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Dodge diz que outras atribuições do MPF devem ter o mesmo peso que o combate ao crime

Nova procuradora-geral da República disse que é necessário que a instituição atue na defesa dos direitos humanos com a mesma intensidade que atua contra o crime.

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Em seu discurso de posse, a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o Ministério Público precisa atuar de forma mais equilibrada, dando a mesma ênfase à defesa dos direitos humanos e no combate ao crime.

De acordo com ela, o país passa por um momento de depuração, e é preciso que a harmonia entre os poderes seja a regra para a travessia.

"O ministério Público instituído pela Constituição de 1988 tem, portanto, a obrigação de exercer, com igual ênfase, a função criminal e a defesa de direitos humanos (…) O país passa por um momento de depuração. Os órgãos do sistema de administração da Justiça têm no respeito e harmonia entre as instituições a pedra angular que equilibra a relação necessária para se fazer justiça em cada caso concreto”, disse.

Mesmo sem citar o nome da Lava Jato, Dodge ponderou que o combate à corrupção é um desejo da sociedade e que ele deve ser feito, respeitando-se o devido processo legal.

De acordo com a nova procuradora, é preciso "garantir que ninguém esteja acima da lei e ninguém esteja abaixo da lei”.

Num rápido discurso, em que acabou aplaudida de pé por integrantes do MPF e autoridades da República, entre eles os presidente da República, Câmara, Senado e STF, Michel Temer, Rodrigo Maia, Eunício Oliveira e Cármen Lúcia, respectivamente, disse que a harmonia entre os poderes é “um requisito para a estabilidade da nação”.

FALTOU JANOT

Quem não compareceu à cerimônia de posse de Raquel Dodge foi seu antecessor, Rodrigo Janot.

Severino Motta é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

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