Posted on 26 de ago de 2016

    Entre sujos, mal-lavados e “burrice infinita”, Senado tem 2º dia de lama

    Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi ao microfone para rebater Gleisi Hoffmann (PT-PR). E aí as coisas saíram do controle. De novo.

    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi ao microfone na manhã desta sexta (26) para rebater declarações dadas por Gleisi Hoffmann (PT-PR) ontem — a senadora disse que nenhum dos colegas tinha "moral" para julgar Dilma.

    "Como uma senadora pode fazer uma declaração dessas?", questionou Renan, que em seguida falou dele próprio em terceira pessoa: "Uma senadora que há 30 dias o presidente do Senado Federal conseguiu no Supremo Tribunal Federal desfazer o seu indiciamento e o do seu esposo", afirmou.

    TV Senado / Reprodução

    Corre no STF um inquérito que investiga Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, sob suspeita de participação em um esquema de desvios na administração de empréstimos consignados a servidores.

    Paulo Bernardo chegou a ser preso, mas depois foi solto. A investigação está no escopo da Operação Lava Jato.

    Antes, Renan alfinetou: "Eu fico muito triste porque essa sessão é sobretudo uma demonstração de que a burrice é infinita".

    Enquanto o presidente do Senado ainda falava ao microfone, Gleisi e outros petistas começaram a se encaminhar em direção a ele. Ela gritava: "É mentira! É mentira!".

    TV Senado / Reprodução

    Cercado, Renan chegou a empurrar o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que ontem se engalfinhou com Ronaldo Caiado (DEM-GO). Hoje, ele gritava para Renan: "Que baixaria! Que baixaria!".

    TV Senado / Reprodução

    Dado o cenário, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski — que está conduzindo o julgamento —, suspendeu a sessão, assim como fez após a briga de ontem.

    TV Senado / Reprodução

    Pouco antes, Renan tinha se dirigido a Lewandowski e expressado a preocupação de que o julgamento passasse a impressão ao mundo de que as sessões estão ocorrendo num hospício.

    A fúria de Renan surpreendeu até os correligionários. Segundo aliados do presidente do Senado, ele perdeu a calma quando os petistas Gleisi e Lindbergh se aproximaram.

    Agora em Brasília: Aliados contam que Renan perdeu a cabeça porque Gleisi e Lindbergh ficaram reclamando enquanto ele discursava.

    Líder do PMDB no Senado, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) afirmou ao BuzzFeed Brasil que as declarações de Gleisi para Renan, fora do microfone, foram "impublicáveis".

    Agora em Brasília: Eunício diz que "é impublicável" o que Gleisi disse para Renan.

    A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) resumiu assim:

    Agora em Brasília: "Aqui tem muito sujo falando do mal lavado", diz a senadora Fatima Bezerra, do PT. #impeachment

    O segundo arranca-rabo em dois dias de julgamento virou até piada entre os senadores.

    Agora em Brasília: "A que ponto chegamos: Magno Malta agora é um pacificador", brinca Aécio com o colega.

    Em rodinha com o senador tucano Aécio Neves (MG), Magno Malta (PR-ES) filosofou: "Tem gente pensando que isso é um circo. Ou um hospício".

    Agora em Brasília: Aécio e Magno Malta (PR-PP) repassam os últimos insultos no #impeachment. Circo ou hospício?

    De qualquer maneira, os senadores não deixaram de fazer política. Aproveitaram o intervalo para continuar articulando.

    Agora em Brasília: Aécio costura com Caiado a estratégia do governo. Antes, conversou com Renan.

    BuzzFeed Daily

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