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Jovem é agredido ao tentar defender travesti em protesto no Rio

Confusão aconteceu em bar na rua Voluntários da Pátria, em Botafogo.

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Lucas, 25, foi ferido no fim de um protesto contra a lesbofobia (preconceito contra lésbicas) na noite da última quarta-feira (1°), no Rio de Janeiro. Pelo menos outras duas pessoas ficaram feridas.

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Maria Clara estava em um dos bares no bairro de Botafogo e viu o conflito acontecer. Ela foi testemunha, acompanhou Lucas até a delegacia e depois relatou o que viu em um post no Facebook.

Tínhamos terminado um protesto contra o bar em frente por lesbofobia. Paramos no Durangos pra beber e protestar contra o bar em frente, onde lésbicas foram assediadas e agredidas verbalmente, que motivou o protesto. O dono do Durangos começou a dizer que não podíamos ficar lá, que era pra gente sair e que não nos queria por lá. Partiu pra cima de mim tentando tirar meu megafone, foi quando o Lucas se meteu na frente. De repente vieram caras dizendo que eram seguranças do lugar.

Após a confusão começar, a polícia foi chamada ao bar Durangos para resolver a situação.

A passeata, que contava com cerca de 50 pessoas, começou na praça São Salvador e terminou no bar, na rua Voluntários da Pátria.
Reprodução / Via Facebook

A passeata, que contava com cerca de 50 pessoas, começou na praça São Salvador e terminou no bar, na rua Voluntários da Pátria.

Quebrei uma garrafa pra me defender. Bruno (outro participante da manifestação) entrou pra me ajudar e ajudar o Lucas. Fui agredida, minha mão sangrava e eles foram agredidos no chão. A polícia foi muito agressiva com a gente enquanto tratavam os agressores com camaradagem.

Depois das postagens, a página do bar Durangos no Facebook foi inundada por comentários de pessoas revoltadas com as agressões.

Reprodução / Via Facebook: DurangosRJ
Não vou detalhar como aconteceu e os prejuízos para todos. Um desvio no contexto pode se transformar em pretexto para a mentira e se transformar em verdade. Neste ponto, deixo para as autoridades competentes apurarem e tomarem as medidas cabíveis aos lados envolvidos. Sinto-me preocupado com a integridade física dos meus familiares, em especial do meu filho, que foi agredido e tem 17 anos.Sempre trabalhei com brancos, negros, homossexuais e toda e qualquer pessoa que estivesse precisando trabalhar e se enquadrasse dentro das necessidades mínimas da empresa para o cargo. Tenho hoje pessoas de várias opções sexuais trabalhando para mim, inclusive homossexuais.E, por fim, coloco-me a disposição, através da loja, para abrir as portas para TODOS, independente de etnia, cor de pele, credo e opção sexual.

Militantes LGBT já planejam um 'beijaço' no local para protestar contra o preconceito. O BuzzFeed Brasil ainda não conseguiu falar com Lucas, o jovem agredido.