back to top

Isso é o que você precisa saber sobre a greve geral desta sexta

O que para e o que funciona no maior teste das ruas para o presidente Michel Temer e as reformas trabalhista e da Previdência.

publicado

Greve geral é contra reformas propostas pelo governo Temer

A greve geral foi organizada por centrais sindicais para combater as propostas do governo Michel Temer (PMDB) de reforma trabalhista e da Previdência. Tem sido preparada há um mês, com atuação de movimentos populares, como o MST e o MTST.

CUT, ligada ao PT, e Força Sindical, presidida por aliado de Temer, estão juntas.

As propostas de reforma conseguiram juntar as centrais sindicais "inimigas" CUT e Força Sindical, o que colaborou com a nacionalização da greve. Mas os líderes das duas centrais estão sempre se estranhando. A última peleja foi sobre a coletiva de imprensa e, agora, cada central terá a sua amanhã.

Esta é a primeira greve geral desde 1996. Esse tipo de mobilização perdeu força nas últimas décadas e sempre foi visto como um risco para os dirigentes sindicais, já que é difícil atingir todas as categorias.

Adesão é de diversas de categorias, mas dimensão é incerta.

Estão mobilizadas para a greve as principais categorias de trabalhadores. No entanto, nem sindicatos nem centrais sindicais fazem estimativa do alcance dessa paralisação.

Entre as categorias que aderiram estão: profissionais do transporte (metroviários, motoristas de ônibus, ferroviários e portuários) e professores, químicos, metalúrgicos, bancários, servidores públicos, comerciários, funcionários dos Correios, trabalhadores de asseio e conservação, motoboys, caminhoneiros e trabalhadores e da área de construção civil.

As adesões à greve variam de cidade para cidade e de sindicato para sindicato. Com isso, uma mesma categoria pode parar em São Paulo e continuar trabalhando em outro estado.

Serviços públicos também já avisaram que não vão funcionar ou não funcionarão direito, como é o caso da emissão de passaporte da Polícia Federal. A PF pediu que os interessados não procurem o serviço amanhã.

Funcionários do metrô e empresas de ônibus entram em greve.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo diz que vai manter a greve na sexta, apesar de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter obtido na Justiça uma liminar obrigando o serviço de metrô e trens a funcionar. Os metroviários informaram que vão recorrer da decisão, que impõe multa de R$ 932 mil. A UGT, central da qual faz parte o Sindicato dos Trabalhadores da CPTM, disse que a categoria já foi notificada da liminar, mas que manterá a paralisação.

Já a linha 4/Amarela do Metrô poderá funcionar sem problemas. Segundo os metroviários, essa faixa de trabalhadores não é filiada ao sindicato. Nem metroviários nem condutores de ônibus informam qual o percentual de trabalhadores vai manter o serviço amanhã.

Táxi e Uber rodam de graça.

Uber vai liberar o UberPool nos horários de pico e 99 libera táxis e corridas feitas por carros particulares durante todo o dia. Limite é de R$ 20 e serão liberadas duas corridas. Uber vale só para a cidade de São Paulo. A promoção da 99 abrange todo o país.

Sindicato dos servidores mantém greve em SP.

O Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo informou ao Buzzfeed Brasil que manterá a greve mesmo depois que o prefeito João Doria (PSDB) anunciou que cortará o ponto dos faltosos. O sindicato não soube avaliar o tamanho que terá a paralisação.

Pilotos e comissários de bordo não vão parar.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas decidiu nesta quinta (26) que não haverá paralisação da categoria nesta sexta. Inicialmente, pilotos e comissários de bordo ameaçaram aderir à greve.

Já os funcionários que trabalham no solo –como os de check-in e despachantes de voo– anunciaram greve, de acordo com a CUT.

Temendo atrasos, empresas aéreas vão remarcar gratuitamente as passagens desta sexta.

Movimento tem apoio da igreja católica.

A mobilização tem apoio relevante da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) em todo o país. Igrejas evangélicas também participam do movimento, segundo levantamento da CUT. Bispos e padres têm endossado o discurso contra as reformas.

Escolas particulares entraram no clima.

A categoria dos professores de rede pública sempre é fortemente mobilizada para greves, e, desta vez, escolas particulares também aderiram, seja por meio do corpo docente, seja por decisão da direção.

Escolas que não aderiram ao movimento acabaram dispensando os alunos nesta sexta por causa da dificuldade de locomoção.

Encerramento será com protesto nas ruas.

Os organizadores estão planejando protestos em todo o país. Em São Paulo, centrais e movimentos populares marcaram alguns eventos. Um deles no Largo da Batata, em Pinheiros.

Veja também:

Veja como cada deputado votou a reforma trabalhista

Líderes não asseguram votos e calendário da reforma da Previdência deve ser esticado

Isto é o que muda nas leis trabalhistas com o projeto aprovado ontem; mas ainda tem que passar pelo Senado


Tatiana Farah é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ela pelo email tatiana.farah@buzzfeed.com.

Contact Tatiana Farah at Tatiana.Farah@buzzfeed.com.

Got a confidential tip? Submit it here.