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Estas São Campanhas Publicitárias Equivocadas Ou Teasers Do Halloween?

É um close errado atrás do outro!

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Reprodução / Facebook

Foi publicado no dia 30 (domingo), em fanpage atribuiída à Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul, post em homenagem ao Dia do Ginecologista com a frase "Sabemos que são estritamente profissionais. Mas mesmo assim, nós invejamos vocês" e com a foto de uma mulher em uma cadeira ginecológica. O teor nitidamente machista da publicação foi alvo de diversas críticas de usuários no Facebook, além de que o conteúdo e a página foram apagados.

Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul negou a autoria da publicação, ao alegar que o conteúdo era de uma fanpage fake, e repudiou o teor da "homenagem".

Vogue Brasil / Divulgação

Em agosto, a Vogue Brasil fez, em parceria com a agência África, a campanha "Somos Todos Olímpicos", em alusão às Paralimpíadas, realizadas no Rio de Janeiro. A peça, na qual os atores Cléo Pires e Paulo Vilhena aparecem como atletas paralímpicos, foi criticada pelo fato de os dois estarem justamente no lugar de atletas com deficiência física. Ou seja, representatividade passou longe nesse caso.

Reprodução / Facebook

A campanha #BebeuPerdeu, divulgada pelo Ministério da Justiça em 2015, deu uma derrapada das grandes, para dizer o mínimo. A peça, que supostamente é em favor de estilo de vida sem abusos no consumo de bebidas alcoólicas, continha as frases "Bebeu demais e esqueceu do que fez? Seus amigos vão te lembrar por muito tempo".

Mesmo de modo subliminar, a campanha endossou o slut shaming, quando determinada pessoa - mulheres na maioria absoluta dos casos - é alvo de insultos e situações constrangedoras pelo comportamento sexual. Para completar, ainda deixa implícito que a culpada é da pessoa por ela estar bêbada e por alguém tentar se aproveitar disso - sem consentimento é estupro, simples assim.

Facebook

Campanhas de cerveja são clichês quando se fala em objetificação de mulheres - a premissa de que mulheres em trajes mínimos com uma lata ajudam a vender mais é um estudo de caso.

Mas a campanha "Esqueci o 'não' em casa", da Skol e divulgada à época do Carnaval de 2015, conseguiu ir além do bizarro. Basta dizer que o teor equivocado da peça "passava um pano" no comportamento misógino e abusivo de homens com as "minas", como se o "não" - leia-se livre arbítrio - delas não contasse.

No mesmo período, a publicitária Pri Ferrari e a jornalista Mila Alves levaram o caso às redes sociais e mostraram o lado pavoroso do anúncio. Resultado: a Ambev, detentora da marca, desculpou-se pelo vacilo e publicou outros cartazes bem menos agressivos e com a premissa "Neste carnaval, respeite".

Reprodução / Facebook

À época do Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Johnnie Walker publicou foto de um rapaz negro sobre a qual havia a palavra "branco", ainda com a legenda "E você, ainda deixa usarem sua origem como obstáculo para o seu progresso? Racismo, até quando?". Apesar de ter tentado criticar o lado racista da sociedade, a peça deixava nas entrelinhas que reclamar de racismo é recorrer ao vitimismo - ou seja, culpar quem sofre racismo. A ação foi criticada a ponto de a fabricante de uísque apagar a publicação e lamentar o episódio.

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