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14 coisas que os lutadores do UFC gostariam que você soubesse

Sexo não atrapalha nada e poder voltar a comer depois da luta é a melhor coisa.

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Entrevistamos sete lutadores e lutadoras brasileiros do principal torneio de MMA do mundo, o Ultimate Fight Championship (UFC). Eles nos contaram como é a vida de um profissional. Entre os entrevistados estão Fabrício Werdum, Vitor Belfort, Ronaldo Jacaré, Thomas Almeida, Wilson Nunes, Amanda Nunes e Jéssica Andrade.

1. Lutadores de MMA têm uma rotina de trabalho parecida com a sua: 8 horas por dia e 5 dias por semana.

Buda Mendes / Getty Images

Para se preparar para uma luta, é necessário treino diário – seja físico, de especialidades ou mesmo acompanhando vídeos sobre o adversário.

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2. Apanhar é fácil: uma das maiores dificuldades da profissão é se manter no peso para uma luta.

Buda Mendes / Getty Images

Como lutam por categorias estabelecidas de acordo com uma faixa de peso, é bem comum que antes da luta eles precisem atingir o peso ideal. Às vezes isso significa perder quase 11 kg em menos de três dias, como fez Cris Cyborg para sua última luta.

4. Algumas vezes você simplesmente tem que bater no seu amigo.

Getty Images / Via sportv.globo.com

Nada pessoal, faz parte dos treinos. Roy Nelson, por exemplo, ficou chateado com o árbitro que não parou a luta dele praticamente vencida contra seu amigo Pezão e ''chutou'' o árbitro para mostrar sua indignação.

5. Curiosamente, entre lutadores, o termo "bater" significa... desistir da luta.

Rey Del Rio / Getty Images

Quando um lutador está em uma posição irreversível e continuar pode ser perigoso para a sua saúde, ele desiste do combate. É o chamado "nocaute por submissão".

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9. UFC é o nome do torneio e MMA é o nome do estilo de luta. As pessoas "não lutam UFC".

Buda Mendes / Getty Images

MMA é a sigla para "mixed martial arts", ou artes marciais mistas. UFC é uma marca privada, sigla de "Ultimate Fight Championship".

10. Sair na mão com alguém que você nunca viu também é ok. Tudo de maneira profissional.

Rey Del Rio / Getty Images

Afinal de contas, se você entrar lá e não bater, vai apanhar.

11. Há basicamente três estilos de luta: striker, finalizador e de trocação.

Elsa / Getty Images

Striker é o lutador que usa mais – mas não exclusivamente – técnicas de luta ofensivas – como muay thai, kickboxing ou karatê, por exemplo. Os finalizadores são aqueles que preferem tentar ganhar a luta no solo, finalizando o adversário, como os lutadores de jiu-jitsu. Os de trocação são aqueles que vão pra cima pra bater e apanhar, como boxeadores, segundo explicou Antônio Carlos de Oliveira, representante do Thunder Fight.

Mas os próprios lutadores variam seus estilos de acordo com o adversário e o momento da luta.

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12. É possível ter um tempão de carreira sem nenhuma lesão.

Chris Trotman / Getty Images

Com acompanhamento médico, treinamento sério e conhecimento do próprio corpo, dá para passar ileso e não ter nada grave como fraturas ou lesões em ligamentos, por exemplo.

13. A carreira de um lutador de MMA dura em média 15 anos, mas a tendência é aumentar esse tempo.

Buda Mendes / Getty Images

Mas isso varia de acordo com o estilo preferencial de cada um. Se é um especialista em lutas de impacto maior, como boxe e muay thai, tem chance de se contundir um pouco mais do que um lutador de jiu jitsu ou wrestling. Mas há atletas que conseguem ultrapassar os 45 anos de idade em bom nível para seguirem lutando – como o americano Randy Couture.

14. O salário de um lutador do UFC varia de acordo com seu desempenho nas lutas.

Ethan Miller / Getty Images

Um lutador de UFC ganha um valor fixo apenas por entrar no octógono, que aumenta em caso de vitória e também com as bonificações por nocaute, melhor finalização e melhor luta da noite, de acordo com a avaliação dos árbitros.

O dinheiro que um atleta recebe varia também de acordo com seus patrocinadores e em que ranking de sua categoria ele está. Estrelas como Anderson Silva, por exemplo, recebem partes das vendas de pay-per-view.

Há um movimento de atletas que pedem salário fixo para os lutadores contratados pela organização, mas até o momento ainda seguem neste modelo.

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