10 dicas para quem tem mania de julgar os outros, mas quer mudar

    Julgar é algo natural — todos fazemos isso. Porém, podemos mudar esse hábito e mostrar aos outros (e a nós mesmos) um pouco mais de compaixão.

    Maritsa Patrinos / BuzzFeed

    Mesmo que você não se considere alguém que tem o (mau) costume de julgar os outros, com certeza já houve momentos na sua vida em que você se pegou fazendo isso.

    Por exemplo, se você fez aquele "tsc" quando Ariana Grande e Pete Davidson anunciaram o noivado depois de alguns segundos de namoro, então você julgou, caro leitor e leitora.

    Tudo bem que revirar os olhos para relacionamentos de celebridades não seja grande coisa — afinal, eles não te conhecem pessoalmente e, portanto, sua opinião não irá afetá-los. No entanto, você provavelmente também já julgou alguém que conhece — digamos, aquela sua amiga, ou seu amigo, que está namorando alguém que você sabe que não presta, ou uma colega que vestiu algo que você considera inadequado para o ambiente de trabalho. Esse tipo de julgamento pode magoar muito outras pessoas e ainda te deixar exausto(a) no fim do dia.

    Então por que perder tempo criticando e julgando as escolhas dos outros quando você poderia estar concentrado(a) no seu próprio crescimento pessoal?

    "Julgar é comparar os outros a nós mesmos", explica a coach Karin Ulik ao BuzzFeed. "Julgar os outros nos ajuda a ter a sensação de segurança. É uma ação que usamos para controlar nossa vida e a situação ao nosso redor, às vezes inconscientemente. Uma vez que nos damos conta disso, podemos tomar atitudes para mudar."

    Julgar é algo natural — todos fazemos isso. Porém, podemos mudar esse hábito e mostrar aos outros (e a nós mesmos) um pouco mais de compaixão. Se você quer mesmo parar de julgar os outros, especialistas em comportamento humano têm algumas dicas.

    1. Se pergunte por que você sentiu necessidade de julgar.

    Mandando a real aqui: aquela ânsia em julgar, muito frequentemente, está associada a alguma insegurança profundamente enraizada dentro nós.

    Não estamos realmente julgando a escolha da outra pessoa, estamos simplesmente tentando nos fazer sentir melhor quanto às nossas próprias escolhas colocando os outros para baixo.

    A coach Esther Gonzalez Freeman acredita que uma das melhores maneiras de passar a julgar menos é "redirecionar nossos pensamentos para a curiosidade" sobre nós mesmos, tentando descobrir o motivo primário que nos levou a querer julgar a outra pessoa. Ela recomenda que você faça essas simples perguntas: "O que isso tem a ver comigo?", ou: "Por que isso me incomodou?"

    "Redirecionar seu pensamento para a autorreflexão te ajudará a compreender melhor o motivo que te levou a querer se sentir melhor a princípio", diz.

    2. Perceba o que incita sua vontade de julgar.

    Muitas vezes julgamos por reflexo, não como resultado de uma atitude consciente.

    Identificar os momentos em que você está mais propenso(a) a julgar pode te ajudar a diminuir seus pensamentos críticos.

    Segundo a coach em inteligência emocional Karlyn Percil, tomar consciência de nossos hábitos emocionais é a chave para criar novas sinapses (i.e. aprender a julgar menos). "Por exemplo, temos mais tendência a julgar quando estamos estressados? Quando estamos com certa pessoa? De manhã, ou à noite?"

    Aprender o que dispara sua ânsia em julgar te ajudará a ficar alerta para se antecipar a esses sentimentos quando eles surgirem.

    3. Pare e considere os motivos para o comportamento de alguém.

    Geralmente não sabemos o que levou uma pessoa a fazer algo que desaprovamos. Então, pare e pense: você provavelmente já deve ter feito algo que outras pessoas acharam estranho ou bizarro, mas houve um motivo, não é? Estenda esse mesmo benefício da dúvida para outras pessoas e pense nos motivos possíveis que podem tê-las levado a fazer o que fizeram.

    Raffi Bilek, terapeuta e diretor do Centro de Terapia de Baltimore, usa o exemplo da mãe empurrando o filho no balanço enquanto usa o celular. Você pode imediatamente chegar à conclusão de que ela deveria prestar mais atenção à criança, mas em vez de se deixar levar por esse pensamento, se pergunte: "Por que será que ela está fazendo isso?"

    "Talvez ela esteja falando com alguém sobre uma situação urgente," diz Bilek. "Talvez ela tenha ficado doente por uma semana e esteja lidando com o trabalho atrasado, mas precisa cuidar do filho porque a babá não estava disponível."

    Maritsa Patrinos / BuzzFeed

    4. Se você está se julgando muito, use técnicas de respiração com afirmações positivas para acalmar seus pensamentos.

    Até agora só falamos sobre julgar os outros, mas o pior tipo de julgamento é a autocrítica.

    Da próxima vez que você se pegar fixado(a) em um pensamento, ação ou comportamento, pare por um momento e experimente repetir essa afirmação (sugerida pela coach em recuperação da imagem corporal Lisa Diers): Ao inspirar, recite na sua cabeça: "eu sou". Ao expirar, pense: "o suficiente." Repita o quanto precisar.

    "Quando juntamos uma citação favorita ou uma afirmação positiva com nossa respiração, temos a oportunidade de assimilar esse pensamento ao mesmo tempo em que acalmamos nosso sistema nervoso", diz Diers.

    5. Escreva exatamente o que você pensou ao julgar alguém. Depois, tente reescrever isso de maneira positiva.

    Ulik sugere que, da próxima vez que você julgar alguém, escreva o que pensou. Então, reescreva esse pensamento de forma positiva.

    "Por exemplo, se você julga o estilo da sua amiga como sendo de mau gosto, um pensamento que pode passar pela sua cabeça é: Nossa, a Kathy conseguiu usar outra camisa feia hoje. O que será que ela está pensando?", diz. "Uma forma positiva/empática de reescrever esse pensamento seria: 'Kathy parece se sentir confortável consigo mesma independente do que está vestindo. Preciso perguntar qual é o seu segredo.'"

    Pode parecer um pouco bizarro no começo, mas Ulik diz que, ao reescrever nossos pensamentos negativos de forma positiva, nos tornamos melhores aliados para nossos amigos e também nos sentimos melhor com a gente mesmo.

    6. Sinta o aroma de um óleo essencial.

    Se irritar por algo que outra pessoa disse ou fez pode causar ainda mais raiva e descontrole.

    Para se acalmar e mudar de foco, a assistente social Sheri Heller sugere sentir o aroma de um óleo essencial. Isso te ajudará a esfriar a cabeça e a se desviar dos pensamentos que teve na hora da raiva. Assim, você poderá redirecionar sua energia para a resolução do conflito ou agir de maneira mais compassiva com a outra pessoa.

    "Assim, você focará menos na retaliação e na culpa e mais no esclarecimento da ofensa (real ou percebida) que deu origem à toda essa agressividade."

    7. Experimente a técnica dos "cinco sentidos" da atenção plena [mindfulness].

    Se você não tem um óleo essencial à mão, a assistente social Madelyn Gallagher sugere que use uma técnica do mindfulness chamada "cinco sentidos" – isso fará você se acalmar e trocar seus pensamentos negativos por sentimentos mais compassivos.

    "Descreva cinco coisas que você está vendo no momento, quatro que você está tocando e sentindo, três coisas que você está ouvindo, duas coisas que está cheirando e uma coisa que está sentindo o gosto. Isso te trará para o presente e te fará considerar melhor as intenções por trás de suas ações," disse Gallagher ao BuzzFeed.

    Maritsa Patrinos / BuzzFeed

    8. Pegue mais leve com você mesmo(a) quando se sentir culpado(a) por julgar os outros.

    O que é pior que julgar alguém? Julgar a si mesmo(a) por julgar os outros.

    "Lembre-se que todos nós julgamos, e que você não é uma pessoa horrível por causa disso," disse a assistente social Fara Tucker ao BuzzFeed. "Lembre-se que, às vezes, o julgamento é um mecanismo de autodefesa (por exemplo, julgamos os outros para não sermos julgados; julgamos quando nos sentimos vulneráveis ou assustados). Cuide da parte de você que pode estar necessitando de proteção, que pode estar ferida por algum motivo."

    Heller acrescenta que cuidar de si mesmo(a) pode ajudar a aumentar sua autoestima. "O autocuidado e o amor próprio te levam também a tratar os outros com mais respeito", disse. Por isso, cozinhe algo diferente para você mesmo(a); vá a um show, ao cinema, a uma peça; faça uma massagem, tire férias ou tire um dia para cuidar da sua saúde mental; ou peça ajuda a um amigo.

    9. Se esforce para interagir com pessoas, lugares e ideias diferentes.

    O julgamento frequentemente vem da nossa falta de convivência com pessoas, comportamentos ou ações fora da nossa bolha. Então, geralmente está baseado nos nossos preconceitos e naquilo que crescemos achando ser verdade.

    Para quebrar algumas dessas crenças enraizadas, o psicólogo Lucio Buffalmano sugere viajar mais.

    "Quanto mais você sai da sua caixinha, com seus costumes e tradições, mais você se acostuma com o 'diferente'," disse ao BuzzFeed. "E você vai passar a ser menos desconfiado(a) com relação a aquilo que costumava desaprovar."

    10. Lembre-se de que todos estão fazendo seu melhor.

    A terapeuta familiar e de casais Sarah Epstein sugere que você se pergunte: "E se a pessoa já está tentando seu melhor?" Isso vai imediatamente evocar sentimentos mais empáticos e podar um pouco a negatividade.

    "Se uma pessoa já está fazendo o melhor que pode com o que tem, fica muito mais difícil julgá-la. Quando sentimos que não estão tentando o suficiente, é quando começamos a julgar."

    A tradução deste post (original em inglês) foi editada por Luísa Pessoa.

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