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14 tratamentos médicos completamente malucos que realmente existiram

A medicina não estaria onde está hoje sem sanguessugas e coquetéis de urina.

publicado

1. Sangria

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A sangria é um processo que remove uma grande quantidade de sangue, muitas vezes através de uma incisão na veia do antebraço — mas sanguessugas e ventosas também eram utilizados. Os médicos acreditavam que a doença era causada por um desequilíbrio de fluidos corporais e a remoção de sangue poderia restaurar esse equilíbrio. É claro!

A sangria foi usada para tratar de tudo, desde peste e varíola até epilepsia. A prática começou com antigos egípcios e permaneceu como um tratamento popular até o século 19, apesar dos avanços científicos significativos na medicina. Mas não perdurou no século 20, quando os médicos perceberam que a perda de sangue só tornava os pacientes mais doentes... ou os matava. Talvez também seja o verdadeiro motivo pelo qual George Washington morreu.

2. Trepanação

https://www.flickr.com/photos/vivacomopuder/3104772581
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A trepanação consiste em perfurar um pequeno orifício no crânio para expor o cérebro. Evidências mostram que a trepanação começou no período neolítico e foi realizada até o século 19 — muitas vezes sem anestesia ou remédios para a dor.

Ela aparentemente foi usada tanto por médicos ocidentais quanto por religiosos para tratar a histeria ou psicose. Os médicos acabaram percebendo que esse procedimento traumático não era um tratamento psicológico eficaz, e ele acabou na década de 1900. Formas modernas de trepanação ainda existem hoje, mas neurocirurgiões a fazem para aliviar temporariamente a pressão no cérebro devido ao inchaço ou sangramento.

3. Cocaína

Começando em 1860, a cocaína era usada como anestésico para a dor, especialmente para doenças dos dentes e da gengiva, mas também para tratar a febre do feno, o alcoolismo e a depressão — Freud era conhecido por prescrever a seus pacientes como se fosse um doce. Foi um remédio muito popular até o início de 1900, quando os médicos perceberam que era incrivelmente viciante e levava ao uso de crack, primo mais barato e menos puro da cocaína — e por isso foi banida como uma droga ilegal.
Smerdis of Tlön / Wikicommons / Via commons.wikimedia.org

Começando em 1860, a cocaína era usada como anestésico para a dor, especialmente para doenças dos dentes e da gengiva, mas também para tratar a febre do feno, o alcoolismo e a depressão — Freud era conhecido por prescrever a seus pacientes como se fosse um doce. Foi um remédio muito popular até o início de 1900, quando os médicos perceberam que era incrivelmente viciante e levava ao uso de crack, primo mais barato e menos puro da cocaína — e por isso foi banida como uma droga ilegal.

4. Hemiglossectomia

Uma hemiglossectomia é a remoção de metade ou parte da língua, que era feita na era medieval, com instrumentos grosseiros e sem anestesia. Acreditava-se que essa cirurgia traumática tratava a gagueira e outros defeitos de fala. Sim, os médicos achavam que cortar metade da língua ajudaria os problemas de fala. A cirurgia diminuiu em popularidade no século 17 porque era ineficaz e desumana, mas cirurgias de glossectomia ainda são, às vezes, usadas hoje para tratar o câncer de boca e outras doenças bucais.
Mike Mols / Getty Images / Via thinkstockphotos.com

Uma hemiglossectomia é a remoção de metade ou parte da língua, que era feita na era medieval, com instrumentos grosseiros e sem anestesia. Acreditava-se que essa cirurgia traumática tratava a gagueira e outros defeitos de fala. Sim, os médicos achavam que cortar metade da língua ajudaria os problemas de fala.

A cirurgia diminuiu em popularidade no século 17 porque era ineficaz e desumana, mas cirurgias de glossectomia ainda são, às vezes, usadas hoje para tratar o câncer de boca e outras doenças bucais.

5. Urinoterapia

A urinoterapia ou uroterapia deriva da antiga medicina indiana, que promovia beber urina e massageá-la na pele para tratar picadas, doenças menores e até mesmo alguns tipos de câncer. Os médicos acreditavam que a urina era um "ouro do sangue" filtrado e purificado, ao contrário de um produto residual do corpo. Durou como um remédio popular até o século 19, quando as pessoas praticamente pararam de usar a urina como um tratamento (exceto ocasionalmente em queimaduras de águas-vivas). Porque beber sua própria urina pode ser pior do que qualquer doença que você esteja tentando curar.
Turbotorque / Via commons.wikimedia.org

A urinoterapia ou uroterapia deriva da antiga medicina indiana, que promovia beber urina e massageá-la na pele para tratar picadas, doenças menores e até mesmo alguns tipos de câncer.

Os médicos acreditavam que a urina era um "ouro do sangue" filtrado e purificado, ao contrário de um produto residual do corpo. Durou como um remédio popular até o século 19, quando as pessoas praticamente pararam de usar a urina como um tratamento (exceto ocasionalmente em queimaduras de águas-vivas). Porque beber sua própria urina pode ser pior do que qualquer doença que você esteja tentando curar.

6. Clorofórmio

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bottle_of_chloroform,_United_Kingdom,_1896-1945_Wellcome_L0058271.jpg
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O clorofórmio, o "Boa Noite Cinderela" original, foi usado originalmente para anestesia em 1831, e tornou-se o anestésico mais popular para cirurgias e partos. Os pacientes cheiravam um pano embebido de clorofórmio para desmaiar para a cirurgia, e os médicos posteriormente projetaram uma máscara que emitia uma dose constante de clorofórmio, assim os pacientes permaneciam inconscientes durante toda a cirurgia.

Em teoria, isso foi ótimo, porque a cirurgia antes da anestesia era literalmente uma tortura, mas isso trouxe muitas complicações e uma taxa de mortalidade elevada. Os médicos pararam de usar clorofórmio na década de 1950, quando descobriram anestésicos mais seguros, como o gás óxido nitroso.

7. Eméticos

Os eméticos eram usados para induzir o vômito, o que se pensava, na época, que "evacuava" substâncias adicionais que causavam doenças no corpo e "restaurava" um equilíbrio interno. Os eméticos incluíam baixas doses de coisas tóxicas como tártaro emético, mercúrio e sulfato de cobre, que praticamente só envenenavam as pessoas até que vomitassem tudo e esvaziassem o trato digestivo. Os eméticos eram tomados para tratar de tudo, desde depressão até dores de cabeça e infecções, mas acabaram no século 20 porque — grande surpresa — muitas vezes tornaram as pessoas ainda mais doentes ou apenas as mataram.
Wellcome Images / commons.wikimedia.org / Via wellcomeimages.org

Os eméticos eram usados para induzir o vômito, o que se pensava, na época, que "evacuava" substâncias adicionais que causavam doenças no corpo e "restaurava" um equilíbrio interno. Os eméticos incluíam baixas doses de coisas tóxicas como tártaro emético, mercúrio e sulfato de cobre, que praticamente só envenenavam as pessoas até que vomitassem tudo e esvaziassem o trato digestivo.

Os eméticos eram tomados para tratar de tudo, desde depressão até dores de cabeça e infecções, mas acabaram no século 20 porque — grande surpresa — muitas vezes tornaram as pessoas ainda mais doentes ou apenas as mataram.

8. Sanguessugas

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http://wellcomeimages.org/indexplus/image/L0041637.html / https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_medical_practitioner_administers_leeches_Wellcome_L0041637.jpg

As sanguessugas têm sido usadas para extrair sangue por milhares de anos, começando com os antigos egípcios e perdurando através do século 19. Os médicos acreditavam que a inflamação de órgãos causava a maioria das doenças e a remoção de sangue era a única cura, então eles colocavam sanguessugas na parte do corpo onde o órgão estava localizado (como olhos, boca, ouvidos, vulva e pênis).

Alguns médicos até amarravam uma corda na sanguessuga como uma coleira, para que ela pudesse entrar no reto, vagina ou boca e extrair sangue sem escapar. No auge da popularidade das sanguessugas na Europa do século 19, os médicos tinham lagoas onde criavam milhares de Hirudo medicinalis, uma espécie única de sanguessugas não agressivas que eram perfeitas para uso médico. No século 20, as sanguessugas perderam popularidade porque realmente não funcionavam e muitas vezes causavam mais problemas — além disso, grudar sanguessugas em seu rosto parece horrível pra caramba.

9. Lobotomia

Uma lobotomia frontal envolve cortar ou raspar o córtex pré-frontal do cérebro. Tornou-se popular na década de 1940 e foi amplamente usada em hospitais e instituições de saúde mental para tratar pacientes com esquizofrenia, psicose, TOC e outras doenças. Efetivamente demonstrou melhorar sintomas na maioria dos pacientes, mas também foi associada a complicações e algumas mortes. A lobotomia acabou em 1950, quando os médicos perceberam que muitos pacientes que achavam estar curados, na verdade, tornaram-se vegetativos e dependentes. Além disso, o mundo médico rapidamente percebeu que havia terapias mais eficazes e humanas para a doença mental. Sem mencionar que Um Estranho no Ninho foi publicado.
Flickr user Digital Collections, UIC Library CC / Via Flickr: uicdigital

Uma lobotomia frontal envolve cortar ou raspar o córtex pré-frontal do cérebro. Tornou-se popular na década de 1940 e foi amplamente usada em hospitais e instituições de saúde mental para tratar pacientes com esquizofrenia, psicose, TOC e outras doenças. Efetivamente demonstrou melhorar sintomas na maioria dos pacientes, mas também foi associada a complicações e algumas mortes.

A lobotomia acabou em 1950, quando os médicos perceberam que muitos pacientes que achavam estar curados, na verdade, tornaram-se vegetativos e dependentes. Além disso, o mundo médico rapidamente percebeu que havia terapias mais eficazes e humanas para a doença mental. Sem mencionar que Um Estranho no Ninho foi publicado.

10. Xaropes calmantes (coquetéis narcóticos)

No final de 1800, os farmacêuticos patentearam xaropes calmantes para crianças em fase de dentição e agitadas, que incluíam ingredientes como morfina, codeína, cannabis, clorofórmio, metanfetamina e álcool. As doses eram baixas o suficiente para impedir a dor da dentição e altas o suficiente para apagar as crianças, então as mães muitas vezes usavam os xaropes para colocar seus bebês mais agitados para dormir.

Não surpreendentemente, muitos bebês e crianças acabaram tendo uma overdose, entrando em coma ou morrendo. Então, esses xaropes, como o muito popular Mrs. Winslow's, foram retirados do mercado permanentemente na década de 1930. O que é uma coisa boa, porque o "sizzurp" não é nada comparado com o que as crianças estavam tomando em 1900.

11. Heroína

Em 1898, a Bayer começou a comercializar a heroína como um supressor da tosse. Sério. Ela logo se tornou uma "droga maravilha" porque funcionou ainda melhor do que a codeína no tratamento de doenças respiratórias como a coqueluche, que era uma epidemia na época. No entanto, a maioria dos pacientes rapidamente se viciou e, em 1910, a heroína foi descoberta por viciados em morfina e tornou-se essencial no mercado de drogas ilícitas. A Bayer, por fim, abandonou o navio e, em 1931, a heroína foi completamente banida nos Estados Unidos.
Mpv_51 / Wikicommons / Via commons.wikimedia.org

Em 1898, a Bayer começou a comercializar a heroína como um supressor da tosse. Sério. Ela logo se tornou uma "droga maravilha" porque funcionou ainda melhor do que a codeína no tratamento de doenças respiratórias como a coqueluche, que era uma epidemia na época.

No entanto, a maioria dos pacientes rapidamente se viciou e, em 1910, a heroína foi descoberta por viciados em morfina e tornou-se essencial no mercado de drogas ilícitas. A Bayer, por fim, abandonou o navio e, em 1931, a heroína foi completamente banida nos Estados Unidos.

12. Mercúrio líquido

Sociedades persas, gregas e chinesas antigas usavam o mercúrio médico como uma pomada para tratar doenças de pele, e até o engoliam para aumentar a longevidade. A maior utilização de mercúrio, no entanto, foi para tratar as lesões de pele de sífilis, que permaneceu como tratamento do século 15 até o século 20. Na década de 1920, as farmácias venderam mercúrio líquido não regulamentado em uma variedade de cores para tratar de tudo, desde uma dor de dente até depressão. Isso acabou por volta de 1950 com a descoberta da penicilina para tratar a sífilis e a descoberta da intoxicação por mercúrio, que prejudica a maioria dos órgãos vitais e pode causar a morte. No entanto, alguns compostos de mercúrio ainda são (com segurança) utilizados na medicina de hoje.
A / Wikicommons / Via commons.wikimedia.org

Sociedades persas, gregas e chinesas antigas usavam o mercúrio médico como uma pomada para tratar doenças de pele, e até o engoliam para aumentar a longevidade. A maior utilização de mercúrio, no entanto, foi para tratar as lesões de pele de sífilis, que permaneceu como tratamento do século 15 até o século 20.

Na década de 1920, as farmácias venderam mercúrio líquido não regulamentado em uma variedade de cores para tratar de tudo, desde uma dor de dente até depressão. Isso acabou por volta de 1950 com a descoberta da penicilina para tratar a sífilis e a descoberta da intoxicação por mercúrio, que prejudica a maioria dos órgãos vitais e pode causar a morte. No entanto, alguns compostos de mercúrio ainda são (com segurança) utilizados na medicina de hoje.

13. Arsênio

O arsênio, um veneno bem conhecido, era um tratamento médico popular que começou com os antigos chineses e durou até o século 20. O elemento é encontrado naturalmente em águas subterrâneas, mas é altamente tóxico em sua forma inorgânica e pode causar lesões, defeitos de desenvolvimento, doença cardíaca ou morte. Ainda assim, ele foi usado em pequenas quantidades para tratar diferentes tipos de câncer (como de próstata) e sífilis, e as mulheres vitorianas usaram até como cosmético. Só depois que o Exército dos EUA utilizou compostos de arsênio para desenvolver agentes de guerra química que o arsênio foi regulamentado e retirado do mercado público. No entanto, o trióxido de arsênio (arsênio branco) ainda é utilizado por oncologistas no tratamento de algumas formas de leucemia.
Wellcome Library, London / Wikicommons / Via wellcomeimages.org / commons.wikimedia.org

O arsênio, um veneno bem conhecido, era um tratamento médico popular que começou com os antigos chineses e durou até o século 20. O elemento é encontrado naturalmente em águas subterrâneas, mas é altamente tóxico em sua forma inorgânica e pode causar lesões, defeitos de desenvolvimento, doença cardíaca ou morte. Ainda assim, ele foi usado em pequenas quantidades para tratar diferentes tipos de câncer (como de próstata) e sífilis, e as mulheres vitorianas usaram até como cosmético.

Só depois que o Exército dos EUA utilizou compostos de arsênio para desenvolver agentes de guerra química que o arsênio foi regulamentado e retirado do mercado público. No entanto, o trióxido de arsênio (arsênio branco) ainda é utilizado por oncologistas no tratamento de algumas formas de leucemia.

14. O cinto elétrico

Embora a eletroterapia seja um tratamento médico legítimo, ela foi usada por médicos "charlatães" para vender tratamentos falsos, como o cinto elétrico, criado em 1850. O cinto usava uma bateria para emitir correntes elétricas e estimular o abdômen, o que diziam que promovia a digestão e tratava a disfunção erétil.. Em meados dos anos 1900, foi um tratamento muito popular de perda de peso entre as mulheres, que acreditavam que reduziriam suas medidas. O cinto foi extinto como um tratamento médico real na década de 1950, mas variações modernas ainda são comercializadas hoje para abdominais, mesmo havendo 100 anos de evidências provando que o cinto é uma completa besteira.
Wellcome Library, London / Wikicommons / Via wellcomeimages.org / en.wikipedia.org

Embora a eletroterapia seja um tratamento médico legítimo, ela foi usada por médicos "charlatães" para vender tratamentos falsos, como o cinto elétrico, criado em 1850.

O cinto usava uma bateria para emitir correntes elétricas e estimular o abdômen, o que diziam que promovia a digestão e tratava a disfunção erétil.. Em meados dos anos 1900, foi um tratamento muito popular de perda de peso entre as mulheres, que acreditavam que reduziriam suas medidas. O cinto foi extinto como um tratamento médico real na década de 1950, mas variações modernas ainda são comercializadas hoje para abdominais, mesmo havendo 100 anos de evidências provando que o cinto é uma completa besteira.

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