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O embaixador da Síria na ONU riu quando perguntaram a ele sobre hospitais bombardeados

O vídeo foi gravado enquanto Bashar Jaafari estava a caminho de uma reunião sobre a proteção de equipes médicas em zonas de guerra. Horas antes, o maior hospital da cidade de Aleppo havia sido atacado.

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O embaixador da Síria nas Nações Unidas, Bashar Jaafari, riu quando um jornalista perguntou a ele se o governo do ditador Bashar al-Assad havia sido responsável por bombardear hospitais em Aleppo, a antiga capital econômica do país.

A pergunta – do repórter James Bays, da Al Jazeera, – foi feita quando Jafaari ia para uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a proteção de equipes médicas em zonas de guerra.

Here's video of #Syrian Ambassador responding to @baysontheroad with laughter when he asks if #Syria bombed #Aleppo… https://t.co/giNeLal9Ea

“@baysontheroad perguntou ao Embaixador da Síria, que estava indo para o Conselho de Segurança da ONU, se seu governo tinha bombardeado dois hospitais de Aleppo. Jaafari riu em resposta.“

“Aqui está o vídeo do Embaixador da Síria respondendo a @baysontheroad com risadas após ele perguntar se a Síria tinha bombardeado hospitais de Aleppo”

Desde que o governo sírio declarou unilateralmente o fim um cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos e pela Rússia, em 18 de setembro, a cidade de Aleppo vem sendo alvo de bombardeios.

Karam Al-masri / AFP / Getty Images

A metade leste da cidade, dominada por rebeldes, está sendo atacada impiedosamente mesmo enquanto agentes humanitários fornecem apoio aos 275 mil civis que ainda estão na cidade.

De acordo com a UNICEF, pelo menos 96 crianças foram mortas e 233 ficaram feridas em bombardeios desde a última sexta-feira (23).

Centros de saúde foram particularmente atingidos. Dois dos maiores hospitais de Aleppo foram bombardeados horas antes do início da reunião da qual Jaafari participou. Restam apenas 30 médicos em Aleppo.

Abd Doumany / AFP / Getty Images

"Segundo testemunhas, após o ataque, médicos e paramédicos ficaram paralisados diante dos mortos e dos feridos, já que não podiam fazer nada por eles", disse Mark Schnellbaecher, diretor do Plano de Resposta Regional da Síria, do Comitê de Resgate Internacional. "Eles nem sequer conseguiram transferi-los para outro hospital, pois a única ambulância também foi destruída."

Testemunhas em Aleppo disseram que bombas de barril, bombas de fragmentação e até mesmo bombas "anti-bunker" foram usadas no ataque aos hospitais restantes da cidade. Devido à profusão dos bombardeios, alguns centros médicos passaram a ser montados no subterrâneo.

Thaer Mohammed / AFP / Getty Images

"Está muito claro que há apenas duas forças aéreas operando sobre Aleppo – a do regime sírio e a dos russos", disse Peter Wilson, embaixador-substituto do Reino Unido na ONU. "Há uma responsabilidade clara por parte do regime sírio e dos russos para interromper essa campanha de violência."

Tanto os governos da Síria quanto da Rússia negaram estar envolvidos nos ataques a hospitais – e a um ataque a um comboio humanitário da ONU/Crescente Vermelho Árabe Sírio. Os outros países, no entanto, duvidam da sinceridade dessas alegações.

Bryan R. Smith / AFP / Getty Images

Na última quarta-feira (28), o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, telefonou para sua contraparte na Rússia e ameaçou cortar todos os diálogos com o país sobre a Síria, caso os ataques em Aleppo continuem.

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