5 de mar de 2018

    Assim era o mundo quando o primeiro "Queer Eye" foi ao ar

    O reality de 2003 está de volta na Netflix com uma nova formação e mostra o quanto a representação LGBTQ mudou desde então.

    Você já deve ter ouvido falar que a Netflix trouxe de volta o reality "Queer Eye", no qual cinco apresentadores gays ajudam a transformar a vida de homens que precisam de uma repaginada por dentro e por fora.

    Reprodução/Netflix

    O elenco traz novos "Fab 5", como eram chamados: (da esq. para a dir.) Antoni - especialista em comida, Tan - especialista em moda, Bobby - especialista em decoração, Karamo - especialista em cultura e Jonathan - especialista em beleza.

    As mudanças no formato para 2018 foram elogiadas e mostram o quanto a representação LGBTQ na cultura pop evoluiu desde que a série original estreou.

    Reprodução/Netflix

    Nesta nova temporada, são discutidos assuntos como racismo, violência policial, polaridade política e o preconceito com gays afeminados.

    A verdade é que, lá em 2003 quando o programa original estreou, os "Fab 5" estavam apresentando o conceito ao público hétero de massa e, para isso, acabavam caindo em estereótipos.

    Reprodução/Bravo

    O padrão de beleza, de comportamento e do que significava ser gay naquela época era bastante restrito e o programa não saía muito da transformação superficial dos homens.

    Pode não parecer que evoluímos tanto assim, mas em 2003 o casamento igualitário não era previsto por lei no Brasil e nem nos Estados Unidos.

    Odd Andersen / AFP / Getty Images

    A norma do Conselho Nacional de Justiça passou a valer para todos os cartórios do Brasil em 2013. Já nos EUA, a lei se tornou efetiva nos 50 estados a partir de 2015, na administração de Obama.

    Hoje lutamos por mais representatividade porque, nos anos 2000, era comum ver o "Zorra Total" falando de personagens LGBTQ assim:

    Reprodução/Globo / Via Twitter: @perigo__

    A feminilidade do personagem de Lucio Mauro Filho era respondida com desgosto pelo pai interpretado por Jorge Dória.

    Sem falar no Pit Bicha de Tom Cavalcante.

    Reprodução/Globo / Via globoplay.globo.com

    O personagem era uma caricatura da cultura do couro entre homens gays e da sua pretensa masculinidade.

    2003 ainda não tinha visto o surgimento de "RuPaul's Drag Race" e a personagem de Vera Verão era chamada de bicha de forma pejorativa todo sábado em "A Praça é Nossa".

    Reprodução/SBT / Via youtube.com

    A personagem da drag queen quebrou muitas barreiras na TV, mas ainda assim era achincalhada para fazer rir.

    Em "As Filhas da Mãe", de 2001, uma das primeiras personagens transexuais da TV era alvo de piadas e especulações sobre sua cirurgia de transgenitalização.

    Reprodução/Globo

    A Ramona, vivida pela atriz Claudia Raia ainda sofria com um par romântico (Alexandre Borges) que não a aceitava.

    Em 2005, Jean Wyllys gritou para todo mundo ouvir que estava sendo vítima de homofobia dentro da casa do "BBB" e conseguiu se tornar o vencedor da edição.

    Reprodução/Globo

    O feito só se repetiu dez anos depois, quando Vanessa venceu a 14ª edição do programa após assumir um romance com a Clara dentro da casa.

    Sem falar que a maioria dos casais gays das novelas ficava por baixo do pano e teve até beijo cancelado de última hora na novela "América".

    Reprodução/Globo

    Em 2005, o último capítulo da novela teria um beijo entre Junior, vivido por Bruno Gagliasso, e Zeca, interpretado por Erom Cordeiro. Mas tudo acabou cancelado. O primeiro beijo gay no horário nobre da Globo só foi acontecer em 2014 na novela "Amor à Vida".

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