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Como uma região do Sudeste Asiático está se tornando a incubadora para extremistas

O Estado Islâmico está perdendo terreno no Oriente Médio, mas pode se voltar para disputada região filipina de Marawi.

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MINDANAO, Filipinas — A cela em que Tato está detido, na Prisão do Distrito de Cotabato, foi construída para comportar 20 pessoas. Em vez disso, há 102.

Durante o dia, Tato e seus companheiros de cela comem refeições de peixe seco, ovos e verduras e compartilham um único banheiro. Tato se mantém ocupado revendendo a lenha que compra em grande quantidade para outros prisioneiros (que a utilizam para cozinhar). As noites já são mais difíceis.

"Dormimos todos juntos, usando papelões como colchões", disse Tato, 44, que pediu para ser identificado pelo seu apelido de família por ter medo de retaliações. "É tão quente e amontoado que os pés incham".

Foi durante uma dessas noites que Tato, sem dormir por causa do calor sufocante do sul das Filipinas, ouviu seus companheiros de cela planejando uma fuga da prisão organizada por um grupo islâmico. Aqueles que compactuassem com o plano receberiam dinheiro e apoio do lado de fora. "Eles resolverão seus problemas. Eles resolverão seu caso", sussurrou um dos homens ao lado de Tato.

"Isso é garantido?", perguntou Tato.

"Não sofra mais", disse o homem. "Venha conosco".

Então, em janeiro, dezenas de homens armados apareceram na prisão. Mais de 150 presos fugiram, escalando muros e atravessando o estacionamento do complexo, depois que milicianos travaram um tiroteio com os guardas. Mais tarde, as autoridades disseram que o ataque havia sido realizado por um grupo islâmico local chamado Combatentes de Liberdade Islâmica de Bangsamoro (BIFF), uma das várias organizações em Mindanao que jurou lealdade à facção terrorista Estado Islâmico (EI).

Mindanao, uma ilha exuberante e montanhosa no sul das Filipinas, hoje passa por uma crise relacionada ao terrorismo. Embora já tenha lutado contra décadas de instabilidade política, no mês passado o impensável aconteceu: uma coalizão de facções extremistas islâmicas tomou a cidade de Marawi, metrópole de maioria muçulmana que se encontra nas margens do extenso lago Lanao, em um cerco que tem se prolongado por semanas e não mostra sinais de arrefecer.

Os combates tiveram início quando o governo filipino tentou capturar um líder dos milicianos e os extremistas revidaram. Desde então, combatentes islâmicos ocuparam escolas e igrejas, levaram pessoas como reféns e metralharam soldados e policiais. Centenas de civis continuam presos dentro da cidade controlada pelos extremistas.

Declarações do governo filipino e mesmo do Estado Islâmico sugerem que esses extremistas estão recebendo apoio do EI.

A incapacidade das Filipinas de lidar com a crise transformou-se em um grande teste para o presidente Rodrigo Duterte, que decretou a lei marcial em Mindanao e tenta evitar que grupos apoiado pelo EI ganhem espaço no corredor volátil e sem leis que existe entre o sul das Filipinas, a Malásia e a Indonésia -- região conhecida pelos sequestros e por ser rota do tráfico de drogas.

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A batalha em Marawi chega em um momento em que o EI perde território no seu autodeclarado califado, que se estende pela Síria e pelo Iraque, e em que a facção encoraja milicianos a viajarem para o Sudeste Asiático.

No entanto, para evitar que seu país se torne um novo destino para os terroristas, Duterte deve tratar das raízes do radicalismo em uma região assolada por décadas de pobreza e violência.

Os problemas sociais do subdesenvolvimento, a falta de mobilidade social e as instituições desestruturadas (como prisões e tribunais), combinadas com movimentos separatistas e lealdades a clãs antigos, fizeram de Mindanao a incubadora perfeita para grupos extremistas no Sudeste Asiático.

O grupo militante Bangsamoro, assim como outras organizações islâmicas que enviaram combatentes a Marawi, é um coadjuvante em Mindanao. No entanto, o grupo é poderoso na região onde Tato vive, e é conhecido por sequestros e fugas de prisões. Dois dias depois do BuzzFeed News se encontrar com Tato, a facção enviou centenas de combatentes para uma cidade não muito longe da prisão, onde eles se refugiaram em uma escola primária, mantiveram crianças como reféns e se envolveram em um tiroteio com policiais e militares por mais de 12 horas.

Apesar de Tato não simpatizar com o grupo, ele ficou tentado a aceitar participar da fuga da prisão. Cinco anos atrás, a polícia o acusou de plantar mudas de maconha na pequena fazenda de borracha onde trabalhava (Tato diz que não fez isso). Mas, assim como muitos prisioneiros em Cotabato, ele nunca foi condenado — ou mesmo julgado — por causa do atraso nos tribunais filipinos, e a prisão tornou-se uma espécie de purgatório.

No final, depois de pedir conselho à sua madrinha, ele ficou para trás.

Sentado na sala do diretor da cadeia em junho, Tato estava pálido e suas mãos estavam geladas. Sua sentença havia acabado de ser adiada pela terceira vez, e ele estava com medo — medo de se juntar aos militantes do grupo Bangsamoro, medo de ser pego conversando com um jornalista e medo de parecer muito próximo dos chefes da prisão.

"Eu só quero que o meu caso seja decidido", disse ele. "Isso é tudo o que eu quero".

Casana Calandada ainda era jovem da última vez em que tinha ouvido um som parecido -- durante a insurgência comunista em Mindanao. Foi um estrondo, disse ela, como um terremoto. "Eu pude sentir o cheiro do tiroteio — ele queimou a minha garganta", disse Calandada, agora com 72 anos.

Calandada e sua família, incluindo oito netos, estavam entre as milhares de pessoas que escaparam do cerco de Marawi em maio. Deixando para trás a loja de sua família e todas as suas posses, eles fizeram uma dura caminhada de mais de seis horas até a próxima cidade, Iligan. No caminho, passaram por lojistas que lhes ofereceram água. Carros lotados de pessoas passavam por eles na estrada. "Eu andava como uma louca, sem direção", disse ela. "Todos estavam fugindo".

Esse foi o dia em que começou a crise em Marawi, região central da população muçulmana de Mindanao, quando grupos armados incendiaram uma catedral, assassinaram cristãos e fizeram centenas de reféns.

O cerco foi liderado por uma organização chamada Maute e pelo grupo Abu Sayyaf, comandado por um militante filipino chamado Isnilon Hapilon, a quem o líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, nomeou como "emir" do EI no Sudeste Asiático em abril de 2016.

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Embora tenha vivido toda a sua vida em Marawi, Calandada disse que nunca tinha ouvido falar da família Maute, especialmente dos dois irmãos que lideravam o grupo Maute, antes da realização do cerco. A violência atormentou Mindanao durante a maior parte de sua vida, mas ela nunca esperou que militantes como o grupo Maute tivessem uma influência tão forte em sua cidade natal.

Depois de passar dias em uma instalação para refugiados em Iligan, ela e sua família foram levados para Davao, a maior cidade de Mindanao. Davao, onde arranha-céus se erguem sobre favelas, fica no litoral e tem núcleos de pessoas de clãs de toda a ilha. Calandada e sua família estiveram em contato com alguns parentes distantes lá.

Eles decidiram se mudar para a casa de um primo, em meio a um pequeno bairro muçulmano no coração da cidade. Seus filhos geralmente dormem no chão, e não há muitos lugares para se sentar além de algumas cadeiras de plástico. Mas o que mais importa é que ali é seguro e eles estão com a família. Todos os dias, disse Calandada, eles esperam que o cerco termine para que possam voltar para casa.

Tanto o governo como os extremistas em Mindanao dizem que não têm ideia de onde o grupo Maute surgiu. Oficiais de inteligência e o governo filipino disseram ao BuzzFeed News que o grupo apareceu há pouco mais de um ano, meses antes de homens vinculados a facção fazerem um bombardeio em Davao. Entre outros grupos islâmicos, há muitas teorias sobre como um grupo tão obscuro conseguiu montar um cerco a Marawi. "O grupo Maute é, na verdade, criação de Israel e da CIA", disse um líder militante.

Os dois irmãos, Omar e Abdullah Maute, foram criados em Marawi, mas vieram de uma família próspera no sul da cidade de Butig. Seus pais, que a inteligência e as autoridades do governo disseram que já foram afiliados a outro grupo islâmico separatista chamado Frente Moro de Libertação Islâmica (MILF), dirigia um negócio de comércio de móveis.

A MILF é provavelmente o grupo extremista mais famoso de Mindanao. Eles defendem o autogoverno para o povo moro de Mindanao, que se vêem como os habitantes originais da ilha. O grupo está agora no meio de um processo de paz atribulado com o governo, mas muitas das facções islâmicas envolvidas no cerco de Marawi se separaram da MILF, incluindo aquelas que criaram vínculos com o EI.

Os irmãos Maute, que agora têm quarenta e poucos anos, deixaram Mindanao aos vinte e poucos para estudar no Egito e na Jordânia, onde teriam se radicalizado. Eles também trabalharam na Arábia Saudita por um curto período de tempo, de acordo com um oficial de inteligência aposentado que falou sob anonimato, pois não estava autorizado a falar com a imprensa.

"Eles têm o sangue Maranao, mas a ideologia deles vem de terroristas internacionais", disse Randy Uzman, vice-prefeito para as tribos Maranao em Davao.

Quando os irmãos Maute voltaram para as Filipinas, decidiram se separar da MILF. Grande parte do apoio deles vem dos moradores ligados ao seu clã, que está entre os mais prósperos na tribo Maranao, disse o ex-oficial de inteligência. Eles conseguiram apoio com seu carisma juvenil, conquistando seguidores no Facebook e no YouTube.

"Eles agem como se fossem Robin Hoods. Eles dão dinheiro de volta à comunidade", disse ele. "Eles são uma das famílias mais abastadas de lá".

As lealdades do clã têm uma importância profunda em Mindanao, onde muitos veem incursões do governo de Manila como uma invasão por forasteiros.

"Pode ter havido uma falha de inteligência, uma falha grande", disse Shashi Jayakumar, especialista em terrorismo no Sudeste Asiático da Escola de Estudos Internacionais de Rajaratnam, em Cingapura, sobre o cerco de Marawi. "Acreditamos que essas pessoas tenham estocado material suficiente para resistir a um longo cerco. Essas coisas não passam despercebidas se você tem qualquer tipo de aplicação da lei no local ou serviços de inteligência".

Os clãs unidos, aliados às diferenças linguísticas e culturais no país, dificultam o trabalho das autoridades filipinas de coletar informações sobre o grupo Maute, disse o oficial. A polícia, que recebeu treinamento e equipamentos de governos estrangeiros, incluindo dos Estados Unidos, assistiu a cortes em seus orçamentos após a guerra às drogas declarada pelo presidente Duterte, a qual tem matado milhares em execuções extrajudiciais.

Pelo menos quatro grupos armados em Mindanao prometeram fidelidade ao EI, circulando vídeos de propaganda supostamente rodados em Marawi.

Pelo menos quatro grupos armados em Mindanao prometeram fidelidade ao EI, circulando vídeos de propaganda supostamente rodados em Marawi. O próprio EI começou a se referir a Marawi em suas próprias publicações oficiais, chamando os militares de "exército dos cruzados filipinos" em um de seus boletins de notícias.

"Pois assim como Alá expulsou os cruzados que não tinham fé do Iraque, é Ele quem os expulsará das terras dos muçulmanos nas Filipinas", fala um artigo recente na "Rumiyah", revista em inglês da facção.

Ainda não está claro quanto apoio financeiro os militantes em Marawi estão recebendo do EI. Mas vários combatentes estrangeiros foram descobertos na cidade, despertando receios de que as Filipinas possam se tornar um destino para combatentes islâmicos de países como o Iêmen e a Arábia Saudita, bem como das vizinhas Indonésia e Malásia, que estão lidando com seus próprios problemas de terrorismo.

Alguns analistas dizem que Hapilon, que não é originalmente de Marawi, está buscando unir grupos militantes na região sob a bandeira do EI. Mesmo que o apoio monetário que esses grupos estão recebendo seja pequeno, vinculações ao EI tornaram-se um forte atrativo para recrutas.

"Pelo menos para alguns desses combatentes, fazer parte de um movimento global é um atrativo", disse Sidney Jones, diretora do Institute for Policy Analysis of Conflict, com sede em Jacarta. "Eles também têm conseguido atrair estudantes universitários, não apenas homens pobres do interior."

Em sua cidade natal, Davao, o rosto do presidente Duterte está por toda parte — em cartazes beijando bebês, sorrindo nas paredes das repartições do governo e em muros de prédios. Em um restaurante movimentado próximo à sua casa de infância, um recorte de papelão de tamanho natural de Duterte está ao lado de sua antiga motocicleta, no estilo Planet Hollywood, para que os clientes possam tirar fotos.

Mindanao, onde os políticos locais frequentemente criticam a "Manila imperial", é o coração do apoio de Duterte. Até mesmo ex-militantes e políticos da oposição dizem que ter esperanças no desenvolvimento e apoio que o presidente pode trazer para a ilha. Duterte, que herdou o processo de paz conturbado com a MILF de seu antecessor, foi elogiado pelo líder do grupo como "um verdadeiro filho de Mindanao" durante a campanha presidencial no ano passado.

O maior atrativo de Duterte para os líderes seculares na região é o seu apelo pelo "federalismo" (que implicaria em um maior grau de autodeterminação) para Mindanao. Mas isso é diferente do objetivo declarado pela Frente Moro de Libertação Islâmica: os grupos querem autogoverno dos povos nativos de Mindanao, conhecidos como moros, sob um tão esperado estatuto chamado Lei Fundamental de Bangsamoro. A MILF disse que não se sente obrigada a se desarmar sem a aprovação dessa lei — e não está claro o real apoio de Duterte a isso, e se ele tem os meios políticos para a aprovação da lei.

"O que nós queremos é autonomia total — a Lei Fundamental de Bangsamoro. Queremos implementar a lei islâmica, até mesmo para os cristãos de Mindanao", disse um alto comandante da MILF na província de Sarangani, que fica na ponta sul de Mindanao.

A complexa rede de grupos extremistas em Mindanao dificulta dizer se a MILF está realmente comprometida com o processo de paz ou se está trabalhando secretamente com outros grupos militantes. Abu Sayyaf, o BIFF e o grupo Maute se desmembraram da MILF, e suas conexões com a organização são profundas.

"Não vejo o BIFF e a MILF necessariamente separados", disse o oficial de inteligência. "É somente pelas conversas de paz que não os consideramos a mesma organização. Quando a MILF se sente insatisfeita com as conversas de paz, ela se volta para o BIFF".

Além do processo de paz, muitos em Mindanao esperam que uma maior autonomia e investimento da administração de Duterte tragam empregos e programas essenciais para uma das regiões mais pobres das Filipinas. Duterte tem prometido projetos que incluem transporte público e uma nova estação ferroviária de alta velocidade.

"É fácil para os grupos terroristas tirarem proveito dos prisioneiros. Eles podem ser ameaçados, persuadidos, convidados. Eles são vulneráveis."

Além disso, as prisões das Filipinas se tornaram um importante local de recrutamento para grupos extremistas. Após uma campanha agressiva contra as drogas por parte da administração de Duterte desde o ano passado, as já superlotadas prisões do país explodiram. Isso significa que muitas pessoas detidas, como Tato, podem passar anos sem terem seus casos julgados.

"Os detidos ficam desesperados quando seus casos não são julgados", disse Lucky Mer Natuel, chefe do programa de segurança e controle na prisão de Tato, ao BuzzFeed News. "É fácil para os grupos terroristas tirarem proveito dos prisioneiros. Eles podem ser ameaçados, persuadidos, convidados. Eles são vulneráveis".

Antes da guerra contra as drogas, Natuel disse que havia menos de 1.000 detentos em Cotabato. Agora, esse número cresceu mais de 40%. No entanto, Natuel disse que seus prisioneiros deveriam se considerar sortudos — em outras prisões, os detentos dormem em turnos porque não há espaço suficiente no chão.

Duterte também vem enfrentando denúncias de grupos de direitos humanos que têm criticado abusos sob a lei marcial em Mindanao. Segundo eles, muçulmanos estão sendo injustamente perseguidos. O EI, por sua vez, usa a discriminação contra muçulmanos no Sudeste Asiático como uma ferramenta de recrutamento.

Embora Duterte tenha dito que nunca pediu ajuda dos EUA em Marawi, as Filipinas dependem da polícia americana e de programas de ajuda militar, alguns dos quais foram ameaçados com as críticas internacionais da guerra às drogas de Duterte.

As tropas dos EUA têm fornecido treinamento e "assistência técnica" às forças armadas das Filipinas, mas não há tropas dos EUA em Marawi, segundo o capitão da Marinha dos EUA Jeff Davis, porta-voz do Pentágono.

Os críticos de Duterte dizem que o presidente não fez o suficiente para resolver os problemas em Mindanao. "Ele não tem feito nada para criar um país com federações", disse Jones. "Isso é parte do problema com Duterte — é tudo conversa fiada".

"Até que ponto as expectativas dos eleitores que o elegeram serão destruídas?", acrescentou.

À medida que os enfrentamentos em Marawi entram em sua oitava semana, as autoridades filipinas pararam de prever a data em que vencerão os rebeldes. Centenas de civis continuam na cidade tomada e mais de 400 pessoas já foram mortas. Ataques aéreos destruíram muitas partes da cidade.

O governo montou postos de controle de trânsito em Mindanao e afixou cartazes em escolas e estradas com fotos de membros da família Maute e seus colaboradores, na esperança de que eles sejam denunciados às autoridades. Alguns colaboradores da família Maute já foram capturados.

"Isso é preocupação de todos. Todos devem policiar sua comunidade coletivamente", disse Rudy Caoagdan, prefeito da pequena cidade de Makilala, no norte de Mindanao, e um defensor fervoroso de Duterte. "É assim que vamos resolver esse problema".

Ainda que a lei marcial esteja na base da resposta de Duterte ao problema, isso não acalmou outros países do Sudeste Asiático, já que mais e mais combatentes estrangeiros estão sendo descobertos em Marawi. No mês passado, Duterte telefonou ao presidente indonésio Joko Widodo para tranquilizá-lo de seu compromisso de combate ao terrorismo. Na Malásia, o ministro da defesa, Hishammuddin Hussein, falou mais francamente, dizendo sobre o EI: "Se não fizermos nada, eles se instalarão nesta região".

A região, em suma, depende da vontade e da capacidade de administração de Duterte em controlar o radicalismo em Mindanao. O crescente problema com o terrorismo, tanto seus apoiadores como os opositores concordam, é mais do que simplesmente prender alguns radicais islâmicos. É improvável que Hapilon e os irmãos Maute consigam controlar Marawi a longo prazo, mas, de certa forma, segundo analistas, a tomada da cidade já cumpriu seu papel ao se tornar um símbolo para outros grupos extremistas da região. ●

Colaboraram Editha Caduaya, em Mindanao, e Nancy A. Youssef, em Washington.

Este post foi traduzido do inglês.

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