back to top

Quão por dentro você está quando se trata da sua vagina?

Não existe isso de uma vagina de aparência "normal".

publicado

Quão por dentro você está quando se trata da sua vagina? Quero dizer, sim, você já a tem há algum tempo, mas você realmente sabe o que está acontecendo lá embaixo?

instagram.com

1. Durante o sexo, a vagina pode expandir-se até o dobro do tamanho normal.

@bejayoharen / Via giphy.com

A vagina média tem cerca de 7 a 10 cm de profundidade, mas durante o sexo ela pode expandir-se para o dobro disso. Isso ocorre parcialmente por causa de um processo chamado de tentação vaginal, que é o que acontece quando você está excitada.

"Quando as mulheres ficam excitadas, há mais tensão muscular no corpo, essa tensão muscular empurra o útero para cima, criando mais espaço na vagina longitudinalmente." — Dra. Debby Herbenick, professora adjunta da Universidade de Indiana e autora de The Coregasm Workout

2. A vagina se limpa sozinha.

instagram.com

"É importante lembrar que a vagina é feita para limpar-se sozinha com secreções naturais. Ela contém bactérias benéficas que estão lá para protegê-la. Se essas bactérias são perturbadas, isso pode levar a uma infecção, como a vaginose bacteriana ou cândida, e à inflamação." — Dra. Vanessa Mackay

3. A quantidade de secreção vaginal que você produz varia ao longo do seu ciclo menstrual.

instagram.com

"A quantidade de secreção vaginal pode variar ao longo do seu ciclo menstrual, mas qualquer alteração repentina na sua secreção pode ser sinal de uma infecção vaginal. Aqui estão alguns sinais de aviso óbvios:

- Uma alteração na cor ou consistência.

- Um mau cheiro repentino.

- Uma quantidade grande e incomum de secreção.

- Coceira no exterior da sua vagina ou dor na sua pelve ou abdômen.

- Sangramento inesperado da vagina." — Dra. Vanessa Mackay

4. Você pode exercitar sua vagina.

instagram.com

"Assim como outros músculos do seu corpo, seu assoalho pélvico e músculos vaginais podem ser fortalecidos com exercício." — Dra. Vanessa Mackay

Faça seus execícios Kegel: Aqui está um guia.

5. Pelo menos 3 em cada 4 mulheres terão candidíase em algum momento de suas vidas.

instagram.com

"A candidíase é muito comum, e pelo menos 3 em cada 4 mulheres terão candidíase em algum momento de suas vidas. A candidíase é uma infecção fúngica causada por um aumento no crescimento de Candida albicans, um fungo comum. Muitas vezes ela é desencadeada ao tomar antibióticos que matam as bactérias benéficas que naturalmente suprimem a cândida. Ela geralmente afeta as mulheres, mas os homens também podem ser afetados, e ela pode ser transmitida por meio do contato sexual." — Dra. Vanessa Mackay

6. Não há uma maneira definida de cuidar de neovaginas.

instagram.com

Uma neovagina é uma vagina criada em uma cirurgia de transição. Ela é feita usando a pele do pênis, e as pessoas com neovaginas precisam de conselhos individuais quando se trata de cuidados.

"A microflora (bactérias) da neovagina revestida com pele peniana (prepúcio) é muito complexa, e o significado clínico ainda está por ser determinado. Assim, é muito difícil dar um conselho adequado no momento em relação à melhor forma de higiene vaginal em mulheres transexuais, e eu recomendo discutir os cuidados caso a caso com o médico do paciente." — Dra. Vanessa Mackay

7. O ponto G recebeu esse nome em homenagem a um pesquisador alemão.

Você pode detectar o termo "ponto G" lá nos anos 80, em um livro chamado The G Spot: And Other Recent Discoveries About Human Sexuality, por Alice Kahn Ladas, Beverly Whipple e John D. Perry. Whipple explica que eles estavam falando sobre a área que foi descrita pela primeira vez pelo Dr. Ernest Gräfenberg, um pesquisador e ginecologista obstetra alemão que escreveu sobre isso em um artigo publicado em 1950. Ele falava sobre uma área sensível que você podia sentir através da parede frontal da vaginal, que inchava quando estimulada e que parecia desempenhar um papel na ejaculação feminina (o que não é o mesmo que gozar, para sua informação). No livro, eles chamaram essa área do "ponto G", em homenagem a Gräfenberg.
Jenny Chang/BuzzFeed

Você pode detectar o termo "ponto G" lá nos anos 80, em um livro chamado The G Spot: And Other Recent Discoveries About Human Sexuality, por Alice Kahn Ladas, Beverly Whipple e John D. Perry.

Whipple explica que eles estavam falando sobre a área que foi descrita pela primeira vez pelo Dr. Ernest Gräfenberg, um pesquisador e ginecologista obstetra alemão que escreveu sobre isso em um artigo publicado em 1950. Ele falava sobre uma área sensível que você podia sentir através da parede frontal da vaginal, que inchava quando estimulada e que parecia desempenhar um papel na ejaculação feminina (o que não é o mesmo que gozar, para sua informação). No livro, eles chamaram essa área do "ponto G", em homenagem a Gräfenberg.

8. O fluido produzido durante a ejaculação feminina é composto principalmente de urina.

BeyonceVevo / Via youtube.com

A ejaculação masculina é a expulsão do líquido seminal, enquanto o fluido produzido durante a ejaculação feminina é composto principalmente de urina, de acordo com este estudo publicado no "Journal of Sexual Medicine".

O Dr. Samuel Salama, um dos cientistas responsáveis pelo estudo, contou ao BuzzFeed Life que ao analisarem esse tipo de ejaculação, eles descobriram que era praticamente idêntica à urina. Eles também descobriram, através de um ultrassom, que a bexiga era esvaziada todas as vezes que acontecia a ejaculação feminina.

9. Os preservativos são a melhor defesa contra DSTs e HIV.

instagram.com

"Eles são a sua melhor defesa contra DSTs e HIV, e eles são até 98% efetivos na prevenção da gravidez quando utilizados corretamente. Mas usar preservativos é um pouco mais complicado do que apenas pegar a borracha mais próxima e pronto".

Então, esteja você está usando preservativos como controle de natalidade ou como uma barreira contra DSTs que podem ser transmitidas através do sexo oral/anal/vaginal, certifique-se de seguir estas regras.

10. Além da abstinência, os implantes e os DIUs são as formas mais eficazes de controle de natalidade reversível.

instagram.com

Se você estiver tendo relações sexuais, métodos de ação prolongada como o DIU e o implante são as opções reversíveis mais efetivas.

Mas lembre-se: "O melhor método contraceptivo é aquele adaptado às suas necessidades e objetivos de saúde reprodutiva, e que tenha um perfil de efeitos colaterais adequados a você", como nos disse um médico da Marie Stopes.

11. O sexo sem penetração é muitas vezes mais prazeroso do que o sexo com penetração.

EyeBodega / Via eyebodega.com

"A parte mais sensível da vagina é o clitóris, que está localizado fora da abertura vaginal. Durante o sexo com penetração, o pênis entra em contato com as paredes da vagina, o que dá prazer ao homem, mas nem tanto para a mulher. As paredes da vagina têm pouquíssimas terminações nervosas, caso contrário um parto seria ainda mais insuportável".

"Estatisticamente, os homens são mais propensos a ter um orgasmo durante a penetração vaginal, enquanto as mulheres tendem a ter mais orgasmos quando praticam uma variedade de atos sexuais, que podem incluir penetração ou sexo oral".

"O Journal of Sexual Medicine descobriu que apenas 65% das mulheres que fizeram sexo vaginal no seu encontro mais recente chegaram ao orgasmo, enquanto 81% daquelas que receberam sexo oral e 94% das mulheres que fizeram sexo anal atingiram o orgasmo".

12. Não existe isso de uma vagina de aparência "normal".

instagram.com

"A vagina de cada uma é diferente — cor, tamanho e forma diferentes. Os lábios são tão individuais quanto as próprias mulheres, e variam em aparência e cor. Durante o orgasmo, os lábios ficarão inchados com sangue, o que os tornará maiores e mais escuros, mas isso não dura muito tempo." — Dra. Vanessa Mackay

13. Sentar por aí com sua roupa de ginástica suada e apertada pode aumentar suas chances de contrair uma infecção fúngica.

instagram.com

"A candidíase vaginal é uma infecção fúngica bastante comum, causada pelo excesso de fungos na região. Como eles proliferam em ambientes quentes e úmidos, ficar por aí usando suas roupas suadas e apertadas da academia pode aumentar suas chances de pegar uma candidíase daquelas de dar coceira." — Dra. Mary Jane Minkin

14. A umidade da vagina vem de glândulas alinhadas na abertura da vagina.

instagram.com

"Há diversas glândulas alinhadas na abertura da vagina: glândulas uretrais, glândulas de Skene, além das glândulas de Bartholin — as quais geralmente lubrificam a abertura da vagina, além das paredes/células da vagina. Enquanto houver estrogênio no seu corpo (isto é, enquanto não atingir a menopausa), você produzirá sua própria lubrificação, mas produzirá mais fluídos quando estiver excitada." — Dra. Mary Jane Minkin

15. É muito improvável que você machuque o clitóris com masturbação "excessiva".

Sex and the City / Via HBO

"Seria muito improvável machucar o clitóris, talvez se você se masturbasse 24 horas por dia, mas, fora isso, não há nenhum problema de saúde. E tudo bem com os vibradores, o seu único problema é que você pode acabar se acostumando com o estímulo intenso — clinicamente, isso não é perigoso, mas pode dificultar atingir o clímax sem isso." — Dra. Mary Jane Minkin

16. Você pode ter uma espécie de muco pegajoso e fibroso proveniente do colo do útero próximo à ovulação.

instagram.com

"Próximo à ovulação, o muco muda. Você pode ter uma espécie de muco pegajoso e fibroso proveniente do colo do útero." — Dra. Mary Jane Minkin

17. Toda vagina tem um odor único.

instagram.com

"Uma vagina limpa TEM um cheiro. Há um cheiro normal, não um cheiro de peixe, mas também não cheira como água ou nada. É difícil descrever." — Dra. Mary Jane Minkin

“A vagina é como um forno autolimpante. Se há um odor forte, você precisa dar uma olhada nisso. Todas as mulheres possuem um odor ou aroma individual.” — Dra. Alyssa Dweck

Este post foi traduzido do inglês.

Você já tem o app do BuzzFeed Brasil?

Baixe gratuitamente no Android e no iOS para ver todos os nossos testes, vídeos, notícias e muito buzz.