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Aqui estão algumas formas práticas de correr atrás do que você quer este ano

De praticar (de verdade) uma atividade física a guardar dinheiro, de trabalhar menos a viajar mais: acredite, tudo é possível.

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1. Praticar uma atividade física com regularidade.

Csa Images / Getty Images

Para Márcio Atalla, professor de Educação Física com especialização em Treinamento de Alto Rendimento e pós-graduação em Nutrição na USP, a melhor maneira de realmente praticar uma atividade física com regularidade é ser bem honesto com você e descobrir uma atividade que você realmente vai querer fazer cinco vezes por semana. E ela não precisa ser necessariamente um esporte ou uma modalidade.

"Isso não significa necessariamente uma atividade física programada, como caminhada, natação, musculação, mas qualquer atividade física não programada, como subir escadas, acumular mais passos, trocar duas horas do tempo sentado pelo tempo em pé", explica o professor.

No início, a intensidade da atividade física é menos importante que a regularidade. Por mais banal que seja a atividade, com regularidade, seu corpo vai se adaptar rapidamente e você consegue aumentar o tempo ou a intensidade da atividade física escolhida, mas o mais importante criar um hábito, que é o mais difícil de fazer.

"Você pode criar "minimetas" reais e se premiar ao final de cada semana. Isso ajuda a estabelecer um ciclo anseio/recompensa, que é a melhor maneira de se criar um hábito", sugere Márcio.

2. Parar de fumar.

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Parar de fumar não é nada fácil, então um caminho para começar é jogar um holofote nos motivos que te fazem querer parar. “Ter dificuldade para parar de fumar não é falta de vergonha na cara. A nicotina é uma droga que causa dependência química, psicológica e comportamental", explica o Dr. João Paulo Becker Lotufo, Coordenador do Projeto Antitabágico do HU/USP.

Lembre-se que vale qualquer coisa que funcionar pra você: parar do nada, marcar uma data e diminuir, ir fumando o primeiro cigarro cada vez mais tarde para diminuir a vontade de fumar no primeiro momento do dia...

Um bom primeiro passo prático é sumir com isqueiros, cinzeiros e tudo que lembrar cigarro. Talvez você precise dar um tempo de atividades que associadas ao hábito, como aquele happy hour ou o café depois do almoço. Adicionar atividade física na rotina e se hidratar bastante podem ajudar a dar uma sacudida na rotina e amenizar a força dos gatilhos.

Se você estiver tendo muitas recaídas ou se essa resolução já é reincidente de outros anos, talvez você precise de ajuda. Um padrinho ex-fumante ou um grupo de apoio podem ajudar nos momentos mais difíceis.

3. Guardar dinheiro.

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Poupar fica muito mais fácil se você tem um objetivo prático do que fazer com o dinheiro. "Assim você descobre quanto você vai precisar juntar e cria uma imagem mental que vai te ajudar a se manter focado", sugere Jailon Giacomelli, sócio da consultoria financeira Par Mais e especialista em Planejamento Financeiro.

O passo seguinte é descobrir quanto você ganha e gasta (e em que gasta) ao longo do mês. É importante que o seu jeito de anotar seja fácil, porque você vai ter que continuar fazendo isso continuamente. Você pode ter um diário ou usar um app que te ajuda a fazer isso, como o Guia Bolso ou o Minhas Economias.

Ao final de um mês, analise seus gastos e principalmente os supérfluos. Você vai ter que fazer alguns sacrifícios, mas tente não forçar demais a barra e ser realista com as suas necessidades pra não desanimar. Exemplo: dificilmente você vai conseguir deixar de sair com seus amigos, né? E se você juntar o pessoal em casa? E se você sair uma vez por semana em vez de duas ou três?

A ideia é que ver o cofrinho enchendo te motive a continuar economizando e anotando e economizando, e assim sucessivamente.

Se você estiver sentindo que não tem mais onde cortar, pode reavaliar a planilha de gastos ou tentar aumentar seus ganhos fazendo bicos ou se preparando para mudar de emprego ou ganhar uma promoção no futuro.

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4. Ler mais.

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O empresário Julien Smith contou neste artigo como ele conseguiu ler um livro por semana em 2012. Ele definiu o número de um livro por semana surgiu porque "ler mais" é uma meta muito genérica. Para ele o que funcionou foi um número gigante e que parecesse impossível.

Cada livro que ele pegou para ler tinha mais ou menos 200 páginas, o que dava uma média de 40-50 páginas por dia. A dica que ele dá é integrar a leitura à rotina – acordar, tomar banho, tomar café, ler 40 páginas – e quanto mais cedo você já tiver matado as 40 páginas, melhor. Se tiver um lugar pra ler depois de comer rapidinho, use. Aproveite todas as pausas que você tiver.

Outra coisa é que você pode desencanar de um livro se ele estiver chato ou enrolado demais. E se você ainda estiver no começo da semana, você pode compensar pegando um livrinho mais curto quando isso acontecer. Ele garante que vale o esforço.

5. Encontrar um grande amor.

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Existem vários jeitos de conhecer pessoas novas para um possível futuro relacionamento, mas se a gente for estatístico, o jeito mais fácil de você conhecer uma pessoa que você realmente goste, com interesses parecidos com os seus e que esteja procurando a mesma coisa que você, é nos aplicativos de relacionamento.

Você encontra muitas dicas para dar mais matches em posts como este aqui. Mas mais matches não necessariamente significam que você vai de fato conhecer ou desenvolver um relacionamento sério com alguém.

Segundo Jess Carbino, doutora e socióloga do Tinder, fornecer uma história rica sobre quem você realmente é por meio das fotos e detalhes na bio aumenta significativamente as chances de encontrar uma pessoa legal. Você está procurando um relacionamento sério ou casual? Você é baixo, alto, magro ou gordo? Deixe isso claro no perfil, você pode se surpreender com o quanto as pessoas são compatíveis com você sem filtros!

Da mesma forma, as fotos, interesses em comum, músicas favoritas poderão dar a você uma quantidade boa de informações sobre o seu novo match. Usar esses detalhes na hora de puxar assunto pode fazer a conversa render e vocês conhecerem mais um sobre o outro antes, durante e depois do encontro presencial.

Você já saiu com alguns matches e anda meio desanimado? Não desista. "Eu sempre recomendo mudar a maneira como você encara e vai a um primeiro encontro. Se você sempre marca encontros em um mesmo café ou restaurante você automaticamente não fica tão empolgado para conhecer aquela pessoa porque o ambiente já é muito familiar", exemplifica a socióloga.

Jess recomenda que você não tenha medo de sugerir um restaurante ou cafeteria que nenhum dos dois conheçam ou uma nova atividade, como surfar ou fazer uma trilha. "Novas experiências compartilhadas geram conversas naturais e ajudam as duas pessoas a se conectarem desde o começo", diz.

6. Emagrecer (caso isso seja importante para você).

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Algumas pessoas vão conseguir perder peso sozinhas, mas o primeiro passo é identificar a causa real do aumento de peso. A partir daí, fica muito mais fácil encarar o desafio ou sondar o profissional ou a combinação de profissionais – nutricionista, endocrinologista, preparador físico ou psicólogo – com quem pode ser interessante marcar consultas.

Segundo Sophie Deram, nutricionista e doutora da USP, a primeira dica para emagrecer seja lá quantos quilos você quiser é deixar de focar em um número. "Quando você faz isso, você já chega na conversa com restrição na cabeça e julga seu sucesso apenas pela balança – e ela não é necessariamente o melhor indicativo para isso", explica a doutora.

É importante focar em metas mais realistas e fugir das dietas da moda. Senão, na primeira recaída, é normal querer jogar todo esforço para o alto e deixar de tentar. "Mudar não é simples nem fácil, mas é positivo e você tem que ter carinho com você e lembrar que você pode cair e não é o fim do mundo", explica.

Para Sophie é importante aprender a escutar o seu corpo e exercitar consciência no ato de se alimentar, respeitando suas vontades, sua saciedade e evitando comer de forma emocional. "Você tem que aprender a perceber quando é fome e quando é tristeza, por exemplo. Quando for tristeza é melhor chorar do que comer! Comer não resolve a tristeza, mas ao final você estará com mais um problema e só vai ficar mais triste!".

7. Viajar mais.

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Para viajar mais, você tem que se planejar um pouco e juntar alguma grana. Mas algumas ferramentas sugeridas pela Lalai Persson, fundadora e colaboradora do blog de viagens Chicken or Pasta, podem te ajudar a aproveitar boas oportunidades e gastar um pouco menos.

O Google Flights mostra destinos aleatórios com valores baseando-se apenas nas datas da viagem, continente e interesses. Você abre o mapa, clica nos pontos, vê valores de passagens e até de hotéis. Também dá para adicionar alertas em buscadores de passagens aéreas como o Voopter, Expedia, Skyscanner.

Procurar por caronas para viajar sem gastar muito e em cima da hora é uma ótima opção. O Blablacar é uma ótima plataforma para buscar caronas para compartilhar de última hora. "Dá até para improvisar o destino baseando-se nas caronas disponíveis. O valor? É apenas rachar as despesas com o dono do carro. Eu já fui salva por querer viajar em cima da hora, não ter passagens disponíveis para o lugar que eu queria, consegui minha carona na data que queria e ainda por cima gastei 10% do valor que pagaria numa passagem de trem ou avião", relata Lalai.

Hospedagens também em cima da hora podem ter vantagens. O Hotel Tonight tem uma boa lista de cidades (mas não ainda no Brasil) com ofertas arrasadoras em hotéis de luxo que ficaram com quartos vazios. O Booking e Expedia também apresentam barganhas de última hora. O CouchSurfing também está aí para quem não está podendo desembolsar uma puta grana pra viajar. "Gasta na passagem e economiza na hospedagem, além de ainda fazer amigos locais!", recomenda ela.

8. Trabalhar menos.

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Para David Baker, fundador e ex-editor da Wired e professor da aula de “Como ser mais eficiente” da School of Life, as pessoas sentem que trabalham demais porque realmente trabalham demais, mas seguir assim não funciona a longo prazo.

As pessoas também tendem a manter para si próprias seus sentimentos sobre estarem sobrecarregados. "A gente subentende que é bom estar ocupado (e nos gabamos disso) e não é legal admitir estar sobrecarregado. Mas na verdade o oposto é que é verdadeiro: muito trabalho leva a mau trabalho e pedir ajuda é um aspecto chave de ser parte de um time", explica.

Fazer alguma tarefa de maneira picada demora mais do que fazer uma tarefa de uma só vez. Então, a dica é: sempre que possível, desabilite as notificações de todos os seus aparelhos e separe um tempo para fazer até as tarefas menores da mesma maneira que você separa tempo para fazer tarefas maiores.

Para ele, tudo com o que lidamos no trabalho – incluindo emails – pode ser dividido em quatro categorias:

- Urgente e importante

- Não urgente e importante

- Urgente e não importante

- Não urgente e não importante.

E basta saber o que fazer com cada categoria para seu tempo começar a, de fato, render:

- Urgente e importante: faça agora

- Não urgente e importante: separe um tempinho para fazer

- Urgente e não importante: arrume alguém para fazer por você.

- Não urgente e não importante: ignore.

"Uma vez que você começa a trabalhar desta maneira, você percebe que poucas coisas são urgentes e importantes. A maioria das coisas entra em uma das duas categorias finais, o que significa que você pode delegar ou ignorá-las, deixando você com tarefas da categoria "não urgente, mas importante", que basicamente vão compor a sua lista de afazeres. Estas coisas são aquelas para que você é pago e tirar as outras da frente te dá tempo para fazê-las bem", resume David.

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9. Beber menos.

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O seu consumo de álcool pode estar se tornando um problema quando você tem dificuldade de cumprir responsabilidades no trabalho, na escola ou em casa, problemas de relacionamento originados ou piorados pela ingestão de álcool ou exposição a situações de risco, como dirigir embriagado.

Algumas estratégias simples podem ajudar a reduzir esse consumo, como evitar comprar bebidas em grande quantidade ou preferir comprar as de teor alcoólico menor, como cerveja “light” ou vinho branco. Intercalar bebidas não alcoólicas entre uma dose e outra e nunca beber de estômago vazio também ajudam. E você tem que aprender a dizer "não" e respeitar a decisão alheia de não beber.

Existe um site que pode te ajudar com isso: a ferramenta de auto-ajuda online Beber Menos. O site é um projeto internacional, uma parceria da OMS com o instituto holandês Tribos Instituut que no Brasil tem o apoio do fundo de incentivo à pesquisa das universidades federais do Paraná, São Paulo e Juiz de Fora.

Ao se registrar, você é convidado a criar um diário das bebidas que você tomou na última semana. Na sequência, você responde a um questionário sobre o seu consumo, adiciona vantagens pelas quais você continua bebendo e desvantagens que estão fazendo você pensar em diminuir ou parar.

Se você realmente quiser diminuir ou parar, neste momento, você pode incluir metas. A ferramenta te avisa, inclusive, se elas são realistas e estão dentro do consumo moderado de álcool. Daí é continuar registrando seu consumo dia-a-dia para entender melhor a sua relação com o álcool e ir acompanhando se você está atingindo seus objetivos.

Se você tem a impressão que a sua relação com o álcool necessita de uma ajuda mais urgente e presencial, você pode acessar aqui uma lista com os grupos de Alcóolicos Anônimos mais próximos de onde você estiver.

10. Passar mais tempo com as pessoas que você ama.

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Ainda segundo David Baker, é essencial tirar um tempo para fazer coisas que não são de trabalho, porque, em muitas culturas, o trabalho vem na frente de qualquer outra coisa.

"É normal perder o cinema com nossos amigos porque estamos trabalhando até tarde, mas poucas ou nenhuma vez nós chegamos tarde no trabalho porque tiramos um tempo para ver nossos amigos", exemplificou.

Nossas vidas sociais – e o tempo que nós passamos sozinhos com nós mesmos – são tão importantes para viver uma boa vida quanto nossa vida no trabalho e necessitam de atenção da mesma forma. Um jeito sombrio, mas que pode ser útil para pensar sobre isso, é nos perguntar o que gostaríamos que as pessoas dissessem sobre nós mesmos em nossos funerais.

"Dificilmente gostaríamos que elas dissessem que nós trabalhamos bem e fizemos ótimas planilhas. Nós gostaríamos que falassem de nossas outras qualidades além do trabalho. E acho que é nisso que deveríamos trabalhar", aconselhou o professor.

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