25 filmes em que as cenas de sexo são reais

    O que não significa que sejam pornôs.

    1. "O Império dos Sentidos" (1976):

    Entertainment One Films

    Dirigido por: Nagisa Oshima

    Escrito por: Nagisa Oshima

    Baseado na história real de Sada Abe, uma mulher japonesa que — alerta de spoiler — eroticamente asfixiou seu amante, cortou seu pênis e o guardou em sua bolsa, "O Império dos Sentidos" é tão explícito quanto se espera do tema. O sexo é verdadeiro; o assassinato e a remoção do genital, ainda bem, não são.

    2. "Une vraie jeune fille" (1976):

    Rézo Films

    Dirigido por: Catherine Breillat

    Escrito por: Catherine Breillat

    O tema de "Une vraie jeune fille" é... difícil, para dizer o mínimo. O filme mostra a exploração sexual sofrida por uma garota de 14 anos, Alice (Charlotte Alexandra). Todas as cenas explícitas foram filmadas com atores maiores de idade, mas, ainda assim, é inquietante. E, sim, uma minhoca foi ferida durante as gravações. (Você não quer saber).

    3. "Calígula" (1979):

    Image Entertainment

    Dirigido por: Tinto Brass

    Escrito por: Gore Vidal

    "Calígula" é totalmente NSFW, mesmo sem o sexo (afinal, há incesto necrofilíco). No entanto, Bob Guccione, o fundador da revista "Penthouse", que financiou o filme, acrescentou cenas explícitas que — bem, elas são pornográficas. É pornográfico. Não que tenha alguma coisa de errado com isso.

    4. "Parceiros da Noite" (1980):

    Warner Bros.

    Dirigido por: William Friedkin

    Escrito por: William Friedkin

    "Parceiros da noite" foi muito criticado por ser homofóbico, mas esse suspense, em que Al Pacino interpreta um policial disfarçado em bares de fetiche gay para encontrar um assassino, é muito mais complicado do que isso. As cenas de assassinato foram filmadas enquanto ocorria sexo gay de verdade, o que definitivamente pede por análise — mas não rejeição.

    5. "Os Idiotas" (1988):

    Zentropa

    Dirigido por: Lars von Trier

    Escrito por: Lars von Trier

    Lars von Trier aparece algumas vezes nessa lista, e por um bom motivo. Em "Os Idiotas", um grupo de amigos perde sua inibição ao aceitar seu "idiota interior". Isso significa muita nudez e uma orgia ocasional. A maior parte das cenas de sexo foi simulada, mas pelo menos uma cena aconteceu de verdade.

    6. "Romance X" (1999):

    LionsGate

    Dirigido por: Catherine Breillat

    Escrito por: Catherine Breillat

    Mais de duas décadas após "Une vraie jeune fille", Catherine Breillat mostrou sua contínua disposição em explorar a sexualidade. "Romance X" acompanha Marie (Caroline Ducey), que procura por uma realização sexual longe de seu namorado.

    7. "Pola X" (1999):

    Entertainment One Films

    Dirigido por: Leos Carax

    Escrito por: Leos Carax e Jean-Pol Fargeau

    Dublês supostamente foram usados na maioria das cenas explícitas de "Pola X", então não está claro se houve sexo real entre Guillaume Depardieu e Yekaterina Golubeva, que interpretam irmãos e amantes nessa adaptação livre de um romance de Herman Meilville.

    8. "Baise Moi" (2000):

    Pan-Européenne

    Dirigido por: Virginie Despentes e Coralie Trinh Thi

    Escrito por: Virginie Despentes e Coralie Trinh Thi

    O título "Baise Moi" foi traduzido para outras línguas como "Me Beije", "Me Foda", "Me Estupre", então talvez funcione melhor no ambíguo francês. Esse suspense sobre vingança de estupro é cheio de sexo não simulado, embora a violência explícita não seja, naturalmente, de verdade.

    9. "O Fantasma" (2000):

    Rosa Filmes

    Dirigido por: João Pedro Rodrigues

    Escrito por: Alexandre Melo e José Neves

    O filme português "O Fantasma" acompanha Sergio (Ricardo Meneses) pela cidade de Lisboa. Os lindos atores podem tentá-lo a assistir esse filme como pornô, mas, se você estiver procurando só por isso, provavelmente vai se decepcionar.

    10. "Intimidade" (2001):

    Entertainment One Films

    Dirigido por: Patrice Chéreau

    Escrito por: Patrice Chéreau e Anne-Louise Trividic

    Jay (Mark Rylance) e Claire (Kerry Fox) são dois desconhecidos que começam a fazer sexo semanal, aos poucos desenvolvendo um laço emocional entre si.

    11. "Ken Park" (2002):

    Vitagraph Films

    Dirigido por: Larry Clark e Ed Lachman

    Escrito por: Larry Clark e Harmony Korine

    As perturbadoras histórias de "Ken Park" são muito sexuais, e a maioria delas envolve adolescentes. Claro, todos os atores eram maiores de 18 anos e a maior parte do sexo foi simulada (embora realista) — exceto pela masturbação. O que, sim, totalmente conta.

    12. "Brown Bunny" (2003):

    Wellspring Media

    Dirigido por: Vincent Gallo

    Escrito por: Vincent Gallo

    É preciso um tipo especial de autor para escrever, dirigir e estrelar um filme que o envolve recebendo sexo oral até o fim em cena. Mas Vincent Gallo fez isso em "Brown Bunny" com Chloe Sevigny. Houve certa controvérsia sobre isso ter sido ou não real — mas foi.

    13. "9 Canções" (2004):

    Optimum Releasing

    Dirigido por: Michael Winterbottom

    Escrito por: Michael Winterbottom

    O filme "9 Canções" inclui gravações reais de shows de bandas como Franz Ferdinand, The Dandy Warhols e Black Rebel Motorcyle Club — mas, claro, a maior parte da atenção vai para o sexo não simulado constante entre os protagonistas Kieran O'Brien e Margo Stilley.

    14. "Anatomia do Inferno" (2004):

    Tartan Video

    Dirigido por: Catherine Breillat

    Escrito por: Catherine Breillat

    Outro filme de Catherine Breillat e outra atuação não pornográfica (mas, também, você sabe, totalmente pornográfica) do ator pornô italiano, Rocco Siffredi. "Anatomia do Inferno" não só é explícito, mas também incrivelmente chocante, com alguns efeitos visuais únicos que desvendam o lado mais obscuro da sexualidade.

    15. "Reich Framboesa" (2004):

    Peccadillo Pictures

    Dirigido por: Bruce LaBruce

    Escrito por: Bruce LaBruce

    Os filmes de Bruce LaBruce são um gosto adquirido. E, se você adquiriu gosto por eles, eles são deliciosos demais. "Reich Framboesa" é uma sátira hilária do que LaBruce chama de "menina terrorista" que olha para a ideia da homossexualidade como um ato radical. Também tem muito sexo não simulado — e uma versão pornô que inclui ainda mais.

    16. "Deite Comigo" (2005):

    THINKFilm

    Dirigido por: Clément Virgo

    Escrito por: Clément Virgo e Tamara Faith Virgo

    "Deite Comigo" é notável em parte porque os dois protagonistas, Eric Balfour e Lauren Lee Smith, são muito conhecidos — principalmente Balfour — e fazem sexo não simulado. De outra forma, é outro tipo de versão do modelo de "O Último Tango em Paris", embora com um distinto estilo canadense (a história se passa e é gravada em Toronto).

    17. "8mm 2" (2005):

    Sony Pictures Home Entertainment

    Dirigido por: J.S. Cardone

    Escrito por: Robert Sullivan

    A coisa mais estranha sobre "8mm 2" é que ele não tem nada a ver com o filme "8 mm". O título original era "The Velvet Side of Hell" (O lado aveludado do inferno, em tradução livre), mas ele acabou sendo renomeado como uma sequência, mesmo não sendo. Tem, contudo, muito sexo não simulado, bem como cenas pornográficas de verdade.

    18. "Shortbus" (2006):

    THINKFilm

    Dirigido por: John Cameron Mitchell

    Escrito por: John Cameron Mitchell

    "Shortbus" talvez seja um dos filmes mais conhecidos com sexo não simulado. Também é um dos melhores. Ele é sexualmente explícito, sim, mas também é caloroso e engraçado. Ele deve um pouco aos filmes anteriores com sexo não simulado: o ovo vibratório que Sofia (Sook-Yin Lee) usa é mostrado em "O Império dos Sentidos".

    19. "Otto; or, Up with Dead People" (2008):

    Strand Releasing

    Dirigido por: Bruce LaBruce

    Escrito por: Bruce LaBruce

    Otto é um zumbi. Ou talvez não seja. Ele definitivamente tem fome por... algo. Esse é outro filme de Bruce LaBruce, então claro que ele é artistíco, estranho e altamente erótico. Muito do sexo é real, embora a imensa quantidade de sangue não seja. Novamente, não está claro o quanto da sanguinolência é apenas um produto da mente deturpada de Otto.

    20. "Anticristo" (2009):

    IFC Films

    Dirigido por: Lars von Trier

    Escrito por: Lars von Trier

    No prólogo de "Anticristo", um casal está transando no chuveiro (não simulado, como era de se esperar), quando seu filho cai de uma janela e morre. Como o homem e a mulher sem nome, Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg usaram dublês nas cenas explícitas. Aviso: mutilação genital culminante.

    21. "Um Estranho no Lago" (2013):

    Strand Releasing

    Dirigido por: Alain Guiraudie

    Escrito por: Alain Guiraudie

    Fazer uma relação entre sexo gay e violência não é nada novo — veja "Parceiros da Noite", mas também "Festim Diabólico" de Alfred Hitchcock e inúmeros outros. "Um Estranho no Lago", entretanto, é uma versão mais moderna do conceito, com um assassinato ocorrendo em um lago nudista e famoso local de paquera gay. O nu masculino aparece constantemente.

    22. "Wetlands" (2013):

    Strand Releasing

    Dirigido por: David Wnendt

    Escrito por: David Wnendt e Claus Falkenberg

    "Wetlands" é um filme nojento. Isso não é um julgamento: é apenas um fato. Helen (Carla Juri) é tão anti-higiênica que ela sente prazer com assentos de privada usados. A maior parte do sexo no filme é simulada, embora haja um momento marcante (e de verdade) em que um grupo de homens se masturbam sobre uma pizza.

    23. "Ninfomaníaca" (2014):

    Magnolia Pictures

    Dirigido por: Lars von Trier

    Escrito por: Lars von Trier

    "Ninfomaníaca" merece ser incluído nessa lista? Talvez não. Houve muita discussão sobre o sexo que aparece no decorrer do filme, já que genitais de atores pornô foram colocados digitalmente nos corpos dos atores. Então é sexo simulado e não simulado ao mesmo tempo, na verdade. Mas também é de Lars von Trieer, então nós vamos deixá-lo nesta lista.

    24. "Pasolini" (2014):

    Europictures

    Dirigido por: Abel Ferrara

    Escrito por: Maurizio Braucci

    O importante cineasta italiano Pier Paolo Pasolini ganha um filme biográfico que não tem vergonha de sua vida sexual. Há mais do que isso, claro, mas, para os fins dessa lista, ele é marcante pelo sexo não simulado.

    25. "Love" (2015):

    Alchemy

    Dirigido por: Gaspar Noé

    Escrito por: Gaspar Noé

    Há um enredo em "Love", mas ele é secundário em relação ao sexo. A história de amor de Gaspar Noé é gráfica, explícita e, sim, filmada no glorioso 3D. Pode chamar de pornô, se quiser, mas não há como negar a inovação de ver a ejaculação voar na sua cara da distância segura de uma poltrona de cinema.

    Este post foi traduzido do inglês.

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