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Uma conversa entre homens gays ativos abriu um debate sobre violência na hora do sexo

O debate sobre "sentir prazer na dor do outro" começou num grupo fechado do Facebook.

publicado

Um usuário do Twitter publicou uma conversa entre homens gays ativos num grupo fechado do Facebook e levantou a questão da fetichização da violência por parte dos homens.

Reprodução/Twitter

No print da conversa, o assunto é debatido após alguém perguntar se eles "sentem prazer no passivo sentindo dor".

As respostas mostram como funciona a fetichização da violência por parte dos homens na hora do sexo.
Reprodução/Facebook

As respostas mostram como funciona a fetichização da violência por parte dos homens na hora do sexo.

Um dos homens confessa que sente prazer quando "imploram pedindo pra parar."

Outros relatos incluem: "é um negócio muito louco quando eu percebo que o gemido é de dor" e "dá um tesão quando vejo que a pessoa tá sofrendo... entro em êxtase". Apenas um deles afirma que sente prazer, mas para se o cara não curtir.
Reprodução/Facebook

Outros relatos incluem: "é um negócio muito louco quando eu percebo que o gemido é de dor" e "dá um tesão quando vejo que a pessoa tá sofrendo... entro em êxtase". Apenas um deles afirma que sente prazer, mas para se o cara não curtir.

O interessante é perceber que em nenhum momento eles mencionam se o OUTRO sente prazer na dor de ser passivo.

O que faz pensar que a violência praticada por eles pode não ser discutida entre ambos, diferente do que acontece nas práticas masoquistas. Um deles afirma "se eu tô comendo o cara e ele não sente dor nenhuma dá vontade de parar."
Reprodução/Facebook

O que faz pensar que a violência praticada por eles pode não ser discutida entre ambos, diferente do que acontece nas práticas masoquistas. Um deles afirma "se eu tô comendo o cara e ele não sente dor nenhuma dá vontade de parar."

E há ainda comentários que mostram que a prática da violência pode ter outros motivos além do prazer.

Um deles afirma "poxa, se é muito fácil a gente sente que nosso pau não é potente/grande suficiente".
Reprodução/Facebook

Um deles afirma "poxa, se é muito fácil a gente sente que nosso pau não é potente/grande suficiente".

No Twitter, seguidores apontaram que homens gays não estão livres de reproduzirem comportamentos machistas como violência, objetificação e dominação.

Reprodução/Twitter

E algumas mulheres reconheceram uma certa "familiaridade" no comportamento opressor deles.

Reprodução/Twitter

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