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11 fatos sobre daltonismo que você provavelmente não sabia

Como por exemplo, que existem mais de três tipos de daltonismo.

publicado

1. O daltonismo é uma doença da vista conhecida por seus portadores não conseguirem ver todas ou algumas cores.

recantodasletras.com.br

Em entrevista ao BuzzFeed Brasil, o Doutor Ayrton Ramos, médico oftalmologista e presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia, explicou que "o daltonismo é uma doença que acomete a retina dos olhos e faz com que as pessoas não consigam diferenciar cores, principalmente o verde e o vermelho".

3. Uma das piores coisas que podem acontecer com um daltônico é as pessoas ao redor pedirem para que ele identifique as cores.

Twitter: @letyciabonemer

"Que cor é esse lápis? E esse quadro? E aquela parede?"

Em entrevista ao BuzzFeed Brasil, o roteirista Fernando Barone disse que "um dos maiores problemas que eu tenho é quando as pessoas em uma sala descobrem que sou daltônico e pedem para dizer que cor eu vejo em cada coisa."

Também não pergunte para as pessoas se elas enxergam em preto e branco como um cachorro ou como se fosse filme fotográfico, feito gato.

4. Muitos daltônicos descobrem que têm a doença por causa do seu histórico familiar.

Bananastock / Getty Images

Segundo o Dr. Ayrton, "quanto maior é a dificuldade de definir cores, mais fácil a pessoa percebe que é daltônica, geralmente fazendo comparação da sua visão com amigos ou parentes".

5. Um exame de rotina chamado Ishihara pode identificar se alguém é daltônico ou não.

"O médico oftalmologista consegue detectar a doença em um exame de rotina, no consultório", diz o médico. "É possível identificar o daltonismo desde a infância, quando a criança começa a perceber as cores e conhecer números, mas é difícil para os pais perceberem que ela é portadora da doença".

As imagens acima são um exemplo do teste de Ishihara. Se nas imagens acima você não enxergar o "2" e o "12", provavelmente é daltônico.

6. Há diferentes tipos de daltonismo. Quando o daltônico enxerga pouco o vermelho e no lugar vê tons de marrom, verde ou cinza, ele possui protanopia.

Reprodução

Giovanni Colombini, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Unirio, explicou para a Mundo Estranho que isso vai de acordo com a quantidade de pigmentos que o objeto têm. O verde fica semelhante ao vermelho como se a visão do vermelho e suas misturas fossem enxergadas como sépia.

Reprodução

Giovanni Colombini, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Unirio, explicou para a Mundo Estranho que isso vai de acordo com a quantidade de pigmentos que o objeto têm. O verde fica semelhante ao vermelho como se a visão do vermelho e suas misturas fossem enxergadas como sépia.

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Giovanni Colombini, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Unirio, explicou para a Mundo Estranho que isso vai de acordo com a quantidade de pigmentos que o objeto têm. O verde fica semelhante ao vermelho como se a visão do vermelho e suas misturas fossem enxergadas como sépia.

Um daltônico com deuteranopia não consegue ver o verde.

Reprodução

O resultado final é bem parecido ao da protanopia, os tons vistos são parecidos com marrom. Ao ver uma árvore, por exemplo, vai enxergar tudo em apenas uma cor, com uma pequena diferença de tonalidade entre tronco e folhas.

Reprodução

O resultado final é bem parecido ao da protanopia, os tons vistos são parecidos com marrom. Ao ver uma árvore, por exemplo, vai enxergar tudo em apenas uma cor, com uma pequena diferença de tonalidade entre tronco e folhas.

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O resultado final é bem parecido ao da protanopia, os tons vistos são parecidos com marrom. Ao ver uma árvore, por exemplo, vai enxergar tudo em apenas uma cor, com uma pequena diferença de tonalidade entre tronco e folhas.

A forma mais rara de daltonismo que faz com que a pessoa não veja azul e amarelo é chamada de tritanopia.

Reprodução

A pessoa não deixa de ver o azul completamente, mas vê diferente do que as outras pessoas. O amarelo vira um rosa-claro. Outra particularidade: daltônicos deste tipo não conseguem ver a cor laranja.

Reprodução

A pessoa não deixa de ver o azul completamente, mas vê diferente do que as outras pessoas. O amarelo vira um rosa-claro. Outra particularidade: daltônicos deste tipo não conseguem ver a cor laranja.

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A pessoa não deixa de ver o azul completamente, mas vê diferente do que as outras pessoas. O amarelo vira um rosa-claro. Outra particularidade: daltônicos deste tipo não conseguem ver a cor laranja.

7. Acima de tudo, não envie materiais de trabalho identificados por cores para um daltônico.

Twitter: @mr_eduseabra

"Uma coisa que sempre é foda no trabalho é quando um arquivo do Word volta com correções em vermelho. Tem que ficar explicando pra todo mundo que eu preciso das correções em azul ou amarelo", diz Fernando Barone.

8. A fase da autoescola pode ser um pesadelo para alguns daltônicos.

Twitter: @alsalsa2404

"As únicas vezes em que me deu cagaço por causa das cores foi no exame para tirar carta porque às vezes confundo amarelo com verde", diz Giovanni Pavan, também daltônico, em entrevista ao BuzzFeed Brasil. "Os faróis deveriam ser de cores mais distintas sabe", reclama.

9. Doutor Ayrton lembra que o daltônico pode ter a vida normal, porém "precisa estar ciente de que algumas profissões podem apresentar restrições quanto ao problema de definição de cores".

Ulkan / Getty Images

Fábio conta que no dia-a-dia, como trabalha em laboratório, tem certas dificuldades em relação aos reagentes químicos com os quais trabalha. "Existe um código de cores para identificar áreas de perigo no prédio, tipos de reagente e para medir diferentes propriedades", diz.

10. Quando a pessoa é "normal" e tem filhos com um parceiro ou uma parceira portadora, os filhos podem ser afetados pela doença.

Mike Watson Images / Getty Images

"Apesar disso, estes são casos raros", diz doutor Ayrton. "Se um dos membros do casal é portador da doença ou tem histórico familiar da doença é interessante verificar as chances dos filhos ou filhas serem afetados com um profissional".

11. Uma "vantagem" para os daltônicos é que eles se apegam mais aos detalhes, do que às cores.

Twitter: @preferequal

"As pessoas percebem menos detalhes do que nós, por serem apegadas demais as cores", conta Fábio Amaral, também daltônico, ao BuzzFeed Brasil.

"Com o tempo, passei a ignorar se tal coisa era de uma cor ou outra, uso outras características para identificá-las. Muitas vezes se 'estão procurando aquela coisa verde' e não acham, eu encontro facilmente pois pra mim é 'aquela coisa quadrada pequena, mais ou menos brilhante e amassada na ponta'".

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