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Alguém finalmente defendeu que "Friends" também foi uma série revolucionária

Diante das recentes problematizações em torno da série, uma thread no Twitter explicou como "Friends" levantou questões importantes em 1994.

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Um post recente do BuzzFeed discutiu o quanto "Friends" é uma série problemática quando assistida hoje em dia.

Em alguns episódios, é fácil reconhecer exemplos de ghosting, machismo, gordofobia e transfobia, além da completa falta de diversidade do elenco.
Reprodução / NBCC

Em alguns episódios, é fácil reconhecer exemplos de ghosting, machismo, gordofobia e transfobia, além da completa falta de diversidade do elenco.

Mas, enquanto todas essas questões são reais, uma thread no Twitter resolveu defender que a série também foi revolucionária para a sua época.

A @aloritsor explicou como "Friends" foi incrível e levantou questões muito importantes em 1994.
Reprodução / NBC

A @aloritsor explicou como "Friends" foi incrível e levantou questões muito importantes em 1994.

Aqui estão 9 motivos porque "Friends" foi uma série revolucionária:

A thread da @aloritsor foi editada para concisão e clareza.

1. O casamento lésbico entre Carol e Susan.

O episódio "Aquele do Casamento Lésbico" chegou a ter sua exibição negada por duas afiliadas da rede NBC devido à controvérsia sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Logo depois, as duas, juntas, criaram o Ben. É importante lembrarmos que o episódio foi ao ar em 1996, mas só em JUNHO DE 2015 a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento igualitário em todos os 50 estados americanos.
Reprodução / NBC / Via Twitter: @aloritsor

O episódio "Aquele do Casamento Lésbico" chegou a ter sua exibição negada por duas afiliadas da rede NBC devido à controvérsia sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Logo depois, as duas, juntas, criaram o Ben.

É importante lembrarmos que o episódio foi ao ar em 1996, mas só em JUNHO DE 2015 a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento igualitário em todos os 50 estados americanos.

2. A mãe do Chandler.

Nora era uma escritora de livros eróticos bem à vontade com sua sexualidade. Em uma sociedade que reprime a vida sexual das mulheres, é INCRÍVEL que eles levantem essa questão em 1994. E mais, ela era uma escritora e empreendedora de sucesso.
Reprodução / NBC / Via Twitter: @aloritsor

Nora era uma escritora de livros eróticos bem à vontade com sua sexualidade. Em uma sociedade que reprime a vida sexual das mulheres, é INCRÍVEL que eles levantem essa questão em 1994. E mais, ela era uma escritora e empreendedora de sucesso.

3. A gravidez da Phoebe.

Phoebe ser a "barriga de aluguel" do próprio irmão deixou os Estados Unidos de boca aberta em 1994. Pode parecer absurdo para nossos cérebros desconstruídos, mas a prática da gestação de substituição no Brasil ainda é um tabu.
Reprodução / NBC / Via Twitter: @aloritsor

Phoebe ser a "barriga de aluguel" do próprio irmão deixou os Estados Unidos de boca aberta em 1994. Pode parecer absurdo para nossos cérebros desconstruídos, mas a prática da gestação de substituição no Brasil ainda é um tabu.

4. A relação de Frank e Alice.

O irmão da Phoebe assumiu um relacionamento e se casou com Alice, uma mulher muito mais velha do que ele. E veja só... a Madonna ainda é julgada por namorar caras mais novos em 2018. E ela é a Madonna!
Reprodução / NBC / Via Twitter: @aloritsor

O irmão da Phoebe assumiu um relacionamento e se casou com Alice, uma mulher muito mais velha do que ele. E veja só... a Madonna ainda é julgada por namorar caras mais novos em 2018. E ela é a Madonna!

5. A infertilidade de Mônica e Chandler.

Mônica se depara com a infertilidade do casal, apesar do enorme desejo de ser mãe. O que ela faz? Busca métodos alternativos e, com isso, dá a todas as espectadoras mulheres, inférteis e sonhadoras a esperança de que é possível. No final, o casal acaba adotando os bebês da personagem Erica.
Reprodução / NBC / Via Twitter: @aloritsor

Mônica se depara com a infertilidade do casal, apesar do enorme desejo de ser mãe. O que ela faz? Busca métodos alternativos e, com isso, dá a todas as espectadoras mulheres, inférteis e sonhadoras a esperança de que é possível. No final, o casal acaba adotando os bebês da personagem Erica.

6. A gravidez solteira da Rachel.

Isso pode parecer banal para os nosso cérebros superatuais e desconstruídos, mas mães solteiras sofrem enormes julgamentos até hoje.
Reprodução / NBC / Via Twitter: @aloritsor

Isso pode parecer banal para os nosso cérebros superatuais e desconstruídos, mas mães solteiras sofrem enormes julgamentos até hoje.

7. A mãe transexual do Chandler.

O Chandler tinha um pai transsexual numa época em que havia quase nenhuma representatividade trans na TV. Mesmo ele não lidando bem com o assunto, o episódio em que o filho se levanta e diz que gostaria de ter a nova mãe no seu casamento foi libertador para a época.
Reprodução / NBC / Via Twitter: @aloritsor

O Chandler tinha um pai transsexual numa época em que havia quase nenhuma representatividade trans na TV. Mesmo ele não lidando bem com o assunto, o episódio em que o filho se levanta e diz que gostaria de ter a nova mãe no seu casamento foi libertador para a época.

8. A discussão sobre Ben gostar de Barbies.

Num dos episódios, Ross se incomoda com o fato do filho gostar de Barbies e isso vira um debate no programa. No final, o pai dá o braço a torcer depois que Mônica revela que ele brincava de casinha quando era pequeno.
Reprodução / NBC / Via bitchmedia.org

Num dos episódios, Ross se incomoda com o fato do filho gostar de Barbies e isso vira um debate no programa. No final, o pai dá o braço a torcer depois que Mônica revela que ele brincava de casinha quando era pequeno.

9. A presença de Charlie.

Apesar do problema da diversidade em toda a série, finalmente surgiu a personagem da Charlie, namorada do Ross. Ela era uma mulher negra intelectual, bem-sucedida e que não era fetichizada ou hipersexualizada.
Reprodução / NBC / Via youtube.com

Apesar do problema da diversidade em toda a série, finalmente surgiu a personagem da Charlie, namorada do Ross. Ela era uma mulher negra intelectual, bem-sucedida e que não era fetichizada ou hipersexualizada.

Tudo isso há mais de 20 anos, galera.

Reprodução / NBC / Via media.giphy.com

Mas que também tinha coisa errada, tinha.

Atualização (26/02/18) 16:23

O item 7 foi editado para maior clareza.

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