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Perguntamos a cientistas o que podemos esperar de 2017

Este ano poderá trazer muitas informações valiosas sobre o Espaço, a descoberta de uma nova partícula e novas formas de evitar a demência.

publicado

Tara Shears, professora de física da Universidade de Liverpool.

"O Grande Colisor de Hádrons funcionou em potência máxima em 2016 e nos trouxe mais dados do que sonhávamos que fosse possível. Estou muito ansiosa para ver o que mais ele trará. Qualquer coisa seria interessante — uma descoberta, uma pista de uma descoberta, até mesmo nada para que possamos descartar nossas hipóteses mais loucas. Ter esses dados dá a sensação de que o universo está entrando em foco, lentamente, e que você poderá saber muito mais dele em breve."

Claudia Cooper, professora clínica de psiquiatria na University College London.

"Conforme aprendemos mais sobre o que aumenta o risco de demência — menos educação formal, má alimentação, diabetes, inatividade, perda de audição, para citar algumas causas — maior é a possibilidade de retardar ou até mesmo de prevenir a demência. Ajudar as pessoas a serem mais ativas mentalmente, socialmente e fisicamente, ter uma boa dieta e cuidar da saúde, por exemplo, podem retardar o declínio cognitivo. É emocionante pensar que as pesquisas sobre demência nos trarão mais ideias de como ajudar as pessoas e que impacto isso pode ter em 2017."

Karen Masters, professora de astronomia e astrofísica na Universidade de Portsmouth

"Estou muita ansiosa para a próxima rodada de resultados dos experimentos com ondas gravitacionais. A primeira detecção direta de ondas gravitacionais foi o verdadeiro ponto alto de 2016 para mim. Eu fiquei tão empolgada que comprei um vestido com um padrão do sinal.

Além do mais, como astrônoma, eu acho o que detectamos fascinante. As massas dos buracos negros colidindo (cerca de 30 e 35 vezes a massa do Sol) foram surpreendentes. Também foi um sinal tão claro e tão cedo no experimento. Isso foi sorte, ou esses sinais realmente são comuns? Estou animada para ver o que as detecções adicionais nos dirão sobre a população de buracos negros colidindo no Universo."

Georgie Bruinvels, estudante de doutorado em medicina esportiva na University College London.

"Estou super esperançoso de que em 2017, a partir de uma perspectiva científica, iremos começar a entender melhor os impactos que o ciclo menstrual pode ter sobre o exercício físico e como poderiam ser feitas adaptações para ajudar as mulheres a se sentirem bem durante todo o mês."

Andrew Jackson, pesquisador sênior em neurociência na Newcastle University.

"No último assistimos a várias descobertas importantes em interfaces neurais diretas, incluindo implantes cerebrais humanos para controlar músculos paralisados e para restaurar o sentido do tato em próteses de mão. Demonstrações pré-clínicas, por exemplo, que animais paralisados poderiam andar novamente usando uma conexão eletrônica do cérebro com a medula espinhal continuaram a revelar futuras aplicações dessas tecnologias. A área está avançando rapidamente e eu espero que 2017 traga novos exemplos de como a nossa melhor compreensão científica do cérebro pode levar a novos tratamentos que restaurem funções perdidas após lesões ou doenças neurológicas."

Philip Moriarty, professor de física na Universidade de Nottingham.

"Houve alguns avanços científicos impressionantes em 2016. O mais importante entre eles (pelo menos para os físicos) foi o anúncio da primeira detecção de ondas gravitacionais decorrentes da colisão de dois buracos negros. Essa foi uma realização fenomenal. Devo admitir, no entanto, que em 2017 estarei de olho em uma área da ciência um pouco mais terrestre. Houve recentemente alguns estudos sobre a aplicação dos princípios da física no movimento e na dinâmica de multidões. Essa extensão da física estatística para situações muito humanas é fascinante. É notável, por exemplo, o que pode ser aprendido com o estudo das pessoas em shows de heavy metal…"

Jim al-Khalili, professor de física na Universidade de Surrey.

"Espero que 2017 seja outro ano empolgante para a ciência. Assim, quero me arriscar e fazer duas previsões: A primeira é que será anunciada a descoberta de uma nova partícula, confirmando uma ideia na física teórica conhecida como supersimetria — possivelmente até mesmo explicando do que a matéria escura é feita. A segunda será o anúncio de um grande passo em relação ao funcionamento de computadores quânticos.

Ah, e devo acrescentar que estou ficando muito animado sobre o que a NASA está chamando de Grand Finale da missão Cassini em Saturno, quando a pequena sonda finalmente mergulhará no planeta gigante e enviará o que esperamos que sejam imagens absolutamente deslumbrantes."

Lucy Rogers, engenheira e jurada do "Robot Wars".

"Eu amo a engenhosidade humana. Como coisas simples podem resolver problemas. Em 2016, fiquei impressionada com a XSTAT 30, a seringa cheia de esponja que pode tapar um ferimento de bala em 20 segundos e está salvando vidas; com o Blaze Laser Light, a projeção de laser verde montada nas bicicletas do Santander (Boris) em Londres para ajudar os ciclistas a serem vistos; e com o bracelete Emma, com pequenos motores de vibração que está prometendo ajudar os portadores de Parkinson a controlar seus tremores.

Estou ansiosa para mais soluções, especialmente nas áreas da economia circular, gestão de recursos naturais e educação."

Este post foi traduzido do inglês.

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