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Updated 27 de jul de 2016

Jatos da Marinha colidem em exercício e um dos pilotos está desaparecido

Nesta quarta, Marinha disse que exercício não tinha relação com esquema de segurança dos Jogos Olímpicos.

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O que sabemos até agora sobre o acidente entre caças da Marinha no Rio:

  • Em nota, Marinha confirmou que dois caças se chocaram no litoral do Rio.
  • Um dos caças conseguiu pousar e piloto escapou ileso. O outro caiu no mar. Piloto caiu no mar e está desaparecido.
  • Os aviões são do modelo AF-1 Skyhawk são veteranos da guerra do Golfo (1990-1).
  • Aeronaves foram fabricadas em 1976 e fazem parte de programa de modernização.
  • Militares do Exército relataram o que seria um paraquedas aberto sobre o mar - informação não foi confirmada pela Marinha.
  • Durante a noite, equipes usaram óculos de visão noturna e equipamentos infravermelhos.
Marinha / Divulgação

Militares do Exército relataram o que seria paraquedas no mar; Marinha não confirma.

Militares do Exército que participam do grupo de resgate que procura o piloto da Marinha desaparecido em um choque entre dois caças no litoral do Rio relataram que que foi visto o que seria um paraquedas aberto sobre a água, a cerca de 100 km do litoral de Saquarema.

O piloto, cuja identidade está sendo preservada, continua desaparecido.

A informação do paraquedas partiu de integrantes do Grupo de Ensaios e Avaliações do Cavex (Comando de Aviação do Exército), que auxilia nas buscas desde a noite de ontem. Nem o Corpo de Bombeiros nem a Marinha confirmam a localização de um paraquedas.

Se confirmada a informação do paraquedas, isso significa que o piloto do caça AF-1B conseguiu realizar a ejeção da cabine após a colisão com uma aeronave do mesmo modelo durante um exercício de ataque ar-terra. O piloto do segundo avião conseguiu estabilizar o caça e pousá-lo na base de São Pedro D'Aldeia.

O AF-1B que caiu no mar foi modernizado recentemente. O cockpit estava equipado com um equipamento de ejeção 0-0, capaz de lançar o assento mesmo de altura de zero metro e a velocidade zero.

No ano passado, a revista Asas, uma publicação especializada que reportou detalhes da modernização da aeronave na fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). Leia aqui.

Especialistas ouvidos pelo BuzzFeed Brasil afirmam que o sucesso da ejeção depende de fatores críticos como altura e a posição da aeronave. Desde ontem, a Marinha tem sido cautelosa e fala somente em "provável ejeção".

As buscas ocorreram durante toda a noite e prosseguem nesta quarta. Há quatro fragatas - Liberal, Constituição, União e Greenhalgh - e o navio-sonar Vital de Oliveira vasculhando o perímetro do acidente.

Durante a noite, dois helicópteros do Comando de Aviação Exército auxiliaram as buscas. Os militares utilizaram óculos de visão noturna e utilizando equipamentos infravermelhos.

Entenda como ocorreu o acidente:

A Marinha divulgou uma nota em que confirmou que dois aviões se chocaram no início da noite desta terça (26), a 38 km do litoral do estado do Rio.

O acidente ocorreu durante um exercício. Inicialmente, foi publicado que estava relacionado com a Olimpíada, mas nesta quarta a Marinha informou que não havia relação com o esquema de segurança dos jogos.

Um dos aviões, mesmo avariado, foi conduzido pelo piloto até uma pista de pouso na cidade de São Pedro D'Aldeia e pousou.

O outro avião caiu no mar. Segundo a Marinha, houve a "provável" ejeção do assento e ainda está desaparecido. Equipes de busca tentam localizá-lo.

Segundo a Marinha, os dois caças encontravam-se realizando treinamento de ataque a alvos de superfície com a fragata Liberal, a cerca de 100 km ao largo do litoral de Saquarema (RJ).

Durante o voo de afastamento do navio, em formação tática para a realização de um novo ataque, houve a colisão e a "provável ejeção" do piloto.

As operações de busca e salvamento foram iniciadas com navios, aeronaves, além de lanchas de apoio do corpo de bombeiros do Rio.

Até o momento, o piloto não foi encontrado. As buscas prosseguirão pelo período noturno com o emprego de navios e aeronaves.

Os caças eram AF-1 Skyhawk, modelo recentemente modernizado pela Embraer, que promoveu a revisão geral dos motores e instalou equipamentos tecnológicos de alta precisão, além de novos rádios.

Veterano da primeira Guerra do Golfo (1990-1), o avião abaixo é o N-1011, que caiu no mar nesta terça.

João Paulo Moralez / revista ASAS

Os AF-1 Skyhawk que colidiram no litoral do Rio são veteranas da primeira Guerra do Golfo (1990-1) e pertenceram à Força Aérea do Kwait. Elas participaram da coalizão que atacou e derrotou Saddam Hussein.


Comprados do Kwait em 1997, os Skyhawks comprados envolvidas no acidente foram fabricadas em 1976, a última versão de um projeto do final dos anos 1950.

A Marinha brasileira comprou 23 aeronaves. Em 2013, 12 delas passaram a integrar um programa de modernização na Embraer.

Segundo a Embraer, o AF-1 está recebendo novos sistemas de navegação e de geração de energia, armamentos atualizados e aparelhos de comunicação, sensores e radar de última geração. Com isso, as aeronaves deveriam ficar operacionais até 2025.

O N-1011, o caça que caiu no mar, foi um dos aviões modernizados.

"Até o acidente, sabia-se que somente uma aeronave tinha sido modernizada. Hoje, a Marinha informou que dois caças já receberam o update e um deles teria sido este que caiu", disse o especialista em defesa Alexandre Galante, ao BuzzFeed Brasil.

"Esse tipo de acidente é inerente à atividade. É uma das profissões mais perigosas do mundo”, disse Galante, que é ex-militar da Marinha.

Este post será atualizado quando surgirem novas informações.

BuzzFeed Daily

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