the Anaheim Eid Festival, 2016. Pt. 1

Um homem reclamou por minutos gritando coisas do tipo: "Você diz que a sua religião é de paz? Vocês andam com bombas-relógio no corpo."

Foi quando Ibrahem Dalati, 18 anos, entrou em cena.

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"Vamos manter a paz. Vamos mostrar a eles o que somos", disse ele.

Dalati se afastou, apenas para voltar com música. E foi quando a dança começou.

Dalati contou ao BuzzFeed News que viu o cara do som colocando a música e pensou: "essa era a oportunidade perfeita de abafar os manifestantes." Ele aumentou a música e voltou com alguns passos de dança.

"Lide com o meu moon walkie", disse Dalati antes de realmente se soltar na pista de dança improvisada contra o protesto.

"A razão pela qual toda a dança começou é porque nós não estamos aqui para ser políticos. Estamos aqui para celebrar um festival. Celebrar o amor. A paz. E por que alguém iria querer estragar isso?", disse Dalati.

Podemos ver alguns passos realmente impressionantes.

Os manifestantes ainda tentaram usar seu megafone, mas eles foram abafados pela música. As palmas e os sentimentos eram muito fortes.

"Eu fiz isso para declarar que somos paz e amor", disse Dalati.

Supplied

"Tudo o que eu tenho a dizer é que este é um mundo que é tão cheio de ódio ultimamente, e cabe a nós perceber que ele não tem que ser. Nós podemos nos unir", disse Dalati, que se formou no ensino médio no mês passado.

Ele acrescentou: "Os EUA costumavam ser um lugar onde olhávamos para os nossos vizinhos e sorríamos. Devemos olhar para os nossos vizinhos e perguntar como eles estão e se precisam de ajuda. Nos EUA não devemos ser apenas vizinhos. Devemos ser família."

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