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MBL não deve dar apoio formal a nenhum presidenciável no 1º turno de 2018

Em seu 3º Congresso Nacional, movimento diz que não há candidato da centro-direta que defenda as bandeiras do grupo.

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O MBL (Movimento Brasil Livre) não deve apoiar formalmente nenhum candidato à Presidência no primeiro turno de 2018.

De acordo com o líder do movimento, Renan Santos, não há no atual cenário nenhum candidato de centro-direita que defenda de forma intransigente os ideais liberais do grupo.

Santos ainda comentou que o MBL, que realiza neste fim de semana seu 3º Congresso Nacional, deu uma espécie de grito de independência.

Arthur do Val, Kim Kataguiri, Renan Santos, Alexandre Santos e Fernando Holiday
Severino Motta

Arthur do Val, Kim Kataguiri, Renan Santos, Alexandre Santos e Fernando Holiday

Durante as palestras do sábado, primeiro dia do evento, diversas críticas foram feitas a liberais que em momentos decisivos, como em votações importantes do Congresso, tomam posições — vistas pelo MBL como populistas — contrárias à agenda de reformas defendidas pelo movimento.

Devido a isso, disse que o MBL seguirá fazendo a defesa do liberalismo, pois a agenda de reformas seria mais importante do que o apoio a nomes.

“Nosso tesão é a tese”, disse ao BuzzFeed Brasil.

Durante o Congresso, ele ainda fez críticas à candidatura de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e de Luciano Huck.

Segundo Renan Santos, é preciso aproveitar o restante do governo de Michel Temer para aprovar reformas, como a da previdência, para minimizar danos caso Alckmin ou Huck vençam o pleito de 2018.

SEGUNDA ETAPA

No segundo turno, entretanto, o grupo diz que, por pragmatismo, pode acabar declarando apoio formal a um dos candidatos.

Um dos líderes do MBL, Kim Kataguiri, disse que é preciso fazer política real — e usou um exemplo para explicitar a posição do grupo.

“Se numa eleição estiver o Stálin e o Lênin [líderes da Revolução Russa] e eu tiver que votar, não irei me omitir. Voto no Lênin pois ele matou menos."

BANCADA FEDERAL

Durante o primeiro dia do Congresso, o MBL colocou como meta para 2018 a formação de uma bancada de deputados federais.

O trabalho se dará em duas frentes. Por um lado haverá a tentativa de eleger integrantes do grupo. Por outro haverá a negociação com deputados que quiserem se aproximar do movimento.

De acordo com Renan Santos o MBL está mais forte em sua nova fase e, diferentemente do início, quando precisava ir atrás dos políticos, hoje serve como atrativo a políticos liberais já consolidados.

“Deixamos de ser um time pequeno e hoje somos um Paris Saint-German”, disse.

Severino Motta é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

Contact Severino Motta at severino.motta@BuzzFeed.com.

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