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Nenhum policial cumpriu pena até hoje pelos 111 mortos do Carandiru

TJ anulou julgamento dos PMs e voltou à estaca zero. Massacre aconteceu em 1992 e 74 policiais foram condenados em 2014. Eles aguardavam o recurso em liberdade.

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Vinte e quatro anos depois do massacre do Carandiru, o julgamento dos PMs envolvidos na invasão ao presídio volta ao ponto inicial.

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu nesta terça-feira anular o júri, mas manteve como réus os 74 policiais militares pelas mortes dos presos durante a rebelião no presídio do Carandiru, na zona norte da cidade, em outubro de 1992. Na ocasião, 111 detentos foram mortos.

O recurso dos policiais pedia a anulação do julgamento com a absolvição dos policiais.

Dos 111 presos mortos, 34 teriam sido assassinados por outros detentos. Assim, os 74 policiais foram condenados em primeira instância a penas que chegam a 624 anos de prisão.

O desembargador relator do processo, Ivan Sartori, defendeu que os policiais fossem inocentados. Para ele, não houve massacre, mas "legítima defesa".

Sartori defendeu ainda que as condutas devem ser individualizadas. O voto de Sartori pela inocência dos policiais não foi seguido e os desembargadores, sem unanimidade, decidiram pela anulação do júri. A Promotoria Pública ainda pode recorrer.











Tatiana Farah é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ela pelo email tatiana.farah@buzzfeed.com.

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