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12 pessoas posaram nuas para mostrar como os corpos são diferentes na vida real

"Você pode fazer o que quiser comigo, mas eu ainda estarei aqui e nesse corpo e totalmente sem vergonha".

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O volume conta com moradores de Toronto com histórias de corpos incrivelmente diferentes, como o baterista Stephen Bowles, que diz que quebrar sua coluna o fez mais empático em relação aos outros.

tanja-tiziana.com / Via nowtoronto.com

"Antes, ao atravessar a rua, eu ficaria irritado se alguém na minha frente estivesse indo devagar", diz ele à publicação. "Mas agora eu percebo que eu não sei o que eles passaram para chegar a esse ponto e eu deveria honrar o fato de que eles estão aqui."

Também conta com a ativista de direitos humanos Akio Maroon, que discute as realidades de vida no corpo de uma mulher negra.

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"Ser parada pelos policiais é muito difícil para mim", conta ela à revista, "porque quando eles sacam suas armas eu não sei se esse é meu último momento na Terra. É a minha última oportunidade de ligar para minha filha ou para minha família e lhes dizer que eu os amo? Cada dia pode ser meu último por causa da pele em que vivo."

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E Xica Ducharme, uma dançarina burlesca e comissária de bordo que discute a discriminação racial e de gênero que ela enfrentou nas mãos dos outros.

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"Não importa o quanto o mundo tente me derrubar", diz ela. "Eu vou usar aqueles saltos, nua, na frente de todos, segurando um ventilador para me resfriar de todas as lutas. Sendo bonita. De cabeça erguida."

O personal trainer e coordenador de programas para jovems Adam Benn discute como a gordofobia de quando mais novo ainda afeta sua autoestima.

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"Eu era uma daquelas crianças acima do peso", diz ele, "então muitas das minhas experiências de infância foram definidas pelo fato de ser gordo, me sentindo feio e não me sentindo bem comigo mesmo... Até tirar essas fotos era muito traumático. Tirar todas as minhas roupas e ficar na frente das pessoas é difícil devido a esse instinto de duvidar de mim mesmo."

A escritora e artista Katie Sly explica o motivo, para ela, de a nudez ser "muito um aspecto de força".

tanja-tiziana.com / Via nowtoronto.com

"Meu corpo foi possuído e dominado por pessoas sem a minha permissão em várias ocasiões — e que se foda, eu vou pegar meu corpo de volta", diz ela à revista. "Você pode fazer o que quiser comigo, mas eu ainda estarei aqui e nesse corpo e totalmente sem vergonha."

A refugiada e ativista Biko Beauttah, que é capa do volume, discute a sua imagem corporal em evolução como uma mulher trans, bem como suas experiências em um abrigo com outros que procuram asilo.

tanja-tiziana.com / Via nowtoronto.com

"Para muitos de meus companheiros refugiados, o abrigo foi o primeiro lugar em muito tempo onde eles não viveram com medo de ser alvejados por rebeldes, comidos por animais selvagens à noite, agredidos ou estuprados por soldados", diz ela. "Eu ouvi a história de todos e prometi a mim mesma que quando eu saísse do abrigo, eu iria devotar minha vida a dar voz aos refugiados, já que eles são os mais vulneráveis entre nós."

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Bo hedges, que é o co-captão do time de basquete em cadeira de rodas do Canadá, fala sobre seu papel na representação de pessoas com capacidades físicas diferentes.

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"É muito fácil fazer um homem branco atlético como eu representante da deficiência e chamar isso de 'diversidade'", diz ele. "Ainda assim, eu acho que mostrar a deficiência nessas páginas é melhor do que não ter nenhuma, e se eu posso mostrar que estou confortável na minha própria pele, talvez isso inspirará a sociedade a se tornar mais confortável com corpos atipicamente debilitados."

Chiamaka Umeh, Esther Jun, and Rebecca Perry do Toronto's Next Stage Theatre Fest discutem estigmas religiosos contra a nudez, passando uma imagem corporal positiva para gerações futuras e aparência versus talento no ramo do entretenimento.

tanja-tiziana.com / Via nowtoronto.com

"Recentemente, eu disse para [minha filha], 'Eu amo sua barriguinha fofa'", diz Jun. "E então ela tocou minha barriga e disse, 'Eu amo sua barriga, também, mãe!' Eu quase morri. Ela a ama do jeito que ela é; ela não conhece nada diferente. Eu acho que eu deveria provavelmente aprender a amá-la do jeito que ela ama."

E finalmente Tiq e Kim Katrin Milan, ambos jornalistas e ativistas, foram temporariamente banidos do Facebook após postarem uma foto de seu ensaio com a NOW — embora uma foto parecida de Lady Gaga e Taylor Kinney tenha bombado no site na mesma época.

tanja-tiziana.com / Via nowtoronto.com

"Não há muita diversidade de representação de casais queers negros se amando e celebrando os 'corpos e a beleza' uns dos outros", conta Kim à revista em uma citação que agora parece ainda mais significante.

"Para muitas pessoas envolvidas com os transexuais, é algo escondido, e nós queremos desafiar essa narrativa. Não há nada de secreto na forma como nós nos amamos. Nós nos amamos alto."