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11 pessoas contam como começaram a se exercitar longe da academia

Rugby, longboard e circo são apenas algumas das opções.

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1. "O rugby, por ser ainda pequeno no Brasil, me deu a oportunidade de estar com um grupo que estava começando assim como eu."

Instagram: @ocaiuxo

Sempre tive dificuldade em todos esportes coletivos que experimentei. Afinal, na escola, todo mundo parecia já ter nascido sabendo jogar tudo, ao contrário de mim que era muito tímido e desajeitado.

O rugby, por ser um esporte ainda pequeno no Brasil, me deu a oportunidade de estar com um grupo que estava começando do zero, assim como eu. É um dos esportes mais inclusivos que já vi. Há posições para pessoas com todos os tipos de corpos e aptidões. Não importa se você é gordo ou magro, alto ou baixo: essa modalidade permite que todos possam cooperar durante as jogadas. A demanda física é alta e requer força, velocidade e condicionamento, variando de acordo com a posição do jogador.

Conheci meu time através de amigos que o fundaram, com o objetivo de reunir jogadores LGBT para uma inciativa de inclusão. Infelizmente, alguns esportes ainda carregam muito machismo, o que inibe a participação de quem não está a fim de sofrer preconceito.

Fico feliz de ter encontrado uma atividade física que seja dinâmica e que promova tanta integração, afinal esporte é bem mais do que exercício físico. - Caio Alves, 26 anos

2. "Como muitas mulheres, eu parei de praticar esportes coletivos depois da escola. Mas, quando me mudei para São Paulo, procurei um lugar onde pudesse jogar basquete."

Eu nunca fui muito boa, mas sempre fui apaixonada por basquete. Na verdade, eu nunca me destaquei em esportes coletivos, talvez por ser mais nova que as outras meninas da turma, talvez por ter sido muito magra. Jamais saberei. O fato é que, como muitas mulheres, eu parei de praticar esportes coletivos quando saí da escola. Quando me mudei para São Paulo, finalmente procurei um lugar onde pudesse jogar basquete. Afinal, tem tudo em São Paulo. Então, em 2016, depois de uma palestra do Olga Esporte Clube, foi montado um time de basquete que jogava na quadra de uma de nós. No começo não tinha treinadora: a que sabia mais, ensinava para que sabia menos. Nesse prédio, jogaram bitucas de cigarro, pedaços de cimento e nos xingaram por estarmos jogando. Até que fomos proibidas de usar a quadra.Demoramos alguns meses, conseguimos uma quadra em outro prédio e decidimos que precisaríamos de uma técnica para jogar melhor. A quadra deste prédio começou a ser reformada e, mais uma vez, ficamos sem quadra. Um tempo depois, uma companheira de time nos disse que havia uma quadrinha maravilhosa na praça Rotary, que estava sempre vazia. Fomos lá muito felizes, mas na semana seguinte, a quadra estava cheia de homens, que diziam que sempre jogavam ali. Conseguimos negociar um horário com eles, mas negociações foram ficando cada vez mais tensas. E, como mulheres, fomos ficando mais acuadas. Até que decidimos fazer um evento e convidar outras mulheres a ocuparem a quadra com a gente. Afinal, o espaço era público. Por que eles precisavam ficar quatro horas lá e a gente sem hora nenhuma? Foi aí que uma das jogadoras do time enviou um e-mail para a Magic Paula e ela respondeu: estarei lá. Então, numa segunda-feira, 10 de julho de 2017, conseguimos ter mais de 100 mulheres na quadra. Eu tive a honra de jogar contra a Magic Paula e, desde então, nos tornamos o coletivo Magic Minas. Nós conseguimos duas quadras, demos palestras, temos mais de 100 meninas no grupo de What'sApp, conseguimos visibilidade, apoio de grandes marcas. Mas ainda lutamos com a baixa ocupação das quadras em alguns dias da semana.Desde então, as segundas-feiras ganharam outro caráter. Mesmo ainda não sendo muito boa jogadora, eu tenho um lugar pra exercitar meu corpo, receber apoio de outras mulheres, conhecer novas pessoas e ser uma mulher negra ocupando um espaço público que disseram que eu não poderia ocupar. - Joana Mendes, 32 anos
Reprodução/Instagram / Via instagram.com

Eu nunca fui muito boa, mas sempre fui apaixonada por basquete. Na verdade, eu nunca me destaquei em esportes coletivos, talvez por ser mais nova que as outras meninas da turma, talvez por ter sido muito magra. Jamais saberei. O fato é que, como muitas mulheres, eu parei de praticar esportes coletivos quando saí da escola.

Quando me mudei para São Paulo, finalmente procurei um lugar onde pudesse jogar basquete. Afinal, tem tudo em São Paulo. Então, em 2016, depois de uma palestra do Olga Esporte Clube, foi montado um time de basquete que jogava na quadra de uma de nós. No começo não tinha treinadora: a que sabia mais, ensinava para que sabia menos. Nesse prédio, jogaram bitucas de cigarro, pedaços de cimento e nos xingaram por estarmos jogando. Até que fomos proibidas de usar a quadra.

Demoramos alguns meses, conseguimos uma quadra em outro prédio e decidimos que precisaríamos de uma técnica para jogar melhor. A quadra deste prédio começou a ser reformada e, mais uma vez, ficamos sem quadra. Um tempo depois, uma companheira de time nos disse que havia uma quadrinha maravilhosa na praça Rotary, que estava sempre vazia. Fomos lá muito felizes, mas na semana seguinte, a quadra estava cheia de homens, que diziam que sempre jogavam ali.

Conseguimos negociar um horário com eles, mas negociações foram ficando cada vez mais tensas. E, como mulheres, fomos ficando mais acuadas. Até que decidimos fazer um evento e convidar outras mulheres a ocuparem a quadra com a gente. Afinal, o espaço era público. Por que eles precisavam ficar quatro horas lá e a gente sem hora nenhuma?

Foi aí que uma das jogadoras do time enviou um e-mail para a Magic Paula e ela respondeu: estarei lá. Então, numa segunda-feira, 10 de julho de 2017, conseguimos ter mais de 100 mulheres na quadra. Eu tive a honra de jogar contra a Magic Paula e, desde então, nos tornamos o coletivo Magic Minas. Nós conseguimos duas quadras, demos palestras, temos mais de 100 meninas no grupo de What'sApp, conseguimos visibilidade, apoio de grandes marcas. Mas ainda lutamos com a baixa ocupação das quadras em alguns dias da semana.

Desde então, as segundas-feiras ganharam outro caráter. Mesmo ainda não sendo muito boa jogadora, eu tenho um lugar pra exercitar meu corpo, receber apoio de outras mulheres, conhecer novas pessoas e ser uma mulher negra ocupando um espaço público que disseram que eu não poderia ocupar. - Joana Mendes, 32 anos

3. "Eu queria fazer uma atividade mais lúdica e encontrei o circo."

Instagram: @suzuki_pedro

Eu fiquei os seis anos de faculdade sem fazer exercício, mas depois que me formei achei que devia voltar. Academia era uma opção, pois tem em vários lugares e é mais acessível. Só que, como sou muito magro, eu tinha vergonha - o medo de não conseguir levantar 1kg com todo mundo me olhando, sabe?

Na mesma época, abriu do lado de casa uma academia que dava aulas de circo. Fiz uma aula experimental gratuita, curti e me matriculei logo em seguida. O circo foi uma boa alternativa. A gente acaba fazendo muitos exercícios pra ganhar força e alongamento para conseguir fazer as acrobacias no tecido e no trapézio.

Acabamos fazendo alguns exercícios que passam em academia, mas mais voltados para o que precisamos fazer nos aparelhos. Pra mim isso mudou bastante, pois não trabalha só o corpo com força, alongamento e coordenação, mas também tem a parte mais artística. E eu queria fazer uma atividade mais lúdica.

É legal o processo, pois cada acrobacia é tipo uma conquista. Às vezes vejo um filme ou foto minha e penso: uau! Como consegui fazer isso? - Pedro Suzuki, 31 anos

4. "A solução estava bem na minha cara: eu sempre gostei de dançar e não via isso como um esporte."

Instagram: @thairaferro

Sou sedentária há alguns anos (mais de 10) e desde então tentei por umas seis vezes me matricular em academia para tentar ter uma vida minimamente saudável. As tentativas foram super frustradas e acabaram da mesma forma: o dinheiro saindo da minha conta e indo para um plano semestral que aparentemente seria a solução da minha preguiça.

Em vão... porque só perdi dinheiro, comprei roupas, tênis e todo tipo de acessórios na esperança de que isso mudasse. Tudo isso porque não gosto do ambiente das academias, não gosto dos papos e não gosto do exercício em si. Aí fica complicado se motivar!

Mas a solução estava bem na minha cara: eu sempre gostei de dançar e não via isso como um esporte. Então, há uns meses comecei a dançar em casa sozinha algumas músicas de que gosto e são animadas. Dá para perder uma barriguinha ali e ficar menos enferrujada. Estou tornando isso um hábito frequente e inclusive comecei a acessar vídeos em canais de profissionais que ensinam as coreografias.

Com 30-40 minutos dançando você já está suando igual uma doida, mas feliz e realizada. Um esporte disfarçado de dança ou dança disfarçada de esporte, pode chamar do que for mais funciona mesmo! - Thaira Ferro

5. "O melhor, e que ninguém me falou, é que o pilates me faz esquecer de absolutamente todos os meus problemas."

Instagram: @odavirocha

Lá pelos idos de 2015 eu não aguentava mais sentir dores nas costas, nos braços e frequentar ortopedistas e fisioterapeutas - nada contra, devo muito a eles. Todos diziam para eu fazer atividade física e eu sempre deixava pra depois por motivos de: não gosto.

Até que eu aceitei a ideia, comecei a fazer pilates e hoje não tenho mais nenhuma dor, nada, zero, nenhumazinha. Sim, minha vida mudou. Mas nada é perfeito, no começo você se sente desequilibrado e completamente desengonçado nos exercícios. Conforme o tempo passa, você vai entendendo melhor aquilo que a gente chama de corpo e vai lembrando dos músculos e partes do corpo que convivem com você todos os dias. Quando você menos imagina, está muito bem e outras pessoas copiam seus movimentos. O melhor, e que ninguém me falou, é que o pilates me faz esquecer de absolutamente todos os meus problemas.

Mas não é milagre, é porque é complexo mesmo. Você precisa respirar, contar, prestar atenção no seu abdômen e ainda repetir a sequência de exercícios, que normalmente envolve mais de uma parte do corpo ao mesmo tempo. Não sobra tempo pra pensar nas chatices da vida, recomendo demais. - Davi Rocha, 30 anos

6. "Já tinha passado pela cabeça fazer aula de pole, mas sabe como é, a gente se autossabota."

Instagram: @suriarocha

Pra começar, eu não tenho afinidade com esportes ou exercícios físicos. Já tentei fazer academia várias vezes na vida, porém sempre acontece o famigerado "pagar e não ir". E não é porque eu tô esbanjando dinheiro, não, o problema sempre foi a falta de incentivo e determinação pra fazer algo que depende apenas de mim mesma. E se somar com o fato de eu odiar o ambiente da academia então… Piorou.

Um dia, durante o almoço, a minha amiga de trabalho comentou que tinha vontade de fazer uma aula experimental de pole dance aqui perto do escritório. Já tinha passado pela cabeça de todas nós colegas fazer aula de pole algum dia na vida, mas sabe como é, a gente se autossabota antes mesmo de começar as coisas com a desculpa de que é caro, é longe, "eu não tenho corpo pra isso", etc.

Então resolvemos tomar coragem e, há quatro meses, estamos fazendo aula juntas na mesma turma. O que eu percebi é que o pole não é só um exercício físico, mas um exercício para autoestima — a gente está aprendendo aos poucos a aceitar e lidar com o nosso corpo. O lado bom é que todo mundo está lá exposto do mesmo jeito lidando com as mesmas inseguranças e desafios.

Além disso, não tem essa de preguiça! Se uma de nós não está num bom dia, as outras estão prontas pra incentivar e dar suporte. – Suria Rocha, 27 anos

7. "Fiz uma aula experimental de ioga, outra de pilates e aí veio a vontade de revolucionar e tentar uma luta."

Eu terminei 2016 querendo alguma atividade física pra 2017. Qualquer coisa, menos musculação, que é chato demais. Antes de decidir, resolvi fazer uns testes. Fiz uma aula experimental de ioga, outra de pilates e aí veio a vontade de revolucionar e tentar uma luta. Então procurei um lugar perto de mim que tivesse boxe e marquei. Tava com um pouco de medo, pois academias de luta não são exatamente parte do mundo gay que eu amo e frequento, então levei uma amiga lutadora pra dar coragem. Chegamos lá no horário errado e acabamos numa aula de muay thai, que (não sei porque) me parecia ainda mais agressivo. Pra piorar, era a última aula do ano e foi praticamente só sparring - uma parte prática que é lutinha, mesmo. Foi uma hora de medo e coração na boca. Mas medo geralmente é um bom indicador do que a gente quer, né? Voltei no início do ano e comecei a fazer muay thai e boxe, juntos. Conheci gente foda, conheci gente fofa, perdi um monte de preconceito. Qualquer lugar é lugar pra gay. - Luca Bacchiocchi, 29 anos
Instagram: @lucksback

Eu terminei 2016 querendo alguma atividade física pra 2017. Qualquer coisa, menos musculação, que é chato demais. Antes de decidir, resolvi fazer uns testes. Fiz uma aula experimental de ioga, outra de pilates e aí veio a vontade de revolucionar e tentar uma luta. Então procurei um lugar perto de mim que tivesse boxe e marquei.

Tava com um pouco de medo, pois academias de luta não são exatamente parte do mundo gay que eu amo e frequento, então levei uma amiga lutadora pra dar coragem. Chegamos lá no horário errado e acabamos numa aula de muay thai, que (não sei porque) me parecia ainda mais agressivo. Pra piorar, era a última aula do ano e foi praticamente só sparring - uma parte prática que é lutinha, mesmo.

Foi uma hora de medo e coração na boca. Mas medo geralmente é um bom indicador do que a gente quer, né? Voltei no início do ano e comecei a fazer muay thai e boxe, juntos. Conheci gente foda, conheci gente fofa, perdi um monte de preconceito. Qualquer lugar é lugar pra gay. - Luca Bacchiocchi, 29 anos

8. "Eu tinha medo de me machucar, mas graças a um amigo que insistiu muito eu entrei pra um time amador de vôlei."

Instagram: @byfabioqueiroz

Eu conheci o vôlei aos 13 anos. Eu morava em Fortaleza e detestava educação física, mas sempre tinha aquela opção de fazer vôlei ou futebol. E foi assim nasceu uma paixão.

Hoje, 30 anos depois, eu me reencontrei numa quadra. Eu tinha medo de jogar e me machucar, porque agora tenho 44 anos. Mas graças a um amigo que insistiu muito eu entrei para um time amador. E aquela tal paixão veio igual a antes.

Claro que o corpo é diferente, mas minha concentração em quadra continua a mesma e o espírito de equipe também. Hoje faço pilates para fortalecer os músculos também e pelo menos duas vezes por semana pratico vôlei. É sagrado, com chuva ou frio, você vai me encontrar jogando.

Espero ter esta disposição por pelo menos mais 30 anos para recuperar esse tempo em que estive fora das quadras. - Fabio Queiroz, 44 anos

9. "Pra mim, é muito gratificante ver o avanço, na técnica de goleiro e no preparo físico."

Eu não sou fã de academia e descobri o CTGB (Centro de Treinamento Gandhi Bidart) por acaso no Facebook. Lá descobri um treinamento para goleiros que curti bastante. Entrei em contato e fiz o meu primeiro treino em agosto do ano passado. Desde então, não parei.O treino específico é uma atividade que me agrada, já que eu sou goleiro de pelada. No início, eu ficava bem cansado durante o treino. Mas o meu condicionamento físico hoje é bem melhor. Ainda preciso melhorar minha alimentação, mas perdi em torno de 5kg.Como não é muito comum aqui no Rio, muitas pessoas estranham uma escola específica de goleiros. Pra mim, é muito gratificante ver o avanço, na técnica de goleiro e no preparo físico. Isso motiva muito. Se eu estivesse dentro de uma academia, com certeza o resultado da atividade física seria mais lento. - Sidney dos Santos, 35 anos
Reprodução/Facebook

Eu não sou fã de academia e descobri o CTGB (Centro de Treinamento Gandhi Bidart) por acaso no Facebook. Lá descobri um treinamento para goleiros que curti bastante. Entrei em contato e fiz o meu primeiro treino em agosto do ano passado. Desde então, não parei.

O treino específico é uma atividade que me agrada, já que eu sou goleiro de pelada. No início, eu ficava bem cansado durante o treino. Mas o meu condicionamento físico hoje é bem melhor. Ainda preciso melhorar minha alimentação, mas perdi em torno de 5kg.

Como não é muito comum aqui no Rio, muitas pessoas estranham uma escola específica de goleiros. Pra mim, é muito gratificante ver o avanço, na técnica de goleiro e no preparo físico. Isso motiva muito. Se eu estivesse dentro de uma academia, com certeza o resultado da atividade física seria mais lento. - Sidney dos Santos, 35 anos

10. "Como eu fiz dança quando era mais nova, decidi dar uma chance pro jazz agora na fase adulta."

Instagram: @karinazandona

Eu já tentei academia, pilates, yoga, natação, ufa! Mas acabei enjoando de todas. Academia principalmente porque eu acho insuportável.

Como eu fiz dança quando era mais nova, decidi dar uma chance pro jazz agora já na fase adulta. Tentei e me apaixonei, viu. Agora até faço ballet fitness como complemento. Os benefícios são muitos: ritmo, memória e coordenação motora.

Ritmo porque você precisa se mover na contagem da música. Coordenação motora porque precisa unir movimentos de braço, pernas e cabeça com a música. E memória porque na coreografia é preciso dominar a sequência dos movimentos. Acho que por isso já pratico há 6 anos e nunca enjoei. - Karina Zandoná

11. "O que mais gosto sobre o longboard é que além de ser um excelente exercício físico, é também um desafio constante de superação."

Tentei diversas vezes fazer academia, mas nunca consegui fazer por mais que alguns meses. Além de achar o exercício chato e repetitivo, nunca me identifiquei com a cultura do “corpo perfeito” que existe na maioria das academias; pelo contrário, eu fazia apenas para ter um bom condicionamento físico e saúde.Um dia vi um vídeo da Longboard Girls Crew que mudou completamente a minha vida: eram várias mulheres andando de longboard juntas a altíssimas velocidades e fazendo manobras incríveis enquanto faziam uma road trip pela Europa. Elas falavam sobre aceitação do corpo, quebra de estereótipos e empoderamento feminino e fiquei completamente apaixonada. Comecei a andar de long sozinha e depois comecei a fazer aulas no Parque Ibirapuera com uma professora incrível pra aprender as manobras de longboard dancing, uma modalidade que envolve manobras que lembram uma dança. O que mais gosto sobre o longboard é que além de ser um excelente exercício físico e de equilíbrio, é também um desafio constante de superação - você vai cair e vai ter medo de tentar novas manobras, mas quando consegue, é a melhor sensação do mundo. - Isabella Motta, 27 anos
Instagram: @isabellacrm

Tentei diversas vezes fazer academia, mas nunca consegui fazer por mais que alguns meses. Além de achar o exercício chato e repetitivo, nunca me identifiquei com a cultura do “corpo perfeito” que existe na maioria das academias; pelo contrário, eu fazia apenas para ter um bom condicionamento físico e saúde.

Um dia vi um vídeo da Longboard Girls Crew que mudou completamente a minha vida: eram várias mulheres andando de longboard juntas a altíssimas velocidades e fazendo manobras incríveis enquanto faziam uma road trip pela Europa. Elas falavam sobre aceitação do corpo, quebra de estereótipos e empoderamento feminino e fiquei completamente apaixonada. Comecei a andar de long sozinha e depois comecei a fazer aulas no Parque Ibirapuera com uma professora incrível pra aprender as manobras de longboard dancing, uma modalidade que envolve manobras que lembram uma dança.

O que mais gosto sobre o longboard é que além de ser um excelente exercício físico e de equilíbrio, é também um desafio constante de superação - você vai cair e vai ter medo de tentar novas manobras, mas quando consegue, é a melhor sensação do mundo. - Isabella Motta, 27 anos

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