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Funaro informa que não foi coagido a delatar e homologação está em reta final

Edson Fachin deve homologar delação do doleiro Lúcio Funaro até esta terça-feira.

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O doleiro Lúcio Funaro foi ouvido no final da tarde desta segunda-feira, no STF, em Brasília, por um juiz auxiliar do ministro Edson Fachin.

Como esperado, disse que não foi coagido a delatar.

A audiência com Funaro era o último passo a ser tomado pela Justiça antes da homologação do acordo de delação premiada do doleiro.

A princípio, a ideia era homologar o acordo já na terça, mas, devido às revelações sobre possíveis crimes no acordo de delação da JBS, o ministro pode atrasar o cronograma.

Entre as questões que vai analisar nesta terça está justamente a decisão sobre dar ou não publicidade ao diálogo gravado sem querer entre Joesley Batista e um de seus executivos Ricardo Saud, quando falaram sobre os supostos crimes que omitiram em seu acordo de delação.

No caso de Funaro, após homologada, a delação fará parte da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, irá apresentar contra o presidente Michel Temer por obstrução da Justiça.

O acordo ainda turbinará outros inquéritos que investigam ministros como Moreira Franco e deputados da base de Temer.

Funaro, muito próximo ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, relatou, entre outras coisas, o esquema montado pelo grupo na Caixa Econômica para desviar recursos do FI-FGTS.

Ele também disse que, enquanto estava preso, recebeu saldos de propina pagos pelo empresário Joesley Batista, da J&F. De acordo com a procuradoria, o dinheiro serviu para manter seu silêncio e evitar um acordo de delação premiada.

O pacto, no entanto, acabou quebrado após o próprio Joesley fazer uma delação e revelar os pagamentos, tendo inclusive gravado uma conversa com Temer em que sinalizava a entrega dos recursos.

O episódio é um dos elementos que será usado por Janot na denúncia contra o presidente Temer.

Severino Motta é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

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