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A internet e a luta contra o estupro

Mulheres estão compartilhando apoio à vítima dos 30 estupradores, enquanto mostram quanto este medo é presente na vida de todas.

publicado

O caso da menina violentada por 30 homens no Rio de Janeiro transformou as redes sociais em um fórum de luta contra o estupro neste feriado.

Polícia investiga vídeo que exibe jovem após sessão de estupro: ‘Mais de 30’, diz agressor. https://t.co/zcCTOy560Y

A menina de 16 anos moradora de Jacarepaguá prestou depoimento e recebeu atendimento médico, incluindo um coquetel de prevenção a DSTs que faz parte do atendimento à vítimas de estupro. Há um projeto de Lei de autoria do deputado Eduardo Cunha proibindo o coquetel para vítimas de estupro e isto também já voltou para as conversas das redes sociais ontem.

Na noite de quinta-feira, o Jornal Nacional levou ao ar a informação de que quatro dos 30 suspeitos já haviam sido identificados.

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O caso de outro estupro coletivo que aconteceu no Piauí também foi lembrado.

Polícia apura estupro coletivo no PI; suspeitos acham 'normal', diz delegado. https://t.co/L6VhvITyH0

A ONU Mulheres Brasil se posicionou sobre o caso e divulgou uma nota oficial pedindo para os governos do RJ e do Piauí que "seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos".

#EmpoderamentoDasMulheres #ACulpaNuncaEDaMulher #DireitosDasMulheres #IgualdadeDeGenero

Algumas páginas compartilharam formas das pessoas contribuírem para as investigações.

Facebook: empodereduasmulheres
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E algumas pessoas falaram sobre a atitude de um dos agressores, que divulgou o vídeo no Twitter.

Facebook: francabreitas

Muitas pessoas criticaram quem tentou achar alguma justificativa para o estupro da garota.

Facebook: amandette

E também mostraram o absurdo dos comentaristas tentando relativizar o crime.

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Comentários como este...

... foram respondidos como posts como este:

Facebook: duartemarina
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O uso de expressões como "suposto estupro" por parte de alguns sites e jornais também foi criticado.

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E o debate em torno da cultura do estupro veio à tona.

Facebook: brasildefato

Nas redes sociais, pessoas tentaram explicar a cultura do estupro com diversas imagens de impacto.

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Um dos vídeos que mais viralizaram no Facebook foi o de Maynara, que falou sobre o caso em inglês e teve mais de 4 milhões de visualizações, até a publicação deste post.

Facebook: video.php
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A página Basta de Violência Contra a Mulher postou um vídeo com 30 mulheres de Porto Alegre contando até 30.

Facebook: video.php

E outras mulheres postaram vídeos convocando para uma vigília de 33 dias contra o estupro.

Facebook: video.php

Houve quem escreveu uma carta à vítima no Facebook:

facebook.com

Algumas pessoas ainda fizeram ilustrações em apoio à menina do Rio.

facebook.com
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E homens começaram a fazer posts para falar da cultura do estupro para outros homens.

facebook.com

No Twitter, o @ThinkOlga criou e ajudou a promover a hashtag #RaivacomRazão.

Ter que sempre pensar no comprimento da roupa antes de sair #RaivacomRazão

#RaivaComRazao quando eu não me sinto segura para voltar p casa sozinha à noite

#RaivacomRazao saber que teve gente compartilhando e sentindo prazer com o vídeo que não me deixou dormir

Famosos também falaram sobre o caso.

Infinitamente triste e revoltada com os casos de estupro no Rio e Piauí. Os culpados devem ser identificados e punidos.

#elesporelas 👏👏👏👏 #EstuproNuncaMais https://t.co/BWdKJkcJGN

Hashtags voltadas ao combate ao estupro foram parar nos Trending Topics.

Várias tags subindo no Twitter pelo absurdo: #ACulpaNãoÉDela #EstuproNuncaMais #QueroUmDiaSemEstupro #RaivaComRazão #MachistasNãoPassarão

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