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Estas pessoas contam como é viver sem uma parte do corpo

Apesar das dificuldades, Marcos e Wilma têm atitudes super positivas diante da vida.

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Em entrevista ao BuzzFeed Brasil, ele contou que na infância chegou a se sentir incomodado pela situação. "Meus pais sempre me mimaram muito, tentando me ajudar em tudo, e isso acho me fazia mais mal do que bem."

Marcos Cunha

"Eu ainda não tinha aprendido a me aceitar muito bem, e sofria um pouco com isso."

Ele conta que passou a se aceitar melhor à medida em que conquistou sua independência.

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“Quando tinha uns 12 anos fui à AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente de São Paulo, e vi tantas pessoas, até mais jovens que eu, com deficiências tão mais complicadas e encarando tudo de uma forma tão natural que me impressionou.”

“Aí não demorou muito para eu virar motivo de piada para mim mesmo”, acrescentou. “Acho que o bom humor ajuda a gente a encarar a vida de forma mais leve.”

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Ainda na pré-adolescência, teve a ajuda de um fisioterapeuta que o ensinou a amarrar os cadarços, abotoar a camisa, andar de bicicleta e outras ações que antes não fazia sozinho, e a partir dali conquistou mais segurança e autoestima.

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A história de Wilma Fernandes, paulistana de 58 anos, é bem diferente. Quando ela nasceu, pouquíssimas pessoas encaravam deficiências com naturalidade.

Facebook: wilma.pfernandes

Secretária e mãe de três filhos — Edu, crítico de cinema, Bruno, músico, e Caio, estudante — ela também nasceu com uma má formação: na sua mão esquerda, o único dedo completamente formado é o polegar, os demais têm apenas a primeira falange.

“Naquela época uma pessoa com problemas nem saía de casa, não tinha acesso a nada”, contou em entrevista ao BuzzFeed Brasil.

Por sorte, o apoio que faltava socialmente Wilma encontrou em casa. “Eu tive a sorte de ter todo o apoio do meu pai e dos meus irmãos para estudar e fazer o que eu queria.”

“Eu era muito querida na escola, e bonitinha! Minha mão nunca foi um problema para fazer amigos ou paquerar. Mas a vida dura mesmo começou quando fui procurar emprego”, conta.

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Wilma se formou como secretária, mas era difícil competir com outros candidatos na hora da datilografia. Na época, não existiam cotas. "Sempre disputei vagas de igual para igual com qualquer pessoa."

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“Hoje teria sido mais fácil, o teclado do computador não é duro como o da máquina de escrever”, diz Wilma. "Esta é a primeira vez que estou empregada através de cotas."