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Dizer que não existe alternativa a Lula é "harakiri", afirma líder petista

Presidente do PT no Rio, Quaquá diz que partido deve esclarecer que, em último caso, o próprio Lula indicaria seu substituto. "Não dá para ficar de blefe em blefe."

publicado
Nelson Almeida / AFP / Getty Images

Presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Siqueira, o Quaquá, rebate o discurso único entre os dirigentes do partido de que não há plano B para a candidatura de Lula a presidente e afirma que a legenda não pode deixar que pensem que adotou uma tática eleitoral suicida.

Depois de divulgar um texto polêmico no Facebook, Quaquá conversou com o BuzzFeed News e disse que expressou o sentimento de "uma imensa gama de militância e dirigente do PT que queria falar o que eu falei e que não tem coragem".

“Lula será inscrito candidato mesmo que caia o Céu e a Terra. Não há divergência em relação a isso. O que eu disse é que temos de deixar claro à sociedade que, caso a violência seja aprofundada e desmedida, no sentido de um não-registro etc., o próprio Lula indicará um nome”, disse Quaquá.

O petista reforçou: “E tem de ficar claro isso para que as pessoas não achem que estamos em uma tática de harakiri. Não há divergência de plano A e plano B. Existe uma tendência que estava se estabelecendo de radicalismo tolo, ou seja, vamos todo mundo se matar”.

Washington Quaquá, presidente do PT no Rio de Janeiro.
Reprodução/Facebook / Via facebook.com

Washington Quaquá, presidente do PT no Rio de Janeiro.

Para Quaquá, o PT tem de aproveitar a possível capacidade de transferência de votos de Lula para um candidato indicado por ele e sinalizar esse potencial aos partidos aliados.

“A pesquisa do Datafolha indica que ele influencia o voto diretamente de 27% do eleitorado e pode influenciar o voto de outros 17%. É inócuo tirar o Lula da eleição. Quem presidirá essa eleição é Luiz Inácio Lula da Silva e temos de deixar isso claro para nossos aliados, inclusive”, disse Quaquá.

Sobre o “vai morrer gente”, dito pela presidente nacional da legenda, a senadora Gleisi Hoffmann, sobre a condenação de Lula, Quaquá ironizou: “Só se for de infarto. Exército para botar na rua nós não temos. Se a gente tivesse tropa, organizada, para impedir a violência institucional, já tinha botado para impedir o golpe. Não dá para a gente ficar de blefe em blefe”.

Tatiana Farah é Repórter do BuzzFeed e trabalha em São Paulo. Entre em contato com ela pelo email tatiana.farah@buzzfeed.com.

Contact Tatiana Farah at Tatiana.Farah@buzzfeed.com.

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