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Testamos o novo MacBook Pro e o resultado foi este

O novo notebook da Apple é surpreendentemente leve, mas não é aquele gol de placa. Além de pagar caro, parece bobagem pagar ainda mais pelo pequeno exército de cabos e dispositivos que você inevitavelmente terá que comprar.

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O novíssimo MacBook Pro é o notebook que os leais usuários do MacBook Pro estavam aguardando desde 2012. No entanto, pode ser que ele não seja tudo aquilo que eles esperavam.

O novo notebook da Apple, que chegará às mãos dos consumidores em dezembro, é mais leve e mais fino que o seu antecessor. Há um modelo que possui um pequeno touchscreen chamado Touch Bar e outro modelo de 13 polegadas, sem a Touch Bar, com a finalidade de substituir o MacBook Air.

Quando a quarta geração do Pro foi anunciada, em outubro, – a primeira importante remodelação da linha premium de notebooks em quatro anos, – o burburinho entre os entusiastas dos Macs foi bem grande

Não estão mais presentes as teclas físicas de funções, o carregamento MagSafe, o leitor de cartão SD e as entradas HDMI, DisplayPort e USB. Tudo foi substituído por entradas USB-C – e o único legado de conexão que permanece é a entrada para fones de ouvido (MEU DEUS!!).

A Apple removeu as entradas que algumas pessoas acreditavam fazer jus ao sobrenome Pro do MacBook.

“Eu já não tenho mais argumentos para defender a Apple”, tuitou David Heinemeier Hansson, criador do framework para desenvolvimento de sites Ruby on Rail. "Aqueles que estão reclamando da linha atual dos Macs da Apple não são haters, mas adoradores da marca. Eles já gastaram mais de 10 anos e milhares de dólares em Macs", tuitou @lapcatsoftware, que se descreve como um desenvolvedor para Mac de longa data.

Alguns usuários de Mac também reclamaram que o novo MacBook Pro parece ter pouca potência pelo seu preço. A máquina funciona com o processador Intel Skylake do ano anterior, não com o mais recente e um pouco mais poderoso Kaby Lake (que a fabricante afirma ser cerca de 12% mais rápido em desempenho bruto).

Mas será que as reclamações são justificadas?

Fiquei pouco mais de uma semana testando os novos MacBook Pros e achei todos incrivelmente rápidos e leves, mas talvez não exatamente o que os obstinados usuários do MacBook Pro aguardavam. Experimentei os modelos com e sem Touch Bar. O modelo com 13 polegadas sem Touch Bar é uma ótima opção para aqueles que querem fazer o upgrade de seus MacBook Airs, já que ele é mais fino, leve e poderoso do que a linha Air.

No entanto, ainda assim não fica claro a quem exatamente se destina o MacBook Pro com Touch Bar— além daquelas pessoas pioneiras na adoção, que não se importam de andar por ai com um monte de dispositivos externos que farão o USB-C, a entrada do futuro, seguir adiante.

A principal marca do MacBook Pro é a Touch Bar, uma nova tela multitoque que exibe um conjunto de controles adicionais que mudam de acordo com os aplicativos em execução.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

A Touch Bar é bem lisa e suave. Ela é uma virtualização das teclas que você normalmente encontra na parte de cima do teclado, mas com algo a mais.

Toda a turma está presente aqui: a tecla ESC, controles de música, controle de volume, o atalho do Launchpad (que eu NUNCA vi alguém utilizar), um botão dedicado à Siri etc. A Touch Bar pode ser personalizada de diversas maneiras, com ações como Screenshot e Exibir Área de Trabalho (o meu truque favorito para *esconder tudo* quando as pessoas aparecem por trás do nada).

Como todo mundo já deve imaginar, os únicos aplicativos que funcionam na Touch Bar são aqueles desenvolvidos pela Apple, tais como Fotos e Mail. Além disso, alguns aplicativos fazem melhor uso da Touch Bar do que outros.

Minha opção favorita é visualizar PDFs no Preview, onde você pode destacar algo rapidamente com um simples toque. A barra também permite que você permaneça no modo de tela cheia por mais tempo no aplicativo Fotos, ao posicionar um menu de ferramentas de edição em toque na ponta dos seus dedos. No Final Cut Pro, você pode cortar vídeos com precisão, o que parece ser muito mais ergonômico do que utilizando seu trackpad. E é muito fácil poder adiantar ou retroceder vídeos em busca de um ponto específico no QuickTime.

A navegação com o dedo é muito mais fácil, rápida e precisa do que clicar e arrastar em um trackpad. Outra característica interessante é que agora só é necessário um simples deslizar para ajustar o volume do som e o brilho da tela: em vez de acionar diversas teclas, você pode pressionar e segurar o ícone de volume e então mover seu dedo para frente ou para atrás a fim de ajustá-lo.

Outras funções da Touch Bar, como a pré-visualização de abas no Safari, parecem forçadas.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

Como vocês podem observar pela foto acima, as pré-visualizações de abas do Safari são absurdamente pequenas. É difícil imaginar alguém utilizando a Touch Bar em vez do atalho control + tab. Dito isso, é divertido deslizar por todas as 123.801.293 de suas abas abertas.

Uma outra função é a barra de emojis em Mensagens que, à primeira vista, parece ótima para selecionar emojis utilizados com frequência. No entanto, para encontrar algo específico, você precisar rolar e rolar e rolar, o que parece algo sem sentido quando já existe um ótimo atalho para isso no teclado MacOs (control + command + barra de espaços = paraíso dos emojis).

A Touch Bar pode ser frustrante quando há uma falha no sistema. Eu estava rodando um vídeo do Facebook no Chrome em tela cheia quando o visor e a barra travaram ao mesmo tempo. O áudio estava no volume máximo e eu não pude colocar no mudo ou apertar ESC para fugir. Quando eu relatei a situação à Apple, um representante disse que isso pode ter ocorrido porque o Chrome ainda não é totalmente compatível com o MacOS mais recente.

Por fim, é difícil avaliar o quão relevante a Touch Bar pode ou não ser, já que a variedade de aplicativos a serem testados ainda é muito pequena. Mas, da forma como se encontra no momento, a Touch Bar parece ser mais um bom complemento do que uma necessidade — mesmo para os profissionais.

O recurso mais interessante, na minha opinião, é o Touch ID.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

O botão para ligar o computador, que anteriormente ocupava o canto superior direito, foi substituído pelo Touch ID, sensor de identificação biométrico por impressão digital da Apple. À primeira vista, ele parece ser uma continuação da Touch Bar – mas, na verdade, é um botão físico bem camuflado, que, como os botões de inicialização anteriores, pode ser mantido pressionado para reiniciar o computador.

Com o Touch ID no Mac, você pode digitalizar sua impressão digital, assim como você faria em um iPhone, para comprar coisas on-line com o Apple Pay e !!mais importante!! desbloquear o computador ou autenticar uma alteração de Preferências de Sistema. Se for um Mac compartilhado, o usuário pode simplesmente colocar seu dedo sobre o botão Touch ID para trocar de conta. É incrivelmente rápido e eficiente.

O Touch ID é um luxo reservado apenas para aqueles que estiverem dispostos a gastar 1.800 dólares ou mais (preço nos EUA), um valor bem salgado. (O modelo novo do Pro sem a Touch Bar, que custa 1.499 dólares, não possui o recurso.)

Fato: esse notebook é lindo demais.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

Pela primeira vez, o MacBook Pro está disponível em duas cores: prateado, como de costume, e o novo space gray. O notebook pega emprestado muitos elementos de design do MacBook, o notebook ultra-portátil lançado em 2015. O logotipo branco brilhante da Apple agora é reflexivo metálico, e o nome "MacBook Pro", que antes ficava na parte inferior do computador e agora fica posicionado na parte inferior da tela, é escrito com a fonte típica da empresa, a San Francisco.

O notebook possui um corpo todo de metal, a exemplo dos outros MacBooks, mas o chassi do novo modelo parece ser mais resistente e ter um acabamento melhor. A dobradiça é mais suave (e mais sólida estruturalmente, já que agora é feita de metal), a grade de alto-falante se mescla perfeitamente com os elementos a sua volta e, quando está fechado, você mal pode dizer onde termina a tela e começa o computador.

No entanto, o *visual* do novo MacBook Pro não é extremamente impressionante. A tela não se dobra formando um tablet . O display não desaparece nas beiradas. Ele é mais leve e fino, porém continua com o mesmo formato de sempre do MacBook Pro, e isso se deve, em parte, ao notebook como um fator de forma.

O diretor de marketing da Apple, Phil Schiller, disse em uma entrevista ao jornal on-line britânico "The Independent": “Quando você chega a algo tão marcado por sua aparência e seu teclado, da mesma forma que um iPhone é marcado por sua aparência, o conceito de como tudo vai funcionar torna-se muito mais relativo a detalhes pequenos e incríveis.”

A estratégia de design da Apple é, cada vez mais, a inovação por meio de mil ajustes.

O novo MacBook Pro tem teclas maiores e mais planas, que não saltam tanto como teclados tradicionais e ajudam a manter as máquinas o mais finas possíveis.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

Um outro recurso que o notebook pega emprestado do MacBook é o estilo único de teclado. O novo MacBook Pro tem teclas projetadas com a segunda geração do "mecanismo borboleta" (o termo cunhado pela Apple que significa "teclas que continuam sendo muito planas, mas machucam menos seus dedos"), introduzido pela primeira vez no MacBook.

O teclado parece um pouco menos fundo do que o do MacBook, mas levará algum tempo para que as pessoas que não estão acostumadas possam se adaptar. Eu utilizei o MacBook quase todos os dias e mal notei a diferença, mas muitas pessoas, incluindo meu namorado, não gostam da falta de profundidade do teclado.

O trackpad é gigante.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

O novo trackpad (que recebeu o infeliz nome Force Touch) está enoooorme agora. Ele tem o dobro do tamanho no modelo de 15 polegadas e é 45% maior no modelo com 13, comparado com o MacBook Pro anterior.

Já que o Force Touch não é mecânico (há um mecanismo debaixo de sua superfície que o empurra em sua direção quando detecta um clique, como o 3D Touch no iPhone), você pode clicar onde quiser (embora esse sempre tenha sido o caso se você for o tipo de pessoa que clica em qualquer lugar). E, como o trackpad é gigante, um clique é muito mais acessível do que antes.

O trackpad maior também proporciona espaço para clicar e arrastar ou desenhar com o dedo e outros gestos de multitoque, como abrir o polegar e três dedos para mostrar a área de trabalho ou usar quatro dedos para deslizar entre os apps e a área de trabalho.

As palmas das minhas mãos, que ficaram repousadas sobre o trackpad gigante, também não atrapalharam com o cursor.

A tela tem a mesma resolução do modelo de 2015, porém é mais brilhante e oferece ampla gama de cores.

O novo MacBook Pro possui a mesma tela Retina de 2880 por 1800 pixeis da geração anterior, mas possui brilho maior, com 500 nits (contra 300 nits do último modelo). Além disso, a tela pode exibir uma gama maior de cores, o que significa que pode retratar cores além do leque RGB padrão (a maioria das telas são limitadas a exibir cores definidas por valores variáveis de vermelho, verde e azul, por isso o nome RGB, de Red, Green e Blue).

Os alto-falantes são impressionantes, especialmente no modelo de 15 polegadas.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

O sistema remodelado de áudio do MacBook Pro ficou bom demais. Meu editor, John Paczkowski, considera os falantes “BONS PARA OUVIR HEAVY METAL”. A música sai alta e limpa através das pequenas grades dos falantes acopladas no chassi do MacBook em ambos os lados do teclado, enquanto o grave pulsa abaixo das aberturas de ventilação laterais.

Mas vamos ser sinceros — se você for comprar um MacBook Pro, você vai ouvir música por seus fones de ouvido de alta fidelidade Audiophile no fim das contas. :fazendo chifrinhos com a mão:

A duração da bateria não é das melhores.

Nicole Nguyen / BuzzFeed

Eu consegui as prometidas 10 horas de duração de bateria (e, às vezes, até mais) no modelo de 13 polegadas sem a Touch Bar enquanto navegava no Facebook, conferia e-mails, lia artigos e escrevia no Google Docs – um uso típico da rede.

No entanto, com o uso pesado, que inclui o streaming no Spotify, enviar e receber mensagens no Slack, edição de fotos no aplicativo Fotos e no Photoshop, edição de vídeos no Final Cut Pro e criação de GIFs em um aplicativo chamado GIF Brewery , eu consegui uma duração de bateria bem menor. No modelo de 13 polegadas do MacBook Pro sem a Touch Bar, a duração foi entre quatro e sete horas. No computador de 15 polegadas, eu não consegui mais do que seis horas.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

A Apple afirma que ambos os modelos possuem uma duração de bateria de 10 horas, e seus números são baseados em um ajuste de brilho em 75% (que, para ser honesta, é bem fraco) com o sensor de luz ambiente desligado.

Um representante da Apple me disse que o culpado pela minha bateria não ter durado muito foi meu Chrome, já que o Safari é projetado para trabalhar com mais eficiência no MacOs. Eu conferi o Monitor de Atividade e vi que, de fato, o Chrome era o responsável por devorar minha bateria. Portanto, usuários do Chrome, tenham cuidado.

Para as pessoas que trabalham com diferentes tipos de mídias, o terrível adaptador USB-C pode se um ponto crítico.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

A maior parte das críticas do novo MacBook Pro se originam das caraterísticas que ele não tem, não dos recursos existentes. O USB-C é a conexão-padrão que a Apple integrou pela primeira vez no MacBook. Ela já foi adotada desde então pelo smartphone Pixel do Google, o notebook HP Spectre e muitos outros. Os principais benefícios são que essa conexão é reversível (assim como o cabo Lightining de seu iPhone) e versátil. A entrada única é capaz de carregar, de se conectar a dispositivos com entrada USB-A comuns e Thunderbolt 3 e de transferir dados através de saídas HDMI ou VGA.

A Apple entrou com tudo na combinação de entradas USB-C e Thunderbolt 3, o que significou o sacrifício de entradas essenciais para o processo de trabalho de muitas pessoas. Há duas entradas no modelo sem a Touch Bar e quatro no computador com a barra, com duas de cada lado, o que significa que o cabo de força pode ser plugado do lado esquerdo ou direito.

Para mim, o que mais vai fazer falta é o leitor de cartão SD. É a solução perfeita para fotografar eventos em outros lugares. O leitor embutido reduz os cabos e leitores de cartões pesados, em um ambiente onde ficar leve e trabalhar rápido é incrivelmente importante.

Para trabalhar com o novo MacBook Pro, as pessoas vão precisar de pelo menos um acessório: um cabo de Lightning para USB-C para conectar o iPhone (mesmo que seja o novíssimo 7, lançado há alguns meses) ao computador. Outras pessoas, sejam profissionais de foto e vídeo ou amadores, provavelmente vão precisar de um adaptador USB-C para USB (US$ 9 nos EUA) para acessórios existentes e o adaptador Thunderbolt 3 para Thunderbolt 2 (US$ 29) para conectar seus displays. Um dos leitores de cartão USB-C existentes no mercado, o SanDisk Extreme Pro (U$29 nos EUA), está sem disponibilidade de entrega nos Estados Unidos há um mês e meio.

Não é nenhuma surpresa que a Apple seja a maior participante no mercado de acessórios USB-C para Macs. Por exemplo, a empresa comercializa uma das únicas estações com várias entradas (US$ 49) que têm suporte para o carregamento por passagem para seus computadores com USB-C. No começo do mês, a Apple diminuiu os preços de seus acessórios USB-C, esperando tornar a transição um pouco mais fácil – e acabar com a ira dos usuários de longa data do Mac.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

O USB-C pode ser o futuro, mas ele ainda não chegou. Para um computador em que você gastou muito dinheiro, parece bobagem pagar ainda mais pelo pequeno exército de cabos e dispositivos que você inevitavelmente terá que comprar. A Apple poderia ter incluído um adaptador na caixa (assim como fez com o iPhone 7, sem entrada para fones de ouvido), mas não o fez. Portanto, prepare-se para também comprar acessórios.

Eu não vou negar que o futuro com o USB-C parece ser incrível. Uma entrada para todas as coisas parece ser o ideal — e talvez o MacBook Pro vai levar a entrada tão adiante que os outros farão filas rapidamente para incluí-la. Belkin, Anker, e Griffin já possuem uma série de portas de entrada, adaptadores e dongles disponíveis.

Vale a pena notar que, historicamente, a Apple tem sido muito boa em prever as coisas que não iremos mais precisar antes de percebermos isso (por exemplo: FireWire, drive de CD, porta de Ethernet, e, talvez, a entrada de fone). E ela até mesmo previu a onipresença dessas tecnologias, bem antes de as pessoas pensarem que eram necessárias. A Apple está criando notebooks à prova do futuro, mas isso não quer dizer que não seja um pé no saco comprar um adaptador para poder trabalhar no presente.

Tá bem, vamos falar sobre o que torna esse notebook um Pro: seu desempenho.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

O novo Macbook Pro é o primeiro a ser entregue com o software MacOS Sierra, que foi lançado como um upgrade gratuito ao público em setembro.

As velocidades de leitura e gravação são incríveis. Em comparação à geração anterior, você terá 50% a mais de velocidade no modelo de 15 polegadas e o dobro da velocidade no modelo de 13 polegadas. O novo Macbook Pro copia um arquivo de 1GB em menos de um segundo.* Os novos notebooks podem ter as velocidades de leitura e gravação mais rápidas do que qualquer outro computador disponível no mercado.

Alguns fãs da Apple temiam que o novo Pro poderia ser menos poderoso. Assim como os MacBook Pros anteriores, os notebooks ainda estão limitados a 16GB de RAM. Ambos os modelos de 13 e 15 polegadas rodam com o processador Skylake de quinta geração da Intel, em vez do recém-anunciado Kaby Lake. A nova versão Kaby Lake é 12% mais rápida que o Skylake, possui um desempenho melhor, mas oferece pouca melhoria no desempenho de bateria.

*No modelo base, que tem 2,6GHz i7 com 16GB de memória e 256GB de armazenamento flash.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

O processador do MacBook Pro 2016 de 13 polegadas, com o qual eu passei a maior parte do tempo, é basicamente tão bom quanto o do modelo de 13 polegadas lançado em 2015. Ele tem a mesma capacidade de processamento, mas o CPU do novo PRO trabalha em uma temperatura menor (15W TDP x 28W TDP, para meus amigos n3rds).

Ele foi perfeitamente competente em executar tarefas diárias: funcionando com 10 ou mais abas do navegador abertas, fazendo streaming de vídeos on-line, tocando música, importando fotos e utilizando o Photoshop. Para edição de fotos e vídeos mais pesados ou animações, porém, seria melhor adquirir o modelo de 15 polegadas.

O modelo base da versão com 15 polegadas possui um processador de 2,6GHz (contra 2,2 GHz no modelo de 2015). No entanto, o modelo de 2015 possui a tecnologia Turbo Boost que permite rodar a 4,0 GHz, contra 3,8 GHz da versão nova.

Eu só passei quatro dias com o modelo de 15 polegadas, mas ele se deu muito bem com edição de fotos e vídeos 4K. Eu não acho que você notaria a diferença de imediato caso tenha um MacBook Pro 2015 com Retina e um processador atualizado. Mas uma coisa é certa: Apesar do que os críticos disseram sobre as especificações do computador, ele não *parece* menos poderoso.

Uma das maiores melhorias é o desempenho de gráficos do novo MacBook Pro, que a Apple alega ser 130% mais rápido no modelo de 15 polegadas com alguns gráficos em relação ao modelo do ano passado. Ele tem uma placa de vídeo Radeon Pro, além de gráficos integrados embutidos da Intel. isso significa uma velocidade de renderização mais rápida para programas como o Final Cut Pro e AutoCAD, assim como para jogos (embora quase ninguém compre um MacBook Pro para jogos).

Conclusão: Eu não sei a quem recomendar esse MacBook Pro.

Vamos olhar os pontos positivos primeiro. A Touch Bar não foi apenas uma estratégia de publicidade como eu acreditava ser. O Touch ID no Mac deve ser meu recurso favorito de todos os tempos. A tela, que é mais brilhante e oferece uma gama maior de cores, será um grande diferencial para projetistas e editores de imagens. A qualidade do áudio é impressionante. Poder carregar o notebook em ambos os lados é ótimo. O design industrial do MacBook Pro, como sempre, não tem comparações. O modelo space gray não desapontou.

Agora, o que decepcionou: o teclado raso será algo difícil de vender para algumas pessoas. As entradas USB-C serão um aborrecimento para os profissionais que trabalham com diversos tipos de mídias e não carregam adaptadores por aí. O desempenho é adequado, porém não foi dramaticamente aperfeiçoado. A duração da bateria é a mesma (ou será que é pior??).

A parte mais chata de todas é o novo esquema de preços do MacBook Pro. A versão de entrada do MacBook Pro, de 13 polegadas, destinada a substituir o MacBook Air, tem preço inicial de 1.499 dólares nos Estados Unidos, enquanto o modelo de 13 polegadas lançado em 2015, com a mesma capacidade de armazenamento, custa 1.199 dólares. No patamar seguinte, o MacBook Pro de 13 polegadas com a Touch Bar custa a partir de 1.799 dólares, enquanto a geração anterior começava em 1.299 dólares. O modelo mais exclusivo, 15 polegadas com Touch Bar, custa a partir de 2.399 dólares, contra 1.999 dólares do modelo de 2015.

Ficou muito mais caro comprar um Mac novo. A barreira de entrada para o novo notebook da Apple ficou ainda mais alta do que era quando o primeiro Air foi lançado.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

Os pioneiros e fãs leais do Mac não terão problemas em fazer a atualização para este MacBook Pro. Mas para os demais, essa opção não está muito clara.

Para aqueles que querem substituir seus MacBook Air, existem três opções: (1) comprar um super portátil MacBook (de U$1.299 a U$1.599) com menos potência e apenas uma entrada USB-C; (2) comprar um novo MacBook Pro, que é mais fino, leve e rápido que o Air, mas custa pelo menos U$ 500 a mais ou (3) comprar o MacBook Pro do ano passado, que oferece maior poder por um preço menor.

Eu imagino que todos os usuários do Air valorizam a portabilidade sobre todas as coisas. Se você utiliza o computador principalmente para navegar na web e faz uso básico do Photoshop, eu recomendo adquirir um MacBook com 512 GB de armazenamento. É o computador menos poderoso da linha Mac, mas possui seus pontos positivos. Ele é incrivelmente leve.

Caso haja a possibilidade de você começar a explorar fotos e vídeos, eu diria que o novo MacBook Pro de 13 polegadas sem a Touch Bar e Touch ID (que, embora eu tenha gostado muito, não valem os 300 dólares a mais) é uma boa escolha. É mais caro que o modelo de 2015 (onde você economizaria também nos acessórios), mas o modelo 2016 possui capacidade de armazenamento maior (256 GB contra 128 GB) e é mais leve que o Air.

Eu aconselho fortemente a fazer o upgrade para 512 GB, se você puder pagar por isso. Você ficará surpreso com a velocidade em que pode atingir 256 GB com as fotos e os vídeos que captura em seu celular E, uma vez que os Macs lançados de 2012 em diante não são atualizáveis (suas peças são soldadas na placa lógica), você vai querer antecipar as suas necessidades de armazenamento e processamento.

Nicole Nguyen / BuzzFeed News

Para aqueles que pensam em atualizar seus MacBook Pros, depende. Você já possui uma máquina leve, poderosa e com tela Retina se tiver adquirido seu MacBook Pro do meio de 2014 para frente, além de um confortável teclado "chiclete" e todas as entradas que possivelmente precisará. Se dinheiro não for problema, eu sugiro que adquira um MacBook Pro 2016.

Se você tiver uma máquina adquirida de 2012 para trás, seu CPU provavelmente já está dando sinais da idade. Se você trabalha com cartões SD e cabos HDMI e não quer abrir mão dos carregadores MagSafe, ou do teclado, o MacBook Pro 2015 de 15 polegadas ainda está a venda e você economizará 400 dólares.

Caso, como mencionei anteriormente, você seja um pioneiro e está louco para fazer parte do futuro com USB-C, então o MacBook Pro 2016 foi feito para você.

O MacBook Pro 2016 é tecnicamente a quarta geração do MacBook Pro, mas de muitas formas aparenta ser a primeira geração de um produto. E, como muito usuários de longa data da Apple sabem, esperar pela segunda geração quase sempre vale a pena.

Este post foi traduzido do inglês.

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