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É sexista demais ficar trazendo Jennifer Aniston para o assunto do fim de Brangelina

Ela não ficou 12 anos aguardando para reassumir algum posto.

publicado

E você provavelmente deve ter visto a internet inundada com piadas sobre Jennifer Aniston.

Jennifer Aniston, reading TMZ this morning:

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O tabloide "The New York Post" foi mais longe e colocou esta imagem na primeira página anunciando a notícia.

Today's cover: Jennifer Aniston knew Brangelina would end one day https://t.co/JvMlGzXP0A

Capa de hoje: Jennifer Aniston sabia que Brangelina iria acabar um dia.

As pessoas ficaram bem bravas.

The New York Post cover today. Mean, frivolous, lazy guesswork. https://t.co/WgVHVgW4nU

A capa do "New York Post" de hoje: má, frívola, suposição preguiçosa.

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A história era sempre a mesma: Jen não teria superado seu casamento com Brad e estaria desesperada para formar uma família.

E esses boatos ganhavam força quando a família Jolie-Pitt aumentava. Mas isso também é muito sexista – e passa a imagem de que a única maneira de uma mulher conseguir ser feliz na vida é casando e tendo filhos.

Mas então Jennifer Aniston conheceu Justin Theroux, apaixonou-se e casou com ele. Assumir um compromisso com outra pessoa pelo resto da vida é um bom indício de que alguém já superou uma relação que acabou DOZE ANOS ATRÁS.

Vale a pena bater na tecla aqui. Aniston e Pitt terminaram mais de uma década atrás. E, mesmo assim, durante 12 anos, Jennifer foi assombrada por esse relacionamento. Não importa o que ela estivesse fazendo da vida, algumas revistas sempre a ligavam a seu ex-marido.

Defining Jennifer Aniston by a previous marriage is shockingly sexist #sexism https://t.co/WkDYDtWe8X

Insinuar que uma mulher (que inclusive se casou de novo) esperou 12 anos para voltar a ocupar algum posto é quase dizer que sua autoestima depende apenas da atenção masculina.

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Lembra quando Brangelina estava apenas começando e havia camisetas por toda parte com "Team Jolie" ou "Team Aniston"?

Bem, isso perpetua a ultrapassada dicotomia da mulher injustiçada e da sedutora maligna.

É como se as mulheres existissem apenas no campo virginal perfeito ou no da "sacanagem". Nessa situação, Jennifer, que era a queridinha dos EUA no momento da separação, foi apresentada como a "boazinha" – a pobre mulher que foi largada pelo marido. Angelina, no entanto, com os frascos de sangue e com as declarações de que a heroína a "fascinava", estava no segundo campo. Mas é evidente que as duas mulheres têm muito mais e melhores qualidades do que essa pobre descrição delas.

Isso também perpetua a rivalidade imaginária de duas mulheres por um homem – a ideia de que a autoestima de uma mulher depende tanto da atenção de um homem que elas vão lutar uma com a outra por ele.