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Esta bela série de fotos traz pessoas trans compartilhando suas histórias

"Somos seres humanos lindos, maravilhosos e fortes."

publicado

Basil Soper e Johanna Case, o casal por trás do projeto, viajaram por dois meses em 2016 (com seu cão a reboque) entrevistando pessoas trans e não-conformistas de gênero por todo o país.

Basil disse ao BuzzFeed News que decidiu iniciar o projeto após a aprovação da HB2 na Carolina do Norte (EUA), uma legislação que afetou diretamente a vida dele como um homem trans.

"A lei também trouxe à tona uma onda de histórias de pessoas trans escritas a partir do olhar cis", disse Basil. "Com este projeto, tentamos encontrar uma maneira de fazer com que a comunidade trans se representasse em suas próprias palavras", acrescentou Johanna.

Basil e Johanna encontraram os participantes do projeto nas redes sociais, pesquisando hashtags de Twitter e conversando com grupos trans no Facebook. Depois que a pessoa contatada confirmava sua intenção de participar do projeto, eles a adicionavam ao itinerário da viagem.

O casal espera que o projeto abra os olhos do público para o simples fato de que as pessoas trans vivem, trabalham e constroem suas vidas em todos os lugares. "O objetivo era mudar a mente das pessoas."

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O casal queria ouvir não somente histórias ligadas à identidade, mas, ocasionalmente, também outras histórias. "Eu queria ajudar a expressar outras facetas da identidade das pessoas trans", disse Basil.

"Foi importante mostrar o que nos faz felizes, o que fazemos por diversão, quais são nossos sonhos, quem amamos e, em geral, o que trazemos para o mundo", Johanna.

"Acreditamos que as histórias precisam ir além do binário e além dos corpos das pessoas, porque a comunidade trans é muito mais do que seus corpos".

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As entrevistas eram conversas abertas e francas que cobriam tópicos desde as esperanças e os sonhos da pessoa até sua rotina diária de autocuidado.

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Samson, na foto acima, mora em Columbia, na Carolina do Sul. Em sua entrevista, ele falou sobre o significado por trás de sua tatuagem favorita:

"Ela diz 'Aleluia' de trás para frente em letras espelhadas. Eu fiz essa tatuagem um dia depois de terminar minha última sessão de quimioterapia. Acho que não era para eu ter feito, porque com a quimioterapia você não deveria fazer uma tatuagem, mas eu a fiz de qualquer jeito."

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Julisa foi entrevistada em Detroit, Michigan, e descreveu sua frustração com a falta de recursos disponíveis para aqueles que estão lutando e sofrendo:

"Eu não quero parecer ingrata, mas muitos dos recursos aqui não são lá essas coisas. As caixas de comida me ajudam, mas o que acontece com as mulheres trans sem teto? Que pessoa sem teto carrega um abridor de lata em sua bolsa? Para onde estão levando essas caixas de comida? Para um prédio abandonado sem água e eletricidade?
As organizações nos ajudam de certa forma, mas não entendem completamente o que precisamos.
Eu falo três idiomas, tenho formação universitária e digito oitenta e cinco palavras por minuto. Não há nenhuma razão pela qual eu não deveria conseguir uma oportunidade."

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Tygra mora em Omaha, Nebraska. Em sua entrevista, ela descreveu a vida em sua comunidade:

"Eu amo minha comunidade, mas eles não são amigáveis com as pessoas trans, e o pior é que Omaha tem uma comunidade trans bem grande."

"Agora, mais do que nunca, é vital que a comunidade trans tenha a oportunidade de se representar, com precisão e honestidade", disse Basil.

Este post foi traduzido do inglês.

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