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Juíza condena hacker que clonou iPhone de Marcela Temer a 6 anos de prisão

Ele clonou iPhone da atual primeira-dama e pediu R$ 300 mil para não vazar fotos e áudios. Advogado do réu condenado vai recorrer da decisão.

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Silvonei de Jesus Souza, 35, o hacker que clonou o celular da primeira-dama Marcela Temer, foi condenado a cinco anos, dez meses e 25 dias de prisão em regime fechado. A sentença foi assinada na segunda-feira e a decisão ainda não foi publicada no Diário Oficial da Justiça.

Silvonei foi preso em 11 de maio, numa operação coordenada pelo então secretário de Justiça de São Paulo, Alexandre de Moraes, que correu sob um cuidadoso sigilo. Um dia depois, Michel Temer tomou posse como presidente interino. Moraes, desde então, foi nomeado ministro da Justiça.

A notícia da condenação foi divulgada nesta quarta pela coluna "Painel", da Folha de S. Paulo. O BuzzFeed Brasil teve acesso à sentença, que relata toda a trama feita por Silvonei entre abril e maio para extorquir a primeira-dama. A história já havia sido contada aqui.

Ele foi condenador por dois crimes de extorsão e estelionato porque, em abril, clonou o celular de Marcela e a chantageou, pedindo R$ 300 mil para não divulgar fotos íntimas e áudios que estavam em seu iPhone. Ele também havia se passado pela primeira-dama para obter R$ 15 mil do irmão dela, Karlo Tedeschi.

No processo que correu sob sigilo, Marcela é chamada de Mike e Karlo de Kilo, em razão das iniciais de seus nomes.

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Na troca de mensagens com a primeira-dama, Silvonei chegou a falar que Marcela deveria pagar os R$ 300 mil por causa da votação do impeachment.

A juíza Eliane Cassales de Mello decidiu pelo regime fechado por considerar a extorsão ter sido cometida "sob grave ameaça" e já negou um pedido de liberdade provisória para o réu.

O advogado de Silvonei, Valter Bettencort afirmou que vai recorrer da decisão para que o preso já cumpra a pena em regime aberto ou semiaberto. Segundo ele, Silvonei poderia pegar até 15 anos de prisão com os crimes, mas teria o direito ao regime semiaberto.

"Eu já esperava uma pena dura; a condenação poderia chegar a 15 anos, se ela levasse tudo ao pé da letra. Mas, em contrapartida, a juíza foi mais dura com o regime fechado", disse ele ao BuzzFeed Brasil. Segundo Bettencort, a decisão da Justiça, que classificou o processo como prioritário, considerou esse um "caso diferenciado, em se tratando de quem é a vítima".

Veja também:

Hacker que clonou celular de Marcela Temer pode ser sentenciado a 15 anos de prisão







Tatiana Farah é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ela pelo email tatiana.farah@buzzfeed.com.

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