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Passei o dia com um barman aprendendo a fazer uma das melhores caipiroskas do Brasil

Um trabalho difícil, mas alguém precisava fazer.

“Quando eu contei pro meu pai que eu ganhava a vida cortando limão ele nem acreditou”. Lindomar é um tanto quanto modesto na hora de falar sobre seu trabalho e tudo o que faz. Ele é o principal barman do Bar do Juarez no Brooklyn Paulista e é muito mais do que um cortador de limão. Ele é responsável por, entre outras coisas, preparar uma das melhores caipiroskas do Brasil, sabor: caju com carambola.

Caipiroska, pra quem não viveu no planeta terra nos últimos anos, é a prima da caipirinha, porém ao invés de cachaça, se usa vodka. Enquanto a legislação brasileira não abre espaço para interpretações e mudanças na receita original da caipirinha, a caipiroska, por outro lado, está acima da lei e permite todo o tipo de mudança e criação. Caipiroska de laranja? Rola super. Caipiroska de abacaxi com hortelã e pimenta? Por que não? Caipiroska de mel, banana e whey protein? Tá liberado. Caipiroska sem vodka? Aí não, né bicho. A experiência diz que você só precisa manter três elementos bases para ter nas mãos uma caipiroska: vodka, fruta e gelo. De resto, o céu é o limite. E claro, a qualidade do drink segue sempre a qualidade de seus ingredientes.

Levando em consideração que o brasileiro é a entidade mais criativa do mundo, e que essa criatividade estava sendo aplicada em bares por todo o país, Smirnoff criou um competição para eleger a melhor caipiroska do Brasil. Foram mais de 4 mil bares inscritos em todos os estados brasileiros, cada um com sua receita de caipiroska que iam desde a clássica bem feita (açúcar, limão e gelo) até coisas inusitadas como a Lactobaciloucos (caipiroska com leite fermentado). A votação ainda está rolando nesse site e qualquer pessoa acima de 18 anos pode participar. Agora restam apenas 200 receitas finalistas e você também pode ser jurado dessa megacompetição. Assim como nós, que fomos conferir de perto uma dessas finalistas: a caipiroska de caju com carambola.

Chegando no bar fomos recepcionados por Zézinho e Lindomar que, além de muito simpáticos, mostraram entender muito bem do assunto. Zé possui mais de 20 anos de experiência em bares e Lindomar trabalha há nove anos como principal barman dalí. “Já cortei umas três ou quatro frutas aqui nesse balcão” me contou Lindomar, tirando um pouquinho de sarro. Eu perguntei se tinha algum segredo ou macete especial para fazer a caipiroska da casa, e a voz da experiência me disse que não. Como vocês vão ver no GIF abaixo, clássico é clássico e vice e versa. Não tem segredo nenhum mesmo: fruta, açúcar, gelo e uma bela vodka é tudo o que você precisa.

Aproveitando que já tínhamos luzes, câmeras e a atenção do Lindomar, resolvi perguntar sobre uma das maiores lendas da produção de caipiroska: tem que tirar mesmo essa parte branca do limão?

A resposta é sim, mas não é só isso. Você precisa de uma faca bem afiada, se não fica tudo bem amargo.

Lindomar também passou mais duas dicas de ouro para quem quer uma caipiroska em um tempo recorde. Seu truque especial para tirar o kiwi da casca e como cortar uma tangerina rapidão.

Acabamos experimentando todas as caipiroskas do bar, para fins científicos, e tudo estava realmente bem gostoso. Os critérios usados na competição da Smirnoff são sabor, apresentação e originalidade e navegando pelo site eu percebi que não faltaram ideias boas ali mas, a caipiroska finalista do bar que fomos realmente tinha todos esses aspectos. Só de ler a descrição no cardápio eu já sabia que seria o puro sulco de Brasil e eu estava certo. Outros bares participantes também mandaram muito bem no quesito apresentação. Um detalhe , uma fruta bem cortada, uma erva aromática na caipiroska também caem muito bem e deixam o drink muito mais instagramável. Em outras palavras, independente de quem seja o vencedor dessa competição todos nós já saímos ganhando.

E aqui vai a última e mais importante dica: beba água e se mantenha hidratado.

Fotos by Daniel Avila
Design by Tyler Naugle

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