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Um adolescente morreu nos EUA após beber cafeína em excesso

Davis Allen Cripe morreu após beber um refrigerante diet grande, um café latte do McDonald's e um energético no intervalo de duas horas.

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Um estudante de 16 anos da Carolina do Sul, nos EUA, morreu no mês passado após consumir bebidas cafeinadas em excesso no intervalo de duas horas, afirmou um médico legista na última segunda-feira (15).

abccolumbia.com

Davis Allen Cripe morreu no hospital no dia 26 de abril após desmaiar em sua escola, a Spring Hill High School, na cidade de Chapin. Na última segunda-feira (15), o médico legista do condado de Richland, Gary Watts, anunciou que a morte foi provocada por uma arritmia causada pelo excesso de cafeína no corpo do jovem.

"Davis, no período de duas horas antes de sua morte, ingeriu um refrigerante diet grande (Mountain Dew), um café latte do McDonald's e algum tipo de energético", afirmou Watts em uma coletiva de imprensa. Ele não soube precisar a marca do energético em questão.

"Foi tanta cafeína que isso causou uma arritmia", disse Watts, referindo-se à condição em que o batimento cardíaco fica irregular.

Watts disse ao BuzzFeed News que, de acordo com testemunhas, o maior problema foi que Davis "bebeu rapidamente/'virou' a bebida energética 15 minutos antes de desmaiar".

"Esse foi o maior problema, como ele ingeriu o energético", afirmou Watts. A quantidade de cafeína ingerida por Davis então excedeu o nível considerado seguro para seu peso naquele período de duas horas, contou.

Davis não usava álcool ou drogas, e a autópsia não revelou nenhum problema de saúde subjacente que possa ter contribuído para sua morte.

Para adultos saudáveis, a agência federal norte-americana que regulamenta alimentos e medicamentos, a FDA, já afirmou que 400 miligramas de cafeína — cerca de quatro a cinco xícaras pequenas de café — é uma quantidade que "não costuma ser associada a nenhum efeito negativo ou perigoso".

Instagram / Via Instagram: @mcdonalds

O refrigerante diet de 590 mililitros tomado por Davis continha 91 miligramas de cafeína, de acordo com a ONG Center for Science in the Public Interest.

O McDonald's, por sua vez, não informa a quantidade de cafeína em suas bebidas cafeinadas.

A quantidade de cafeína nas 27 bebidas energéticas mais vendidas nos EUA varia de 6 a 242 miligramas por porção — sendo que alguns frascos possuem mais de uma porção, de acordo com uma pesquisa realizada pela ONG Consumer Reports em 2012.

Watts disse ao BuzzFeed News que, apesar de "obviamente não ser algo que ocorra com frequência", isso poderia "ter acontecido com qualquer um, principalmente se a pessoa tiver alguma sensibilidade à cafeína e dependendo da forma como a ingerir."

Ele disse que Davis já havia consumido essas bebidas anteriormente e que não tinha apresentado nenhum problema.

"Creio que o tempo foi um fator importante, assim como a combinação de circunstâncias ocorrida naquele dia", disse Watts.

"Davis, como muitos outros garotos e muitas outras pessoas por aí, estava fazendo algo que [ele] achava ser completamente inofensivo, que era ingerir muita cafeína", disse Watt na coletiva de imprensa. "Perdemos Davis por causa de uma substância totalmente legal."

"Estou com meu coração partido e espero que algo de bom possa ser tirado dessa situação", disse Sean Cripe, pai de Davis.

wltx.com / abccolumbia.com

"Pais, por favor, falem com seus filhos sobre o perigo desses energéticos", disse Cripe. "Adolescentes e estudantes, por favor, não comprem essas coisas. Não há motivo para consumir esse tipo de coisa. Pode ser perigoso."

"Não foi um acidente de carro que tirou a vida do meu filho", afirmou Cripe. "Em vez disso, foi um energético."

Contudo, o legista afirmou que a razão para revelar essas informações "não é criticar" marcas de refrigerante, de cafés ou energéticos.

"Queremos que as pessoas entendam que o modo que a cafeína é ingerida pode ter consequências graves. E foi o que ocorreu neste caso."

Este post foi traduzido do inglês.