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Juiz ordena permanência de Ryan Lochte no Brasil, mas advogado diz que nadador já está nos EUA

Nesta quarta (17), Justiça ordenou que passaporte do atleta americano fosse entregue e que ele permanecesse no país até que polícia concluísse investigação sobre suposto assalto.

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Um juiz brasileiro ordenou, nesta quarta-feira (17), que o nadador Ryan Locthe (dos EUA) e seu colega James Feigen entregassem seus passaportes e permanecessem no Brasil até a conclusão de uma investigação policial sobre um suposto assalto que ocorreu no último domingo (14).

Porém, Jeff Ostrow, advogado de Lochte, disse ao BuzzFeed News que o nadador já voltou para os EUA "ontem ou algo assim."

"Ele voltou para casa como era o planejado", disse Ostrow. "Eles [as autoridades brasileiras] não tinham pedido que ele ficasse para qualquer investigação adicional. Se tivessem pedido, ele teria colaborado da maneira que pudesse."

Representantes do Comitê Olímpico dos EUA disseram à agência de notícias Associated Press que a polícia foi à Vila Olímpica na quarta (17) para recolher os passaportes dos nadadores, mas a equipe já tinha saído. Ainda não está claro se Feigen ainda estava no Brasil naquele momento.

Lochte, Feigen e dois outros nadadores dos EUA dizem que foram assaltados à mão armada quando voltavam de uma festa na madrugada de domingo.

“Fomos parados quando estávamos no táxi, e esses caras vieram com uma identificação policial”, afirmou Lochte à NBC. “Eles mostraram suas armas e disseram que tínhamos que deitar no chão. Eles [os outros atletas] deitaram no chão, mas eu me recusei. Disse que não tinha feito nada de errado.”

Foi quando, segundo o atleta, um dos homens apontou a arma diretamente para a cabeça do nadador, fazendo com que ele obedecesse.

No entanto, a polícia disse à Associated Press que foram encontradas poucas evidências de assalto e que os nadadores foram incapazes de fornecer detalhes importantes do suposto episódio.

A polícia, por exemplo, não conseguiu localizar o motorista de táxi dos nadadores ou quaisquer testemunhas, segundo a AP.

Ostrow diz que seu cliente nunca falhou com a verdade e que cooperou com as autoridades brasileiras. "Eles [os atletas] forneceram os detalhes que puderam lembrar depois de terem uma arma apontada para suas cabeças."