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Defesa pede mais um ano e meio para Temer seguir com sua “obra magnífica”

Advogado de Temer disse que denúncia é capenga, não é patriótica e só quer prejudicar o Brasil num momento em que a economia e o crescimento são retomados.

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Amigo e defensor de Michel Temer, o advogado Antonio Mariz fez um apelo aos deputados para que não aceitem a denúncia contra o presidente.

Segundo ele, é preciso assegurar mais um ano e meio de mandato para que Temer siga com o que considera uma “obra magnífica” que o colega está realizando na administração pública.

"É apenas uma questão temporal, um ano e meio. Não se pode aguardar um ano e meio? Será o presidente da República um facínora que não pode ficar solto? Será o presidente da República um homem que deve ter confinada sua liberdade ou pelo menos deverá ser ele expulso do Palácio do Planalto porque não se pode esperar um ano e meio? (…) Deem um ano e meio só ao presidente para ele continuar com sua obra magnífica”.

Na defesa em plenário, Mariz fez uma série de críticas à denúncia e disse que ela visa desestabilizar o país num momento em que indicadores econômicos apresentam sinais de melhora.

De acordo com o advogado, o Ministério Público exacerbou em suas atribuições, usou uma gravação que, em sua opinião, por ter interrupções, não poderia ser utilizada como prova num processo criminal e só acusou por acusar.

"Numa hora em que juros caem, dólar cai, desemprego cai, a indústria retoma ritmo desejável, nessa hora se põe em risco essas conquistas obtidas num ano de governo (…) será que isso é patriótico, será que se está fazendo isso em nome da Justiça? Mas que Justiça? Que Justiça em face de uma denúncia capenga, chocha, fruto de elaboração mental, fruto de ficção, uma denúncia que só denota vontade de acusar por acusar, que só denota ânsia de ver o país em dificuldade em nome de se alcançar o justo e se desejar a aplicação da lei penal.”

O advogado também disse ter certeza que, caso a denúncia fosse enviada ao Supremo, ela seria enterrada pela corte.

Reclamou ainda da cobertura da imprensa e falou que Temer e sua família estão sofrendo, que a exposição é uma pena cruel e que a Constituição Federal não permite a aplicação de penas cruéis a quem quer que seja.

Severino Motta é repórter do BuzzFeed News, em Brasília

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