Posted on 6 de nov de 2017

    A morte desta garota em Alexânia mostra mais uma vez que o feminicídio existe

    Até quando?

    Na manhã desta segunda-feira (6), Raphaella Noviski, de 16 anos, foi assassinada dentro de uma escola em Alexânia, Goiás.

    Reprodução / G1 / Via g1.globo.com

    O suspeito é um rapaz de 19 anos, que disparou ONZE tiros contra a garota. Em depoimento, ele disse que "sentia muito ódio" porque Raphaella não quis namorar com ele.

    E é aí que a história fica parecida com muitas outras que vemos diariamente: "homem mata mulher porque não aceita fim do relacionamento".

    Reprodução / Google

    Casos assim são tão recorrentes que em 2015 foi criada uma lei específica para quando mulheres são assassinadas pelo simples fato de serem mulheres. A este crime é dado o nome de FEMINICÍDIO.

    Porém, muita gente ainda questiona a necessidade de um termo e lei específica para este tipo de crime.

    Tem homem que REALMENTE vai em post sobre feminicídio SÓ PRA DIZER QUE O TERMO NÃO EXISTE AMORES VÃO VIVER VÃO LAVAR O PAU PARA DE SER BURRO

    Dar esse nome para crimes desta natureza é muito importante porque antes eles eram chamados de "crimes passionais".

    Mas fica difícil acreditar que o motivo para alguém planejar por UM ANO a morte de uma garota porque recusou um pedido de namoro seja paixão.

    Reprodução / G1 / Via g1.globo.com

    O que fica claro é que o garoto que assassinou Raphaella e tantos outros homens que matam suas atuais ou ex-companheiras enxergam as mulheres como propriedades.

    Este sentimento é muito comum, está fundamentado nas diferenças sociais entre homens e mulheres e tem origens históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais.

    Então, muitos homens, quando recebem um NÃO de uma mulher, têm uma reação violenta. De acordo com o Mapa da Violência de 2015, foram registrados 13 homicídios femininos por dia.

    Hoje foi Raphaella, ontem foi Camilla e sabemos que amanhã mais uma mulher será assassinada pelo mesmo motivo.

    Reprodução / UOL / Via noticias.uol.com.br

    A pergunta que fica é: ATÉ QUANDO?

    Veja também:

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